Segunda-feira, 5 de setembro de 2011 - 04h50
MONTEZUMA CRUZ
Editor de Amazônias
A 50ª maior empresa do País, C.R. Almeida, foi escolhida para desenvolver pesquisas de ouro na faixa situada entre Guajará-Mirim e Abunã, na fronteira brasileira com a Bolívia, em Rondônia.
Minha nota saía no 1º caderno do Jornal do Brasil na edição de 4/11/1982. “A Companhia de Mineração de Rondônia (CMR), recentemente constituída, assinou um contrato no valor de R$ 1,5 bilhão, visando esse tipo de atividade.”
"O presidente da companhia, geólogo Djalma Xavier de Lacerda, acompanha atentamente os passos da C.R. Almeida, que instalaria uma lavra experimental na
região de Guajará-Mirim. Os garimpos de ouro de aluvião no estado, todos no Rio Madeira, produzem três toneladas de ouro por ano."
Cinco meses antes desse anúncio, a CMR confiava ao geólogo da Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM) Gaston Pereira Bascopé o apoio a pequenas empresas mineradoras, por meio de pesquisas ao longo da faixa do rio liberada pelo Ministério das Minas e Energia. Essa faixa ia de Porto Velho à fronteira com a Bolívia.
A presença da C.R. Almeida naquela região resultou em ambição, violência, matança de garimpeiros e afogamentos no fundo rio. Essa empresa pertencia ao empresário paraense Cecílio do Rego Almeida – nascido em Óbidos –, que morreu em 22 de março de 2008 aos 78 anos, vítima de infarto, em Curitiba (PR), para onde fora aos sete anos de idade. Deixou mais de 30 empresas nas áreas de construção pesada, concessão de rodovias e logística de transporte e química e explosivos.
Seu patrimônio foi avaliado em R$ 9,4 bilhões.
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