Porto Velho (RO) segunda-feira, 27 de junho de 2022
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Sergio Pires

Primeira Mão - 14/10/10


Primeira Mão - 14/10/10 - Gente de Opinião

ARMAS E DROGAS PASSAM FÁCIL PELAS
FRONTEIRAS PARA ALIMENTAR O CRIME
 

Um grande carregamento de armas pesadas, algumas de uso exclusivo das Forças Armadas do Brasil e de países vizinhos chegou às favelas do Rio de Janeiro nos últimos dias. Fuzis, metralhadores e até armamento que derrubam aviões e helicópteros, aqueles que a polícia usa para vigiar os traficantes nas favelas. Ao mesmo tempo, o volume de drogas que entram no Brasil tem crescido assustadoramente. Através da divisa da Bolívia com Rondônia e Acre, dezenas de pequenos, médios e grandes traficantes transportam carregamentos para outros estados, passando por Rondônia. Armas e drogas, alimentos essenciais para o crime organizado, continuam fluindo por nossas fronteiras como se aqui fosse a Casa da Mãe Joana. Não há presença significativa do Exército e nem da Polícia Federal, apesar dos federais, sempre com pouca gente e estrutura, fazerem o que podem. As polícias dos estados fazem trabalho que seria de responsabilidade da União, tirando gente de ações para proteger suas comunidades para vigiar o que é possível. Não funciona. Os armamentos pesados e as drogas passam a todo o momento. De vez em quando, algum carregamento é pego, como nessa semana, quando patrulheiros rodoviários interceptaram nada menos do que 45 quilos de cocaína que saiu da Bolívia, passou por Rondônia e iria para Goiania. Mas as vitórias das polícias são efêmeras, ante tanta droga que sai da região.

Na campanha presidencial que está em seu segundo turno, a questão da vigilância das fronteiras, essencial para o combate ao crime organizado, é ignorada pelos dois candidatos. Tanto José Serra como Dilma Rousseff preferem abordar temas leves, óbvios, sem qualquer referência a essa necessidade premente do país. Enquanto os governantes continuarem fazendo vistas grossas para esta situação, bandidos continuarão sendo armados e traficantes mandando na estrutura do crime organizado. Ou se combate o mal na raiz, ou perde-se a guerra para essa gente do mal.

AINDA É CEDO

A campanha pelo governo do Estado continua em todas as cidades rondonienses. A turma de Confúcio Moura já anda comemorando vitória (ele não, diga-se por uma questão de justiça), mas o grupo de Cahulla reage e tenta reverter os números do primeiro turno. Quem já anda anunciando nomes de secretários pode se dar mal. A disputa, na realidade, continua duríssima.

CHANCES IGUAIS

Sem paixão, analisando-se com a frieza possível numa corrida acirrada como essa, os dois candidatos têm chances iguais de vencer. Confúcio tem mais apoios de lideranças políticas de várias matizes (todas fora do poder e que querem chegar a ele, via Confúcio), mas Cahulla tem Cassol e sua liderança em várias regiões do Estado. Portanto, comemoração antecipada, para qualquer um dos lados, é para otário.

DOIS PROJETOS

Confúcio bate na tecla da mudança, dizendo que sente um clima entre a maioria da população que quer outro tipo de governo. Cahulla repete que o melhor para Rondônia é dar continuidade ao trabalho que Cassol e ele realizaram com sucesso durante quase oito anos. Será uma dessas duas opções principais que o eleitorado vai optar no próximo dia 31. O resto é secundário.

OLHO NAS PESQUISAS!

Começam a aparecer as pesquisas, de novo. Quase todas elas, no primeiro turno, acabaram desmoralizadas pelos resultados das urnas. Mas o pessoal não desiste. Tenta influenciar o eleitor de todo o jeito. Enfim, é sempre bom lembrar: quem contrata pesquisa não recebe notícia ruim. Mas quem quiser se enganar, que se engane.

A “BAD” DILMA

Dilma Rousseff passou para o ataque. Seus marqueteiros a induziram a ir prá cima de José Serra, no sentido figurado, é claro. Alvo de duras críticas durante toda a campanha, só agora a “Mãe do Brasil”, segundo Lula, decidiu mostrar seu lado “hard”. A mudança de estratégia, não se sabe até agora se foi positiva ou não, para ela. Só as urnas vão dizer.

VÍTIMA E VENCEDOR

O jovem deputado estadual eleito David Chiquilito foi uma das “vítimas” da legislação eleitoral. Perdeu o mandato como vereador porque trocou de partido. Se não o fizesse, seria um eterno coadjuvante no PSB de Mauro Nazif. Depois, assumiu uma cadeira na Assembléia por poucas semanas e caiu fora de novo, pelo mesmo motivo. Agora volta, pelos braços do povão. É um político com grande futuro.

MAIS QUE ESPERAVA

Eleito deputado com a segunda maior votação entre os mais de 320 candidatos, o vereador de Porto Velho, Zequinha Araújo, também foi surpreendido pelos quase 20 mil votos que recebeu. Ele e sua equipe previam uma votação que beirasse os 15 mil sufrágios. Chegou aos 20 mil, comemorou muito e até agora está tentando entender de onde vieram os cinco mil votos a mais.

MATADOR É VÍTIMA?

A total falta de respeito à vida, a inversão de valores, a maldade que não acaba, a violência que ainda surpreende: tudo isso se viu novamente no último final de semana, quando um jovem assassinou uma família inteira, de cinco pessoas, em Guajará Mirim. Matou três crianças. Foi um massacre. Infelizmente, a impunidade que campeia neste país ainda vai transformar o cruel criminoso em vítima. Trágico e lamentável.

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Fonte: Sergio Pires  - [email protected]
 
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