Porto Velho (RO) segunda-feira, 24 de setembro de 2018
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Marcelinho

Queda de receita não é motivo para pânico - Por Marcelo Freire


A queda de receita constatada pela equipe econômica do governo do Estado não é motivo pânico. A paralisação nacional dos caminhoneiros foi o principal motivo que afetou diretamente a finanças de vários estados por conta da redução da fonte de recurso originária do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS).

Rondônia, somente na primeira semana da greve, teve um prejuízo de mais de R$ 70 milhões.  Perdeu ainda R$ 80 milhões mensais decorrentes das Medidas Provisórias baixadas pela Presidência da República, abrindo mão da cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-combustíveis) e do PIS/Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social.

Rondônia é um dos poucos estados do Brasil que tem atravessado o delicado cenário econômico com equilíbrio fiscal. Mesmo com os contratempos, o Estado não teve nenhum ano de crescimento negativo do Produto Interno Bruto (PIB), resultado de ações estratégicas de redução de custos e otimização de serviços, mas a recente medida do governo federal em reduzir impostos relacionados ao Cide e PIS-Cofins como resposta a demanda da greve dos caminhoneiros  deixou o Estado em uma situação preocupante.

Apesar de todos os problemas de receita, o governo do estado conseguiu antecipar a metade do 13º salário dos servidores públicos e injetou mais de R$ 300 milhões na economia do Estado. O pagamento dessa antecipação salarial  significa mais dinheiro circulando no comércio. Com isso, as vendas aumentam, aumentando também a arrecadação do estado para os próximos meses.
Infelizmente, há quem diga que Rondônia está endividada e falida, mas não é isso que o mercado aponta. O surpreendente é que essa falácia parte de ex-gestores que deixaram o Estado com contas a pagar. O ex-governador Confúcio Moura, ao assumir o governo em janeiro de 2011, o primeiro ato que vez foi chamar os fornecedores do Estado e firmou o compromisso de honrar o pagamento. Hoje as contas do Estado estão equilibradas e fornecedores recebem dentro do prazo.

Outro importante avanço foi o agronegócio (agropecuária) e o sucesso da Rondônia Rural Show, realizada todos os anos na cidade de Ji-Paraná. É justamente o agronegócio que puxa a economia do Estado. Foi este setor o responsável pelo desempenho do PIB do Estado no ano passado, com crescimento no período de 9,4%, elevando, por conseguinte, a participação do Estado no índice nacional, praticamente se nivelando a Estados como o Paraná, historicamente uma potência na economia do País. Rondônia está no caminho certo.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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