Quinta-feira, 30 de dezembro de 2010 - 20h03
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| Terra mecanizada, pronta para receber mais sementes de soja. Mônica, nascida no município, vê o cenário com desolação /ÁLBUM PESSOAL |
MONTEZUMA CRUZ
Editor de Amazônias
BRASÍLIA – Mônica Almeida, 20 anos, uma moça bonita, líder nata, muito atuante na defesa da sua Belterra, mostra na internet um pouco de sua cidade e da floresta ao seu redor, a 60 quilômetros de Santarém (PA). Suecos foram visitá-la recentemente, surpreendendo-se com o mapa que revela áreas desmatadas para a formação de lavouras de soja.
Filmaram e colocaram legenda na língua sueca. Entre as imagens se destaca a sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santarém. Imperdível.
Belterra significa Bela Terra. O nome foi uma junção de bela e terra. Fica na região de Santarém, no Pará. Quem quiser conhecer mais um pedaço desta fantástica Amazônia no Pará, acesse o blog Mônica na Amazônia, cujo link está no final deste texto.
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| Mônica mostra aos suecos as espécies florestais próximas à cidade. Eles filmaram o lugar e entrevistaram moradores /ÁLBUM PESSOAL |
O povo fala
Emelie Anner, Linda Gestos e Max Sohl Stjernberg, alunos da Escola Nórdica da Suécia conheceram a casa de Mônica, as vizinhanças e o modo de vida de pessoas que habitam essa simpática cidade do norte brasileiro. Gente que não foge da luta pacífica contra o desmatamento criminoso na Amazônia, o que pressupõe um delicado e ao mesmo tempo sofrido controle da expansão da indústria de soja.
Meninos jogando bola na rua, ciclistas andando perto deles, o carro, a vida urbana, são vistos no filme. Didática, Mônica lembra que o lugar começou a receber moradores no ano de 1934, quando Henry Ford enviava seus emissários que recrutaram trabalhadores para o plantio e extração do látex.
Um morador idoso canta a letra de uma música de sua autoria, lembrando o fim de um bonito pomar na Estrada Sete, para dar espaço à expansão das lavouras. Reunidas com Mônica, as pessoas diretamente afetadas pelo problema expõem suas opiniões e seus pensamentos do futuro. Conversam numa boa com a própria Mônica que, além de líder rural tem jeito de repórter.
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