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Montezuma Cruz

América Latina e Caribe, na lente do BID



MONTEZUMA CRUZ
Agência Amazônia

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) apresentará esta semana um relatório detalhado sobre a satisfação com a vida na América Latina e no Caribe.

O documento reúne dados da Pesquisa Mundial do Gallup e informações encomendadas pelo Banco para complementar a pesquisa. O estudo é a edição mais recente da série "Desenvolvimento nas Américas", publicada pelo BID.

A assessoria do banco informa que entrevistadores perguntaram a cerca de 40 mil pessoas em 24 países da América Latina e do Caribe como elas percebiam aspectos fundamentais de sua vida, entre os quais, qualidade da educação, atendimento de saúde, moradia a emprego, obtendo algumas respostas surpreendentes e, às vezes, contrárias ao senso comum.

O presidente do BID, Luis Alberto Moreno, abrirá a cerimônia, e o economista-chefe do BID, Eduardo Lora, comentará as descobertas do estudo, que tem implicações importantes para os formuladores de políticas. Alejandro Foxley, Ministro das Relações Exteriores do Chile, e Carol Graham,  diretor de Política Externa e Desenvolvimento na Brookings Institution, também participarão do seminário e apresentarão suas opiniões sobre o estudo. A partir de terça-feira, 18, veja o relatório em: http://www.iadb.org/news/

Seria interessante, muito mesmo, se o BID se dedicasse a uma pesquisa que relatasse o fervor da ocupação amazônica, as agruras e as conquistas de sua gente. Ouviria  sulistas e sudestinos assentados nos anos 1980 em Rondônia. Foi naquele período que o Banco Mundial financiou o maior projeto de colonização da história da Amazônia, o Polonoroeste, sigla do Programa Integrado de Desenvolvimento do Noroeste do Brasil.

O BID está novamente presente no noticiário amazônico esta semana. Vai apoiar com recursos a fundo perdido missões técnicas dos países amazônicos (Colômbia, Peru, Venezuela, Bolívia, Suriname, República da Guiana, Guiana Francesa e Equador) interessados em implementar sistemas para as suas regiões amazônicas semelhantes ao do Sipam no Brasil. Sipam é o Sistema de Proteção da Amazônia.


Era uma vez o Oeste

Em síntese, o Polonoroeste pretendia:

● Contribuir para a maior integração nacional;

● Promover a adequada ocupação demográfica da região noroeste do Brasil, absorvendo populações economicamente marginalizadas de outras regiões e proporcionando-lhes emprego; aumentar a produção da região e a renda de sua população;

● Reduzir as disparidades de desenvolvimento intra e inter-regionais;

● Assegurar o crescimento da produção em harmonia com as preocupações de preservação do sistema ecológico e de proteção às comunidades indígenas.

Falhou onde? Acertou em quê? É ou não é importante para saber se, quem está na Amazônia prosperou ou regrediu no tempo?

Fonte: Montezuma Cruz - A Agênciaamazônia é parceira do Gentedeopinião

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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