Quinta-feira, 16 de setembro de 2021 - 13h25

DEMISSÕES
Embora
em contratos temporários os contratados saibam antecipadamente que não são
duradouros, o anúncio extemporâneo da Secretaria Estadual de Saúde em demitir
mais de mil profissionais da saúde contratados para servirem no front da
pandemia da Covid 19, foi no mínimo desumano. Não houve o cuidado por parte de
Fernando Máximo, secretário estadual, de avisar com antecedência aos pais e
mães de famílias agora demitidos. Máximo conseguiu, enfim, promover a máximo da
maldade em plena pandemia.
DEFASAGEM
O
secretário não tem como alegar que os enfermeiros, técnicos de enfermagem,
fisioterapeutas, entre outras especialidades, contratados no pico da pandemia,
agora com a vacinação e diminuição das internações, tenham ficado ociosos. Pelo
contrário, todos esses profissionais foram remanejados para trabalhar nas
unidades para suprir uma defasagem existente, visto que o último concurso
público estadual remonta ao ano 2017.
PRECARIZAÇÃO
De
2017 para cá aumentaram as internações, diminuíram o número de profissionais no
atendimento e surgiram novas unidades de saúde. Portanto, trabalhadores
demitidos não estavam ociosos e cobriam a defasagem existente. As demissões
tendem a refletir sobremaneira de forma ruim no atendimento aos necessitados,
aumentado a precarização da saúde.
PRIVILEGIADOS
O
único Conselho de Classe que não reagiu firme contra as demissões foi
exatamente o de Medicina, mesmo com médicos sendo dispensados. E não criticou
porque Fernando Máximo imediatamente às dispensas dos enfermeiros,
fisioterapeutas, nutricionistas e técnicos, abriu novas nomeações temporárias
para esta categoria (Médicos), excluindo as demais profissões. Daí a reação
crítica e dura contra as demissões do Conselho de Enfermagem e Fisioterapia
pelo privilégio dado ao máximo aos médicos.
TRAIÇÃO
A
cooptação de Cristiane Lopes pelo governador para ocupar o cargo de secretária
adjunta da educação, após uma disputa acirrada quando foi derrotada à
prefeitura da capital por Hildon Chaves, foi considerada pelos dirigentes do
PODEMOS – partido presidido em Rondônia pelo deputado Federal Léo Moraes – como
traição.
PALAVRA
Cristiane
Lopes havia recebido ainda no primeiro turno o apoio à sua candidatura a
prefeita de todo o staff do deputado federal Léo Moraes, o que fez com que
obtivesse sucesso para disputar o segundo turno, uma vez que a segunda vaga ela
disputou voto a voto com Vinícius Miguel (candidato solitário) e com o
candidato apoiado com a ajuda da estrutura do governo estadual, Breno Mendes.
Pelo apoio recebido do deputado Léo Moraes, após as eleições, Cristiane havia
se comprometido a deixar o PP e ingressar no PODEMOS para disputar uma vaga na
Câmara Federal. Ela realmente saiu PP, mas não chegou a pedir filiação no
partido dirigido regionalmente pelo deputado federal. Quebrou a
palavra.
SINECURA
Ao
assumir um cargo no primeiro escalão do Governo de Rondônia, a ex-vereadora
Cristiane Lopes praticamente abriu mão de uma candidatura a deputada federal
com apoio de um grupo com votos consolidados na capital por um salário de cerca
de quinze mil reais, e por apenas oito meses. O apoio de Léo Moraes à
candidatura da ex-vereadora a prefeita indiscutivelmente turbinou o resultado
das eleições da capital, totalizando quase cem mil votos obtidos por ela no
segundo turno. Um apoio que naturalmente perdeu ao aceitar a sinecura e,
portanto, será sentido em 2022, embora essas traições sejam lamentavelmente do
jogo político que se impõe no país.
COLIGAÇÕES
A
proposta da Câmara Federal em ressuscitar as coligações está praticamente
sepultada em razão das objeções dos senadores em apoiar esta ressurreição. É
muito pequena a probabilidade de ser reeditada na votação a adoção das
coligações já que está praticamente descartada a proposta majoritária do Senado
em instituir a federação dos partidos em substituição às coligações. Pela
proposta dos senadores, os partidos se reuniriam em uma confederação para
disputar as eleições em conjunto, driblando, assim, as cláusulas de barreiras.
A proposta também suscita reações contrárias porque obrigaria aos partidos
reunidos nessas confederações a permanecerem juntos por quatro anos. O que no
Brasil é um hoje algo inexequível devido aos interesses partidários
inconfessáveis.
LIMBO
Embora
a Câmara Federal tenha apressado a votação do novo Código Eleitoral no Senado,
a tendência é deixar o debate e a votação no limbo, ou seja, sem discussão nem
previsão de aprovação. As contradições entre os que querem os deputados
federais e os senadores para aprovar uma legislação eleitoral mais duradoura
são enormes, o que impede algum tipo de consenso.
REGRAS
Caso
o Senado decida mesma expirar o prazo (3/10) sem votar as novas regras para as
eleições 2022, toda a legislação eleitoral anterior aprovada e que regrou as
eleições municipais passadas será a que vai vigorar nas eleições de 22. Há no
Congresso Nacional um grupo de parlamentares preocupados com a falta de
previsibilidade legislativa mais duradoura nas eleições e que quer convencer os
demais colegas a aprovar uma proposta que seja mais adequada para entrar em vigor
a partir das eleições de 2024.
DONATÁRIOS
O
problema é convencer os donatários dos partidos cartoriais, sem muita
representatividade eleitoral, a apoiar a proposta deste grupo de parlamentares
mais comprometidos com os interesses nacionais. Assim como os parlamentares que
veem em uma nova legislação como obstáculos aos seus interesses pessoais. Não é
fácil mudar algo no Brasil quando a mudança afeta ao status quo. O Brasil
continua sendo uma capitania dos coronéis regionais. Infelizmente.
BARRADO
O
ex-Advogado Geral da União, André Mendonça, indicado pelo presidente Jair
Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal, está próximo de ser o sexto indicado ao
cargo a ser barrado pelo Senado Federal. Os cinco primeiros foram rejeitados no
século 19, indicados por Floriano Peixoto. Mendonça seria o primeiro neste
século barrado pelos senadores por assumir posições lavajatistas e ter sido
indicado pela condição de ser "terrivelmente evangélico". Para piorar
a situação, domingo passado, em um culto em Brasília, o ungido revelou que é
submisso apenas aos dogmas religiosos. Mais um obstáculo para quem deveria
prometer ser submisso primeiro a constituição federal. Parece que até Bolsonaro
teria abandonado o indicado a própria e não converte um senador em favor do
indicado.
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