Terça-feira, 18 de agosto de 2009 - 12h31
Longe se vai o tempo em que a maioria dos casais de namorados miravam o céu e se contemplavam nas estrelas. Não vê-las significa, hoje, perder um pedaço da vida.
O céu é patrimônio da humanidade. No meio de tantas mediocridades sociais, culturais e políticas, li na semana passada uma notícia fantástica: astrônomos reunidos no Rio de Janeiro, na 27ª Assembléia-Geral da União Astronômica Internacional, lançaram uma resolução “em defesa do céu noturno e pelo direito à luz das estrelas”. Ou seja: “um céu noturno não poluído, que permita a contemplação do firmamento, deve ser considerado um direito sociocultural e ambiental fundamental” (perdão pelo eco).
Depois desse congresso, os astrônomos brasileiros criaram a Maratona da Via Láctea, cuja primeira atividade será em setembro deste 2009. Eles querem promover encontros para o público medir e conhecer o impacto do excesso de luz em algumas cidades.
Bem, este é o Ano Internacional da Astronomia e o desabafo justifica-se em sua plenitude. As pessoas precisam se conscientizar de que faz bem ver o céu estrelado. E aos empresários, hoteleiros e agentes de viagem: cidade que tem céu limpo, “vende” seus pontos turísticos.
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