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Sergio Pires

Primeira Mão - 09/06/11


Primeira Mão - 09/06/11 - Gente de Opinião

BOA RELAÇÃO COM OS PREFEITOS E O

BANCO DO POVO: AVANÇOS REAIS

Menos de seis meses depois de assumir o poder, o governador Confúcio enfrenta ainda pesadas dificuldades de uma administração que recém inicia, mas já contabiliza vitórias que não podem ser ignoradas. A primeira delas ocorreu praticamente desde o começo da sua presença no Palácio Presidente Vargas: a implantação de uma nova forma de relacionamento com os prefeitos. Hoje, Confúcio já conquistou a maioria dos alcaides rondonienses, com a forma com que tem liberado recursos e proposto parcerias. O segundo aspecto que merece ser destacado é a criação do Banco do Povo, que direciona seus recursos para os pequenos empreendedores. Mote de campanha, poucos imaginavam que menos de meio ano depois de subir as escadarias do Palácio, Confúcio já teria inaugurado quatro agências do novo banco, que é uma iniciativa de sucesso desde 2006, quando ele implantou o sistema em Ariquemes, quando era Prefeito. A última inauguração ocorrida no início da semana, em Ouro Preto, levou quase três mil pessoas à solenidade. Os pequenos, sempre esquecidos pelo sistema bancário convencional, vivem na esperança de serem lembrados fora dos discursos de campanha eleitoral. Em Rondônia, estão vendo a luz no fim do túnel. E acreditando que, finalmente, promessas de palanque podem sim se tornar realidade.

Confúcio tem ainda grandes desafios pela frente. Vai ser confrontado – e está sendo – por dificuldades imensas, críticas duras, algumas justas, outras não. Vai ter que superar ainda obstáculos pesados e uma campanha eleitoral que se aproxima em que ele poderá ser tanto o principal alvo da oposição, quanto aliado importante dos que contarão com seu apoio para chegar lá. Mas se tiver o mesmo espírito de realização com que tratou a questão dos prefeitos e do Banco do Povo, podemos esperar muito mais do governo dele. Tomara que assim seja também em outros setores.

 

PAÍSES DIFERENTES

Assim a gente vai acabar ficando doido. Manchete de um jornal eletrônico local: “Polícia apreende 40 quilos de maconha e prende traficantes”. Logo depois, chamada nacional: “O ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, defende liberação da maconha”. Estamos no mesmo país?

 

ABRIU O VERBO

Para quem acha que as duras críticas ao legislativo nacional são apenas da imprensa e de parte da opinião pública, seria muito bom dar uma lida na entrevista das páginas amarelas da revista Veja desta semana. O senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás abre o verbo. Vale a pena ver.

 

“BOVINAMENTE”

Ele diz, por exemplo: “o Congresso age bovinamente, o TCU está fogos e os promotores cansados, situação que põem em risco o estado de direito no Brasil”. E ainda diz que ninguém mais dá bola para as CPIs criadas, porque o governo as esvaziou, uma a uma. O senador falou com clareza sobre como anda nossa frágil democracia, nos dias de hoje.

 

NÃO É JUSTIÇA

Outro parlamentar, só que rondoniense, o deputado Moreira Mendes, protestou contra o fato de entidades de esquerda exigirem condenações judiciais antes do julgamento dos envolvidos. “Nos casos de acusações contra suspeitos de envolvimento em crimes contra lideranças ambientais, por exemplo, a única sentença que eles aceitam é a condenação. Isso não é Justiça”, lamentou o parlamentar.

 

GURUS

O deputado Lebrão e a deputada Epifânia Barbosa, que lideraram audiência pública no último final de semana em Costa Marques, voltaram como gurus dos pescadores. O tema era a nova lei que controla e pesca no Vale do Guaporé e que causou grande revolta entre os que vivem dela, na região. Lebrão e Epifânia disseram o que todos lá queriam ouvir: que vão lutar para que o veto do governador Confúcio Moura à lei será mantido.

 

CLIMA RUIM

Na imprensa, esta semana, ficou muito claro que o deputado federal Mauro Nazif não engoliu a demissão de sua indicada, Verão Paixão, da Secretaria de Administração do Estado. Ele fez questão de dizer que o governador tem todo o direito de montar e mudar sua equipe, mas que tem também obrigação de explicar claramente os motivos, quando tira alguém. O clima ficou ruim e continua pesado, entre o líder do PSB e a administração estadual.

 

ANTES TARDE...

Quase três anos e meio depois, a polícia anuncia enfim a prisão do condenado por ser o mandante do assassinato do fazendeiro Electo Azevedo, ocorrido em pleno meio-dia, bem no centro de Porto Velho. O crime, violento, no meio da rua e sem chance de defesa para a vítima, foi praticado por pistoleiros contratados, entre eles um sobrinho da vítima.

 

EM BREVE, NAS RUAS

O mandante, Rogério Feitosa Barros, condenado a 19 anos de cadeia, estava foragido. O mais estranho é que ele cursava, normalmente, o curso de arqueologia da Unir. Andou solto todo esse tempo e, pelas leis brasileiras, em breve estará nas ruas novamente. A família do empresário morto jamais verá a Justiça feita de verdade.

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Fonte: Sergio Pires - ibanezpvh@yahoo.com.br
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