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Montezuma Cruz

CNPq fortalece oito institutos na Amazônia


 
 
MONTEZUMA CRUZ
Agência Amazônia


CNPq e fundações estaduais de pesquisa fortalecerão novos institutos / DIVULGAÇÃO BRASÍLIA – Em ato no auditório do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, e o presidente daquele órgão, Marco Antônio Zago, anunciaram nesta quinta-feira o grupo de projetos que constituirão os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia. Avaliados por uma comissão de alto nível, formada por pesquisadores brasileiros e estrangeiros, esses projetos receberão recursos públicos no valor de R$ 520 milhões.

A diretora do Museu Paraense Emílio Goeldi, pesquisadora Ima Vieira, participou da solenidade de lançamento oficial dos projetos selecionados que vêm constituir os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia em todo o Brasil. Ela coordenou o projeto "Centro de Pesquisas em Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia", um dos escolhidos para compor um dos oito Institutos que serão implementados na Região Norte do País.

Segundo Ima Vieira, esse projeto será financiado pelo CNPq e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa), num montante equivalente a pouco mais de R$ 4,5 milhões. 

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Ima Vieira: biodiversidade e uso da terra/AGENCIA MUSEU GOELDI

Demanda supera R$ 1,5 bilhão

Estão integradas ao Programa seis fundações estaduais de amparo à pesquisa: Amazonas, Pará, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Estão envolvidos o Ministério da Ciência e Tecnologia, CNPq, Ministério da Educação, por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de nível Superior, Ministério da Saúde, Petrobrás e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

O edital recebeu 261 propostas, representando uma demanda de mais de R$ 1,5 bilhão. Por regiões, o Sudeste apresentou 67%, o Nordeste e o Sul 11%, cada, o Centro-Oeste 6%, e o Norte 5%. Dos recursos disponíveis, serão destinados 35% para os projetos dos estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, 15% para o Sul e 50% para a região Sudeste.

O comitê de coordenação analisou as recomendações da comissão de especialistas, que se reuniu de 27 a 31 de outubro deste ano, assim como a avaliação das diretorias científicas das fundações de amparo à pesquisa que participam do programa. As propostas aprovadas receberão financiamento por até cinco anos; os recursos para os três primeiros anos já estão garantidos.

O Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia será assim distribuído: o Norte irá sediar oito institutos, que receberão para pesquisas o total de R$ 42 milhões; no Nordeste, 14 institutos terão à sua disposição R$ 59 milhões; no Centro-Oeste, três institutos terão recursos de R$ 18 milhões; na região Sul, os 13 institutos deverão aplicar R$ 53 milhões; no Sudeste, onde está o maior número de sedes, 63, serão investidos R$ 319 milhões. As propostas aprovadas receberão financiamento por até cinco anos e os recursos para os três primeiros anos já estão garantidos. 

(*) Com informações das Agências Museu Goeldi, CT e Jornal da Ciência. 

Fonte: Montezuma Cruz - A Agênciaamaônia é parceira do Gentedepinião

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