Porto Velho (RO) quarta-feira, 18 de setembro de 2019
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Sergio Pires

Primeira Mão - 01/10/10


Primeira Mão - 01/10/10 - Gente de Opinião

SE O ELEITOR CONTINUA OPTANDO

PELA IMPUNIDADE, NADA HÁ A FAZER

 

Ah, nossos políticos! Ah, nossos legisladores! Ah, parte do nosso Judiciário!. Enquanto todos discursam, pedindo votos país afora, o que se vê é um abuso, uma afronta, um desrespeito total nas grandes cidades. E todos os candidatos se calam, quando o assunto é mudanças radicais no Código Penal para fazer com que os criminosos que apavoram o país, apodreçam na cadeia. As autoridades adoram mandar releases à imprensa criticando o sistema penitenciário ou anunciando que fazem parte de comitês de defesa dos presos. Adoram. Mas jamais emitem qualquer opinião – quem dirá nota de repúdio ou protesto – pela verdadeira carnificina em que os bandidos transformaram nossas cidades e, em muitos casos, as áreas rurais. Tudo pela impunidade, parecem alegar os que se omitem ante tanta violência. No Rio de Janeiro, que está numa guerra urbana há quase 15 anos, os criminosos agora fazem barreiras nas ruas, armados de fuzis e metralhadoras. Assaltam, roubam, matam. Quando presos, têm em sua defesa todos os direitos possíveis, enquanto suas vítimas seguem suas vidas, quando sobrevivem, apavoradas e com o sentimento de que estão abandonados por todos que deveriam defendê-los.

Em Porto Velho, só nesse ano, já foram registrados 116 assassinatos. E vêm muito mais até o final do ano. Não há repressão, não há prevenção e há impunidade. Quando presos, os assassinos, sempre pegos fora de flagrante, saem em seguida para as ruas, prontos para matar de novo. Menores são usados no crime, porque impunes. Podem fazer o que quiser. Domingo tem eleição. Se o eleitor não escolher candidatos que apóiam a vida e querem o fim do crime; se continuarem votando em quem defende criminosos, é porque não querem que nada mude. Se a sociedade acha a impunidade normal, ela que agüente tudo o que está passando. Ninguém mais pode fazer nada.

NADA CLAREOU

Está chegando a hora. A dois dias da eleição, as coisas ainda não estão claras. Inclusive, na reta final, a coluna pode se dar mal. Vaticinou, baseado em várias pesquisas, que não haveria segundo turno. Agora, Dilma caiu, SDerra cresceu um pouquinho e Marina cresceu mais. Será que, nessa coluna, vamos dar com os burros n ´água?

AH, AS PESQUISAS!

O instituto Data Folha deu números que indicariam um segundo turno na eleição presidencial. O Ibope confirma que Dilma ganharia no primeiro turno. Na guerra de pesquisas e discursos, não se sabe exatamente, a essas alturas do campeonato, qual a verdade. Tudo vai se esclarecer só no domingo à noite.

NO SEGUNDO TURNO

Se a disputa presidencial complicou na reta final, a pelo governo do Estado ficou ainda mais enrolada. Todas as pesquisas apontam para um segundo turno. Ele pode ser com Cahulla contra Confúcio; Chaulla contra Expedito e até, dependendo das ações da militância do PT, Cahulla contra Valverde. O que parece claro é que Chaulla vai mesmo ao segundo turno.

HAVERÁ SURPRESAS?

Na disputa pela Câmara Federal, ouve-se que pelo menos quatro nomes despontam: Marinha Raupp, Carlos Magno, Mauro Nazif e Lindomar Garçon. Três que já estão e um que está chegando para o Congresso. Mas também aí não se pode falar com certeza absoluta. Podem acontecer muitas surpresas, depois das urnas abertas.

NOMES QUENTES

Para a Assembléia Legislativa, fazer prognóstico é quase uma tentativa de suicídio. Mas há nomes dos chamados quentes: Neodi Carlos, Jesualdo Pires, Miguel Sena, Ribamar Araújo, Valter Araújo, Glaucione Nery, Luizinho Goebel, Carlinhos Camurça, Ari Saraiva, Brito do Incra, Euclides Maciel, Ernandes Amorim e Jaques Testoni. Estarão entre os eleitos?

EMOCIONANTE

A corrida pelo Senado é tensa, difícil, cheia de alternativas. Ivo Cassol e Valdir Raupp estariam na frente, segundo todas as pesquisas. Fátima Cleide vem com tudo. Agnaldo Muniz, com grande apoio no meio evangélico, também cresceu muito na reta final. Será uma disputa emocionante, voto a voto.

HORA ERRADA

A greve dos bancos, iniciada exatamente no período eleitoral, parece muito mais oportunista do que qualquer outra coisa. Embora tenha que se reconhecer que os banqueiros bilionários tratam seus funcionários – e os correntistas – com desrespeito e desdém, fazer greve antes do pleito não é o que se chamaria de mais correto.

CULTURA ZERO

Nessa semana, uma briga entre o mau gosto e o pior. Dois representantes da atual decante cultura brasileira – um tal de Beto Barbosa e um tal de Luan Santana – trocaram farpas por causa de frases sobre mulheres do Pará. Coisa de doido.

VIRANDO NO CAIXÃO

O Brasil decadente, que não tem mais cultura de alto nível, mas sim mau gosto e péssima qualidade, merece coisa deste tipo. A verdadeira música popular brasileira, morta, vira-se no caixão. Não tem mais público. O povão prefere esses monumentos ao que de pior há. E a voz do povo...

COLA

Para que o eleitor não se perca com tantos nomes e números, o TR E aconselha que leva “cola” de casa, para copiar na urna. Só não pode mostrar para ninguém, porque daí é crime eleitoral. Muito cuidado, portanto.


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Fonte: Sergio Pires  - ibanezpvh@yahoo.com.br
 
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