Terça-feira, 23 de junho de 2026 - 18h25

Há no
Brasil uma falsa percepção, alimentada pelas conquistas nas Copas do Mundo, de
que o nível dos jogadores brasileiros é naturalmente superior ao de outros
países. A paixão pelo futebol nos faz, desde cedo, viver com uma bola no pé e
desenvolver um bom controle de bola. Hoje, porém, somente o talento não basta.
É preciso dedicação, é preciso ser atleta. Daí não termos mais, como no
passado, a preponderância de outrora.
Os
fracassos das últimas Copas se explicam, em grande medida, porque- apesar de
termos jogadores de qualidade- não conseguimos criar uma equipe. Futebol é um
esporte coletivo. Por mais talento que um jogador possua, sem bons apoiadores
até mesmo nomes como Pelé, Maradona e Messi não teriam a grandeza que possuem.
Jogadores de enorme talento que atuam em equipes sem conjunto acabam recebendo
críticas indevidas. É o caso de Neymar jogando no Santos atual. E, na seleção,
é o caso de Vini Jr.
Há um
consenso em torno de Vini Jr.: trata-se de um dos jogadores mais decisivos do
futebol atual. Principalmente pelo que entrega em alto nível no Real Madrid. É
perigosíssimo no mano a mano, quase imparável na aceleração, na mudança de
direção e na capacidade de quebrar linhas. Além de atrair marcações, abrir
corredores para infiltrações e gerar faltas e escanteios, tem participação
direta em gols - tanto em finalizações quanto em assistências - especialmente
em jogos grandes.
O mesmo,
porém, não se repete na seleção. Não é falta de talento. É contexto. É encaixe.
A função tática, as conexões no lado esquerdo, a qualidade do meio-campo e a
capacidade do time de colocá-lo em situações de duelo vantajoso são fatores
que, reunidos, constrangem o seu potencial. Quando Vini recebe bem, em
velocidade e no corredor certo, o Brasil costuma ser mais agressivo e
imprevisível. Quando recebe de costas e longe do gol, o time tende à
previsibilidade. É comum dois marcadores se ocuparem dele ao mesmo tempo - o
que, em tese, deveria libertar outros jogadores, mas frequentemente não
liberta.
Desta
tensão surgem as leituras divididas: de um lado, a cobrança por não render como
rende no Real Madrid; de outro, especialistas que mostram como a equipe
brasileira, nos últimos ciclos, ofereceu poucas condições para potencializar o
ponta - e ele acaba aparecendo menos e sendo avaliado de forma injusta.
Na minha
humilde opinião de cronista esportivo bissexto - mas com bons fundamentos do
esporte bretão -, Vini Jr. é um jogador de explosão, como foi Ronaldo Fenômeno.
Precisa de quem arme as jogadas e faça os lançamentos para que possa jogar. É
verdade que muitas vezes cria situações sozinho, demonstrando protagonismo, mas
até para isto é indispensável que haja espaços. Quando muito marcado, isolado e
sem receber a bola, é natural que suma.
Neste
Mundial, mesmo sem um time que lhe proporcione o melhor espaço para jogar, já
marcou dois gols. Isto diz muito. Em ranking de "melhor do mundo",
Vini costuma aparecer na briga pelo Top 5 ou Top 10, dependendo do critério.
Está acima de Dembélé no nível de elite atual, mais perto do topo do que Neymar
e Cristiano Ronaldo em termos de regularidade e intensidade -ainda que Messi e
CR7 sigam à frente no tamanho histórico. E Messi, vale dizer, segue
extraordinariamente decisivo e singular neste Mundial.
Duvido
que exista um técnico de qualidade que dispensasse ter Vini Jr. no seu time. Este
é o verdadeiro termômetro de um jogador.
Terça-feira, 23 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
O nome da fera é Cristiano Ronaldo
Não resisti ao sono, de forma que somente vi, depois, os melhores momentos da partida em que a Argélia derrotou a Jordânia por 2 a 1 na madrugada de

Dois artilheiros cruéis: Mbappé e Haaland
O jogo o entre França e Iraque, pela 2ª rodada do Grupo I da Copa do Mundo, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos, não foi u

Messi, sempre Messi, coloca a Argentina no mata-mata
Pelo grupo J, em Arlington, ao lado de Dallas, nos Estados Unidos, a Argentina venceu a Áustria por 2 a 0, nesta segunda-feira (22). O jogo não som

Cabo Verde e Egito surpreendem
A Celeste precisava ganhar o jogo contra Cabo Verde, pelo grupo H, em Miami. E foi para cima buscando fazer uma vantagem de maneira rápida. O time p
Terça-feira, 23 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)