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Sergio Pires

Opinião de Primeira - 14/08/15


UM MISTÉRIO: DE QUEM FOI A CULPA DA ESCURIDÃO?

Há algo de estranho no apagão ocorrido em Rondônia (pelo menos 34 cidades, incluindo a Capital, foram atingidas) e Acre, estado onde 80% das cidades ficou às escuras, na madrugada de segunda para terça. Em alguns locais a luz voltou depois de uma hora e meia, mas em outras, faltou até cinco horas seguidas. Qual então a estranhezaOpinião de Primeira - 14/08/15 - Gente de Opinião, já que apagões  não são raros no Brasil inteiro e muito menos na região norte? É que, mesmo passado tanto tempo, ninguém tem a mínima ideia do que realmente causou o problema. De onde ele se originou? Por que se originou? E como fazer para que a pane não se repita? Se dependermos da Eletrobras Rondônia, essas respostas poderão demorar tanto tempo quanto as obras sem fim dos viadutos de Porto Velho. Vejamos: nota oficial diz que  “O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) , informou que, ainda está semana, se reunirá com a Eletrobras Distribuição Rondônia, Eletrobras do Acre, Eletronorte, usinas da região e a Annel, para investigarem  os motivos da queda de energia”. Ora, tantos dias depois, ninguém sabe o que aconteceu para deixar mais de 1 milhão e meio de pessoas no escuro, durante tanto tempo? Numa estrutura de Primeiro Mundo que o país montou para seu sistema de geração e distribuição de energia, não há um só controle que possa informar, até para que não se repita), um apagão deste vulto?

Decididamente, não somos um país sério! Num lugar onde incompetentes e desinformados não tivessem como prestar contas aos consumidores do que está acontecendo com algo vital como a energia elétrica, toda essa gente que fica falando abobrinha já estaria no olho da rua. Uma pena que sejamos tão relapsos e tão complacentes com quem nos trata tão mal. Quem sabe um dia não aprenderemos que não nos devemos mais fazer de idiotas e exigir respeito,,,

FAMÍLIA NÃO QUER

Depois de oito meses de sofrimento, quando foi afastado abruptamente do comando da Prefeitura de Ouro Preto, em seu segundo mandato, o prefeito Alex Testoni teve uma importante vitória na Justiça. Por unanimidade, os desembargadores do Tribunal de Justiça decidiram que ele pode reassumir seu posto. Testoni comemorou, mas sua família não. Todos os que são mais próximos, inclusive amigos mais íntimos, não querem que ele volte à política. Seu irmão, o também empresário Jaques Testoni, que também teve uma boa passagem como deputado, não quis ir à reeleição. Alex ainda não decidiu se atenderá ou não o pedido da família.

PARADA NO TRE

Sem perspectivas de um salário digno, compatível com o importante trabalho que realizam, servidores da Justiça Eleitoral de Rondônia decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. Em frente aos prédios do CAP/Edifício Rio Madeira, nova sede do governo estadual, onde o TRE está instalado provisoriamente, os funcionários colocaram carro de som e sentam-se na calçada. Atendem somente os casos mais urgentes e pessoas com algum tipo de deficiência ou idosos. E atendem como sempre: com educação, boa vontade e cortesia.

EXEMPLO AO PAÍS

Há muitos anos, nossa Justiça Eleitoral tem sido exemplo de qualidade para o restante do país. E não é de graça. Isso deve-se também ao esforço e dedicação de toda a sua equipe, desde os desembargadores, juízes, procuradores e até os mais comuns funcionários. È uma turma especializada, que trabalha duro para tornar nosso TRE um dos mais importantes do país. Então, não seria o caso de dar a essa gente batalhadora e que tanto tem feito na sua área de ação, um salário pelo menos perto do que se considera justo e digno?

TIROS NO CAMPO

A violência no campo, com o uso de armas e mortes têm caracterizado os conflitos agrários em Rondônia. Como o assunto é tratado pelos órgãos governamentais e parte da Justiça como mote ideológico, a tendência é que a situação piore cada vez mais. Trabalhadores sem terra têm sido assassinados, assim como propriedades produtivas são invadidas e donos de fazendas e seus funcionários mortos também. Nesta semana, em Cujubim, um grupo de sem terra, fortemente armado, acabou preso. Um grande tiroteio pode ter sido evitado. Mas o clima é de confronto e as autoridades continuam tratando o grave tema com amadorismo.

OUTRA PIPA

O deputado Cleiton Roque disputou uma dura eleição para a Prefeitura de Pimenta Bueno. Chegou perto, mas acabou perdendo. Pouco depois, foi eleito para a Assembleia Legislativa. O que se imaginava, se a política tradicional comandasse seu mandato, era que ele iria se voltar contra o grupo que o derrotou, na disputa municipal. Mas, ao que parece, o deputado de primeiro mandato é vinho de outra pipa: trabalhou duro e conseguiu  junto ao Governo do Estado, a liberação de uma emenda de 3 milhões de reais para que a Prefeitura de Pimenta melhore as ruas da cidade. É claro que marcou um golaço junto à sua comunidade!

PERGUNTINHA

Quantos anos ainda vão ser necessários para que os 25 por cento das obras do Espaço Alternativo que estão inacabadas sejam, finalmente, entregues à comunidade de Porto Velho?

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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