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Sergio Pires

Opinião de Primeira - 04/01/14


OS APAGÕES NA ARGENTINA E A

GERAÇÃO DE ENERGIA LIMPA NO BRASIL

Tratar a questão da geração e distribuição de energia elétrica com fundo político e ideológico é um risco enorme para qualquer país. Veja-se, por exemplo, o que está acontecendo na Argentina. País desenvolvido, culturalmente avançado em relação aos históricos atrasos da América Latina, em poucos anos governos populistas e regidos por frases de efeito e discursos vazios, acabaram transformando o país para muito pior. Os argentinos hoje vivem um verão infernal (com o perdão do trocadilho), simplesmente porque não há energia suficiente. O

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s apagões em todo o país são constantes e a população se revolta, inclusive fazendo saques, fechando ruas, queimando pneus (foto) e até atacando autoridades. Os  prejuízos já chegam a bilhões de dólares e não há, a curto ou médio prazos, qualquer sinal de que a violenta crise energética vá ser resolvida, no país dos nossos hermanos. É que, quando deviam estar investindo no setor, preferiam  ignorar as reais necessidades prementes.

Por aqui, ainda bem que o governo brasileiro não tem dado ouvidos aos idiotas - muitos de dentro do próprio governo - que querem energia em abundância, mas em projetos bilionários e inviáveis, como a energia eólica ou nuclear, essa, antes de tudo,  um risco terrível. É a energia limpa, gerada em hidrelétricas, que pode salvar nosso país do caos que a Argentina, só como exemplo, está vivendo hoje. As usinas do Madeira já distribuem energia para 5 milhões de brasileiros e, até 2015, atenderão 45 milhões. Isso é resultado óbvio e prático. Se deixarem que a gigantesca hidrelétrica de Belo Monte seja concluída, pelo menos por longos anos não teremos risco de apagões. Se algumas destas bestas que vivem falando asneiras sobre geração de energia forem à Argentina, hoje, vão entender o que se está falando aqui.

SEM PERIGO?

Lorrana Alexandrina Onofre Sousa, 25 anos, matou, com várias facadas, o músico Zezinho Maranhão. Tirou do convívio da sua família e dos muitos amigos, uma pessoa querida e bondosa, um artista, um talento rondoniense. Presa logo depois de cometer o horroroso crime, Lorrane ficou poucas horas na cadeia. Um magistrado considerou que ela não oferecia perigo à sociedade e que tinha os requisitos para responder pela barbárie em liberdade.A sociedade ficou chocada com a decisão, mas como ela veio do Judiciário, pode-se discordar, mas tem que se aceitar.

À SOLTA

Nesta semana, a mulher foi presa de novo, transtornada. Ameaçadora, perigosa, fora de si. Será que não seria uma boa hora para Sua Excelência, que lhe a ela o título de "não perigosa", reconsiderar de sua decisão?  Provavelmente, se o fizer, o magistrado estará sim protegendo as pessoas de bem, que têm que conviver com uma assassina à solta. E seria bom fazê-lo logo, antes que a cidadã que "não oferece perigo à sociedade", trucide mais alguém.


 

SOBRINHO E O MPF

O ex-prefeito Roberto Sobrinho contestou as pesadas denúncias feitas contra ele pelo procurador do Ministério Público Federal, Reginaldo Trindade. Dias após Sobrinho ter ido à mídia e criticado as  ações do MPF, uma entrevista coletiva do Procurador apresentou novas denúncias. Sobrinho contestou  de novo. Pelo menos até agora, apesar das várias  acusações feitas pelo MPF, não houve qualquer decisão judicial contra o ex-prefeito. Sua única punição até agora foi a prisão, no ano passado, por 36 horas. Afora isso, nada!


 

A SÍRIA E O BRASIL

A Síria está numa sanguinária guerra civil. Comissões internacionais dizem que, só em 2013, morreram 73 mil sírios, dentre eles sete mil crianças. O Brasil é o país da paz e da tranquilidade, pelo menos para a presidente Dilma Rousseff, que fez um discurso alto astral de fim de ano e sequer  tocou no assunto da nossa guerra civil. Ignorou que aqui morreram, em  média, mais de 45 mil pessoas assassinadas entre 2012 e 2013, mais de 12 mil crianças e jovens. No trânsito, morreram outras 46 mil. A Síria parece teve menos mortes violentas...

MATEMÁTICA ZERO

Nos últimos meses, dez escolas de Porto Velho foram atacadas, apenas por vandalismo. Quase sempre por menores, idiotas que preferem se tornar bandidos e marginais do que sentar nos bancos escolares e ter alguma chance na vida. No último ataque, na Escola Manaus, os vândalos tentaram até colocar fogo no prédio. O pior de tudo é que, quando esses safados forem pegos - e o serão - não ficarão na cadeia. Como a maioria é "di menor", nada lhes acontecerá. Punição igual a zero, ensina a matemática do crime, sob aplausos das ridículas leis do nosso país.

É OUTRO PAÍS...

Terminou 2013, mas em Rondônia e  no Brasil, o grande destaque da mídia é a violência e a criminalidade. Assustam os números, apavoram os feitos dos bandidos, é clara a ascendência do crime organizado. Para o Congresso (que só faz o que o governo manda), para o governo brasileiro e para setores da sociedade que têm poder de decisão e poderiam mudar este estado de coisas, tudo o que está acontecendo é em outro país, não no Brasil. Famílias inteiras continuam sendo trucidadas, enquanto as autoridades lavam as mãos. Lamentável!

PERGUNTINHA

Todos os planos e promessas que você fez na virada do ano ainda estão valendo ou já caíram no esquecimento, engolidos pela dura realidade?

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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