Porto Velho (RO) quinta-feira, 4 de junho de 2020
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Osmar Silva

Imprensa e comunicação, o desafio


Imprensa e comunicação, o desafio  - Gente de Opinião

Diversos eventos movimentaram a imprensa e os comunicadores de Rondônia no segundo semestre do ano passado. Boas iniciativas de discussão e reflexão sobre a prática jornalística e a atuação dos comunicadores em nosso estado.

De atos de solidariedade e fortalecimentos de laços afetivos como os promovidos pelo grupo de WhatsApp ‘União dos Jornalistas’, sob a liderança da diretora de comunicação da prefeitura da Capital, Yalle Dantas, a evento promovido pelo Sindicato dos Jornalistas de Rondônia, presidido pela jornalista Sara Xavier, onde se discutiu supostos danos da desobrigação de registro profissional proposto ao Congresso Nacional pelo Executivo Federal.

Fechando o ano, a Federação Nacional dos Comunicadores (Fenacom), que vem se consolidando no Brasil sob a presidência do seu fundador, o radialista Fábio Camilo, promoveu duas edições do Troféu Fenacom. Uma na Capital e outra em Ouro Preto d’Oeste. Ambas bastante prestigiadas pelos profissionais da comunicação e personalidades da política e do mundo empresarial.

Registre se ainda, os concursos de jornalismo da Fiero e do Ministério Público de Rondônia, que dão lume aos talentos dos quadros das redações da comunicação profissional de televisões, rádios, sites e jornais impressos(ainda).

Até aqui, todos os movimentos são válidos e importantes por reconhecerem e destacarem quem se dedica com ética à profissão. Precisamos disso. É bom para a autoestima e para a alma. Mas temos outros desafios.

A precarização da profissão jornalística é um fato instigante e preocupante. E está corroendo como ferrugem, o trabalho sério e honrado de profissionais experientes, formados nos meios acadêmicos ou nas forjas das redações. Estão perdendo espaços para outros entes que têm, somente, habilidade manual com os celulares e smartphones. E zero conhecimento da técnica jornalística. Mas estão causando.

 As benvindas tecnologias da comunicação existentes viraram de ponta cabeça o exercício da atividade jornalística. Além de abrirem caminho para aventureiros de todos os naipes, facilitou exponencialmente, a produção de Fake News trasvestidos de conteúdo jornalístico. A mentira sempre houve na comunicação. Mas não tanto quanto agora.

Nesse novo mundo, o comunicador profissional, para quem antes se encaminhavam todas as informações e, dele, para a sociedade, está sendo pautado, agora, pelas pessoas das comunidades mundo a fora. Nem todas bem intencionadas. Nem todas, reais. Como separar o joio do trigo?

A Internet é fenômeno universal. Gerou plataformas, meios e programas de comunicação no mundo inteiro. Tão importante quanto a energia elétrica. Uma vez experimentada, impossível viver sem ela. Fisgado para sempre. E para sempre sujeito a todo tipo de manipulação em forma de notícias, entretenimento e diversão.

Os celulares e os smartphones se transformaram na água e no oxigênio das pessoas. Impossível viver sem eles. Na cidade ou no campo. E cada pessoa é, hoje, o repórter, o cinegrafista, o radialista e o fotógrafo da sua comunidade. E são eles quem nos pautam.

Como se impor e sobreviver a esse tsunami? Esse é o maior desafio do jornalista e do comunicador profissional nos dia de hoje.

 

 

Osmar Silva – Jornalista - Osmar Silva – Jornalista – Presidente da Associação da Imprensa de Rondônia-AIRON – Presidente da Federação Nacional dos Comunicadores seccional Rondônia-FENACOM –[email protected] – WhatsApp 69.99265.0362    

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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