Segunda-feira, 19 de março de 2018 - 09h40

MONTEZUMA CRUZ
Quando o assunto é o preenchimento de vagas de médicos na saúde pública é um Deus nos acuda. Notícia publicada na semana passada dá conta que o prefeito municipal de Perto Velho, Hildon Chaves, “decidiu, temporariamente, realocar cinco médicos clínicos gerais que prestam atendimento nas unidades básicas de saúde, para prestar atendimento nas UPAs Sul e Leste”.
Ora, em menos de três anos, dois concursos públicos aprovaram diversos médicos que, lamentavelmente, até hoje não viram a cor de seus contratos. Deveriam estar trabalhando em todas as unidades, mas isso não acontece.
O município convocou somente alguns para o preenchimento das vagas mais urgentes. Seus mandatários fingem ignorar que a procura e a superlotação da rede continuam irritantes, angustiosas, criminosas até.
No caos da saúde em Porto Velho, em que pese o esforço do competente secretário Orlando Ramires, a alta demanda, e a ausência de médicos provocam dolorosa combustão administrativa que mais parece resvalar para a miopia na centenária Capital.
Essas anunciadas vagas preenchidas a sul e a leste, nada suprem o dia a dia angustiante das pessoas, hoje padecendo até com depressão, esse mal que atacará um terço do mundo até 2020.
Fossem convocados todos os aprovados nos dois concursos, o quadro seria outro. Chance teriam jovens médicos, por exemplo, de aprender a conviver e tratar de novas doenças, além dos costumeiros surtos epidêmicos.
Enquanto isso não acontece e, pelo visto, vai demorar um tanto mais, a sobrecarga de trabalho dita o jogo, escalas são descumpridas, e outros problemas igualmente graves contribuem para adoecer a população.
Leigo em ambientes municipais, o doente não encontra outra saída senão partir pra cima dos profissionais, agredindo-os pela letargia da qual não são culpados.
Essa tartaruga pertence ao zoológico do prefeito. Prioridades à atenção básica não se resumem a meia dúzia de contratações.
Não há recursos para a saúde garantida pela Constituição Federal?
Contem outra, porque para o pagamento de precatórios milionários há.
E assim nós, viventes, caminhamos purgando neste canto amazônico ocidental da Humanidade.
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