Quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008 - 12h48
MONTEZUMA CRUZ
É de entristecer a situação de abandono do Cemitério Santa Cruz, em Guajará-Mirim, a 362 quilômetros de Porto Velho, Rondônia. O mato cresce e se espalha para todos os lados, da entrada ao final do terreno. Invade túmulos e jazigos de pessoas de posse, ao mesmo tempo em em que esconde humildes sepulturas nas quais repousam indigentes.
Visitei Guajará-Mirim e senti a dor das famílias. De algumas, ouvi que a limpeza anual sempre é feita, às vésperas de Finados. No entanto, isso não invalida o zelo permanente pelo terreno, mesmo em época de chuva, quando é comum a vegetação brotar viçosamente.
Um cemitério guarda muito mais do que corpos mortos. Na verdade, guarda maridos amados, mães fortes, filhos queridos, amigos fiéis, namorados apaixonados. Guarda histórias vividas por aquelas pessoas enterradas. É um lugar que, embora seja marcado pela tristeza, guarda lembranças de momentos felizes também. Há pessoas que o vêem como um lugar sagrado e cheio de simbolismos que só os familiares podem traduzir. Desta maneira, é imprescindível, para uma interação adequada com os visitantes, que os sepultadores – coveiros e agentes funenrários – possam ter condições de trabalho.
Se o cemitério guarda corpos que se decompõem com o tempo, não se podemos esquecer que ele é o cenário de vínculos familiares que nunca vão se decompor ou desaparecer. No Cemitério Santa Cruz quase não há espaço entre túmulos, jazigos e covas. Algumas lápides não são se identificam com facilidade. Daí, a dificuldade em cuidá-lo da melhor maneira possível, compreendendo-se e respeitando a diversidade de manifestações dos enlutados que variam de cultura para cultura e de família para família.
Há quem diga que um cemitério represente apenas uma referência para lembrarmos de uma pessoa falecida. E que as orações em sua memória podem ser feitas em qualquer lugar, a qualquer hora. Tudo bem. Mas o Cemitério de Guajará-Mirim abriga restos mortais de pioneiros do áureo período da borracha na Amazônia. Pioneiros que deixaram marcas na ocupação do espaço fronteiriço entre o Brasil e a Bolívia.
![]() |
|
Prefeito Dedé de Melo de Guajará-Mirim |
Fonte: Montezuma Cruz - A Agênciaamazônia é parceira do Gentedeopinião
Quinta-feira, 4 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
Quando assassinado, Agenor de Carvalho era o secretário geral do MDB, que inteira 60 anos
Homem simples, solidário com a pobreza e prático em suas ações, o advogado Agenor Martins de Carvalho, teve a sua vida interrompida pelo jaguncismo

MDB governou Rondônia cinco vezes
No cômputo geral, em seis décadas de história, o Movimento Democrático Nacional (MDB) obteve em Rondônia vitórias que o colocaram na vanguarda polít

Ícone da luta contra a ditadura, Jerônimo Santana ecoava em Brasília a voz dos desvalidos
Há capítulos da história dos 60 anos do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) que prosseguem atualmente com a marca de protagonistas pioneiros, ent

Governo de Rondônia vai arrecadar glebas devolutas
Na antevéspera das eleições gerais no País, o Governo de Rondônia fará a primeira arrecadação “sumária e administrativa” de terras devolutas após a
Quinta-feira, 4 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)