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Sergio Pires

Primeira Mão - 06/10/10



Primeira Mão - 06/10/10 - Gente de Opinião

JEITINHO BRASILEIRO FEZ VALER LEI FICHA

LIMPA, NA PRÁTICA, JÁ NESSA ELEIÇÃO

A punição já foi imposta, sejam os réus culpados ou inocentes. O TSE e o STF, usaram o famoso “jeitinho brasileiro” para deixar que a Lei Ficha Limpa fosse aplicada, na prática, já nessa eleição. Não importa o que se decida daqui para a frente, as sentenças já foram dadas e todos foram condenados. Em Rondônia, o caso mais claro é de Expedito Júnior. Líder das pesquisas na fase inicial da disputa, decaiu quando sua candidatura foi impugnada. Como até a hora de votar o eleitor não sabia se seu voto valeria mesmo, certamente muita gente mudou sua decisão anterior. Expedito acabou com parcos 124.625 votos. Quem imagina, por exemplo, que dois representantes da família Amorim, de Ariquemes, o pai Ernandes, candidato a deputado estadual fizesse apenas 6.700 votos e sua filha Daniela, que disputava a Câmara Federal, tivesse só 24.340 votos? O mesmo raciocínio pode-se aplicar a vários outros candidatos, como Val Ferreira, esposa de Expedito, que chegou a só 13.480 votos; a Silvana Davis (apenas 2.286); ao ex-prefeito de Porto Velho, Carlinhos Camurça, com somente 6.016 votos? E esses são apenas alguns exemplos, com a cor local.

Pelo Brasil afora, a sentença dada na prática tirou milhares de votos de candidatos, alguns enterrados no Ficha Suja, outros com apenas suspeitas e muitos inocentes. Isso tornou parte da eleição muito ilusória. Há ainda casos em que, pela omissão, o Judiciário impediu nomes importantes da política a manter-se nela, mesmo quando os candidatos não estavam envolvidos com a Lei Ficha Limpa. Dois exemplos locais: os deputados Miguel Sena e Alexandre Brito, que tiveram suas candidaturas impugnadas por pequenas querelas e que perderam muitos votos. Então, que fique claro: ao não decidir nada, os tribunais superiores permitiram que fosse dada a sentença. Todos lavaram as mãos e tiraram o corpo fora. Seria tudo compreensível, se não fosse exatamente decidir e fazer Justiça a missão de quem se omitiu.

PERDÃO, LEITORES!

É claro que as eleições ainda são o grande tema. E a coluna começa pedindo desculpas por ter errado na previsão de que Dilma Rousseff ganharia a Presidência no 1º turno. Os institutos de pesquisa ajudaram a induzir ao erro. A votação de José Serra foi dentro do esperado. O que ninguém detectou foi o grande crescimento de Marina Silva na reta final. Foi ela a responsável pelo segundo turno.

DEU SERRA

Por falar em eleição presidencial, alguns detalhes sobre Rondônia surpreenderam. José Serra ganhou de Dilma Rousseff no Estado. A petista ganhou apenas na Capital, onde Marina ficou em segundo. E o tucano em terceiro. O PT contava como certa uma grande vitória em Rondônia, até pelos vultosos investimentos feitos pelo governo Lula no Estado. A maioria do eleitorado ignorou essa questão.

MARINA DOS 100 MIL

Surpresa maior foi Marina. Praticamente declarada inimiga de Rondônia, estado onde não colocou os pés nem quando era ministra e nem na campanha presidencial, ela fez quase 100 mil votos. Ninguém esperava nada nem perto disso. E em Porto Velho, chegou perto de Dilma Rousseff, deixando Serra lá atrás.

SURPRESAS

Outras surpresas: a não reeleição de deputados estaduais bons de voto como Miguel Sena, Alexandre Brito (ainda sub judice), Neri Firigolo, Maurão de Carvalho, Silvernani Santos, Ezequiel Neiva e Maurinho. E a baixa votação do ex-prefeito de Porto Velho, Carlinhos Camurça, que não chegou a seis mil votos. Entre muitas outras.

A LEI E O VOTO

Mesmo com grandes votações, Maurão (13.902 votos); Brito do Incra (13.356 votos); Ezequiel Neiva (13.171); Laerte Queiroz ( 10.710); Jaime Gazola (9.458 votos) e Lúcia Teresa (9.012), entre outros, ficaram de fora dos eleitos na Assembléia. Em compensação, Flávio Lemos, com 4.285 votos está eleito. È o tal cociente eleitoral.

SUSTO

Foi um susto quando começaram a ser computados os votos para o Senado e nada de aparecer um só para Ivo Cassol. O TRE, até por volta da meia-noite de domingo, não colocou o total de votos do ex-governador na tela. Os programas de TV nacionais apontavam Raupp e Fátima como eleitos. Só na segunda é que a informação foi corrigida. Cassol teve mais de 448 mil votos.

PENTACAMPEÃ

Pela quinta eleição consecutiva, a deputada federal Marinha Raupp dá show nas urnas. Na quartas, fez mais de 65 mil votos. Nessa, bateu na marca dos 100 mil. É um dos fenômenos eleitorais do Estado. E vem com tudo como futura candidata ao Governo, caso seu marido, o senador reeleito Valdir Raupp continue não topando concorrer de novo ao cargo.

DUAS DÉCADAS

Se a eleição de Carlos Magno não surpreendeu, já que era esperada, pode-se continuar surpresa a grande votação do deputado federal Mauro Nazif. Embora tenha um eleitorado concentrado na Capital, Mauro chegou perto dos 65 mil votos. Consolida uma liderança política já que chega a mais de duas décadas, no Estado.

MUITO PERTO

Se forem computados os cerca de 123 mil votos de Expedito Júnior, dá para afirmar que o Ibope acertou, na última pesquisa, como ficaria o resultado da disputa pelo governo. Com a margem de erro, o instituto chegou muito perto. Deu inclusive a ordem em que apareceriam os candidatos, com Confúcio em primeiro, Cahulla em segundo, Expedito em terceiro e Valverde em quarto.

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Fonte: Sergio Pires  - ibanezpvh@yahoo.com.br
 
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