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Silvio Persivo

Inglaterra atropela em um dia de pouco futebol


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Este segundo dia de Copa do Mundo começou com um jogo em que somente havia uma equipe em campo. A Inglaterra começou mostrando que estava disposta a ganhar o jogo e manteve todo tempo a posse de bola. Não conseguia nada porque o time iraniano se defendia bem, mas não há como aguentar uma pressão continua. Isto ficou visível a partir dos 20 minutos, quando os ataques ingleses se tornaram mais incisivos. E veio o primeiro gol aos 34, numa jogada de canto, a bola foi centrada para Bellingham, que cabeceou certeiro para abrir o placar. O Irã, de certa forma, até tentou reagir. Como o desnível era grande ao sair para o ataque se desorganizou. E o castigo veio, aos 42, numa cobrança de escanteio, Maguire ajeitou para Saka chutar no ângulo e ampliar a contagem. E aos 45 Sterling fechou a tampa do caixão e o placar do primeiro tempo. No segundo tempo, em ritmo de treino, Saka fez outro e o Irã, para mostrar que estava vivo, descontou com Taremi. Em vão. Rashford e Grealish completaram atropelando, de vez, o time adversário. Nos minutos finais de pênalti Taremi, de novo, diminuiu. Foi a maior goleada da Inglaterra numa copa. No outro jogo, entre Senegal e Holanda, o que se viu foi um jogo equilibrado na falta de criação e de criatividade. O jogo foi um sofrimento para o técnico Louis van Gaal, que mexeu bem os pauzinhos, e para o telespectador que não teve muito o que ver. Senegal chegou mesmo a gostar do jogo, porém, sem acertar os chutes, acabou castigado pela maior qualidade do adversário depois de um cruzamento de De Jong, em que Gakpo se antecipou ao goleiro Mendy e, de cabeça, fez o gol do time laranja. Um era suficiente, mas, no último lance do jogo, fruto de uma jogada individual de Depay, a bola sobrou para Klaassen aumentar o placar. País de Gales e Estados Unidos fizeram o jogo mais previsível de terminar empatado. Porém foi mais emocionante do que se esperava. Gales sempre foi um time fechado e os EUA um time mais arrumado, com mais toque de bola e, normalmente, sempre busca o gol ainda que, às vezes, sem sucesso. Havia no ar um prognóstico não explícito de 0x0. Não foi. No primeiro tempo os EUA partiram para cima e conseguiram seu gol com Weah. No segundo tempo o País de Gales foi quem tentou e conseguiu num pênalti, sofrido e cobrado por Bale. Não foi um grande jogo, mas teve alguma emoção. Até aqui, talvez, o mais disputado. 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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