Sábado, 7 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Montezuma Cruz

Caso de interdição


Caso de interdição - Gente de Opinião

Enquanto dirigia seus absurdos para o mercado interno, Bolsonaro ia levando. Ao disparar contra alvos espalhados pelo mundo, exibe sua estatura liliputiana, sua linguagem de internauta que não está nem aí para a verdade e o interlocutor.

Agora, afunda o conceito do Brasil no mundo, cria problemas diplomáticos e econômicos graves, e nos envergonha como nenhum outro presidente antes dele. Ou qualquer outra autoridade da república.

Se Bolsonaro acha que pode sair atirando a esmo, como se ainda estivesse apenas diante de uma tela de computador, depois de voltar da praia da Barra, saindo de bermudão e chinelão da sua casa em condomínio fechado para nadar ou pescar, beber cerveja e fazer churrasco; ou metendo seu bedelho nos debates parlamentares para agredir os oradores ou desafetos eventualmente ao seu redor, ou preparando atos de insubordinação no quartel, então é melhor alguém de respeito e integridade iniciar um processo qualquer de impedimento – político ou psiquiátrico – de um presidente que só faz complicar a vida da nação, já tão complicada. Não dá mais para absorver tanto desatino e estultice todos os dias, incendiando –  literalmente ou simbolicamente – este grande país a cada nova manhã.

Uma coisa – já imensamente perigosa – é tentar implodir o Brasil, tentando encontrar um beco de fuga para seus desacertos no cargo (ou jogando gasolina verbal para incitar os quarteis). Outra é sair agredindo líderes mundiais com desacato primário e raciocínio indigente, se raciocínio há.

Um tempo atrás uma autoridade do próprio governo recomendou que se mantivesse Bolsonaro longe do celular. Ele avançou tanto na irresponsabilidade que o caso, agora, é mesmo de interdição.


* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

Gente de OpiniãoSábado, 7 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

O menino viu

O menino viu

O garoto que caminhava nos arredores do Centro de Triagem de Migrantes (Cetremi), em Vilhena, não teve dificuldade para ver de perto o cadáver no chão

Direita chama esquerda na USP, e o parto urbanístico de Rondônia saiu muito bem

Direita chama esquerda na USP, e o parto urbanístico de Rondônia saiu muito bem

Saudoso geógrafo Milton Santos, da Universidade de São Paulo (USP), é um personagem pouco conhecido na história de Rondônia. Pudera, ele trabalhava

Da infância à beira do Rio Madeira, Ana Mendes mostra hoje a luta de comunidades tradicionais

Da infância à beira do Rio Madeira, Ana Mendes mostra hoje a luta de comunidades tradicionais

Ana Mendes, filha da jornalista Cristina Ávila e do falecido professor Valter Mendes (do Colégio Carmela Dutra), expõe “Quem é pra ser já nasce”, co

Bons ares para 2026 se devem a modelo  que deu certo na Biblioteca Francisco Meirelles

Bons ares para 2026 se devem a modelo que deu certo na Biblioteca Francisco Meirelles

A equipe da Biblioteca Municipal Francisco Meirelles ingressou com muito ânimo em 2026. Apesar do avanço voraz das tecnologias digitais, ainda prosp

Gente de Opinião Sábado, 7 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)