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Serpa do Amaral

Amaral Neto: pandeirista do nosso Brasil!


Entregamos em tuas mãos um antigo instrumento musical, tão antigo quanto a humanidade. O mesmo pandeiro que hoje desfila garboso na Passarela do Samba outrora foi visto entre os homens, em pândegas e furdunços neolíticos, havendo, ainda, quem o tenha visto bem antes, no paleolítico, animando as festas das tribos nômades que perambulavam a esmo pelas terras mundanas sem cerca e sem dono. Em todas as

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Amaral Neto recebendo o pandeiro na calçada da EFMM

grandes civilizações do passado, do Crescente Fértil ao Egipto, passando pela Grécia e Roma, o pandeiro marcou presença, como uma espécie de convidado especial de toda essa gente, inclusive das tribos que povoaram ao largo do Mediterrâneo.

O pandeiro é quem te escolheu, sem que tu o tivesse escolhido. Com ele experimentaste a mais sublime vivência da inteligência: o autodidatismo. Ser autodidata é fazer a si mesmo, construir a si mesmo, ser professor e educador de si mesmo, num processo cada dia mais raro e sempre fascinante. No autodidatismo, a inteligência é início, meio e fim em si mesma.

E já que ele te escolheu, escolhemos Jackson do Pandeiro para ser o paraninfo do teu batismo como Pandeirista do Brasil.

As cores fortes do nativismo tupiniquim é para lembrares de valorizar a cultura de tua gente, a poesia de Nelson Cavaquinho, a sabedoria musical de Cartola e a malemolência interpretativa e risonha de Martinho da Vila.

Por isso, com as bênçãos de Jackson do Pandeiro e de todos os Santos da Bahia, inclusive Nosso Senhor do Bomfim, te batizamos Amaral Neto, autêntico Panderista do Brasil Brasileiro, esse mulato inzoneiro. És pandeirista por nata vocação, por inspiração divina e por mérito especial da congnição intuitiva.

Parabéns pelas duas grandes vitórias, pelas duas medalhas de ouro nos vestibulares, pelas conquistas e pelas alegrias que contagiam o teu coração e ecoam nos nossos corações, a reverberar as alvissareira ondas que anunciam novos e bons tempos daqui pra frente, tempo de grandes parcerias, como a do primo Marcel Amaral, tempo de estudo e descobertas, tempo de ciência e profissionalização. Faz ecoar teu pandeiro por onde quer que andes, ele é um símbolo da tua inteligência abençoada, da tua luz interior e da tua espiritualidade híbrida e calcada na herança das três raças. Panderista do Brasil, nós estaremos sempre do teu lado pro que der e vier! Parabéns!!!

Teu pai Basinho, tua mãe Joana Darc e teu tio Miguel Amaral
 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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