Terça-feira, 11 de setembro de 2018 - 19h43

LÚCIO OPINA
Lúcio Albuquerque, repórter
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USUÁRIO É QUEM TEM MENOS DIREITO NO ESPAÇO ALTERNATIVO
(Ou uma boa obra que virou uma zona)
Uma obra que orgulha qualquer rondoniense e cartão postal da capital, o Espaço Alternativo, pela falta de gestão e segurança, está sendo transformado em mero camelódromo onde a cada novo final de tarde se instalam novas barracas em que se vende de tudo, tomando o espaço destinado aos que pretendem ir ali relaxar ou fazer alguma atividade física, especialmente nas noites de sextas, sábados e domingos – ou feriados.
A obra, já em uso mas oficialmente ainda não entregue por não estar inteiramente concluída – há uma lei estadual (3883-2016) determinando isso, no Espaço Alternativo faltam ainda estacionamento, banheiros, lanchonetes (ou dar outra destinação ao que foram construídas para tal fim), sinalização de trânsito, fiscalização do tráfego, e uma organização que acabe com a loucura gerada pelos barraqueiros de tudo que se imagina possível comercializar, que ocupam áreas destinados à circulação dos usuários.
Na condição em que se encontra, o Espaço Alternativo está literalmente uma “zona”. Dezenas de vendedores de tudo ocupam melhores espaços e praticamente não se pode pensar em ter tranquilidade nos dias e horários citados antes, o que transforma o Espaço num autêntico “farofal” desde o início da área, em frente à vila dos sargentos da Base Aérea (agora chamada oficialmente de “Ala 6”) até depois da praça do Trem, quase 2 quilômetros de balbúrdia.
Mas os problemas não estão centrados apenas nos quiosqueiros. É um enorme risco levar sua criança para andar de patim, velocípede ou de bicicletas nos dois calçadões centrais, porque dezenas de adultos, pilotando suas bicicletas, deslizam a toda velocidade ameaçando atropelar quem esteja pela frente.
Bem cedo, quem se incomoda com o odor fétido dos que fumam usando narguilé, sendo fácil verem-se grupos de jovens e adultos usando aquele instrumento, sem se incomodar com as reclamações de quem esteja no entorno ou, como já acontece comumente: “Os incomodados que se mudem”.
Nos balanços, destinados às crianças, não é difícil ver gente adulta para lá e para cá, enquanto crianças esperam. Nas áreas dos balanços, onde o piso é de terra, cães conduzidos por homens e mulheres defecam ou urinam, o que coloca em risco – outra vez! – a saúde das crianças que rolam pelo chão, brincam de fazer montinhos etc.
Apesar de não concluído, o piso do estacionamento suporta, sem problemas, que centenas de carros estacionem, mas poucos condutores aproveitam a área. A maioria prefere colocar seus veículos na lateral da pista, tumultuando mais ainda o já complicado tráfego no sentido aeroporto/centro/aeroporto, e muitos motoristas fazem o retorno no local onde estão, sem ligar para a possibilidade de um acidente.
A velocidade que muitos motoristas e motociclistas imprimem, é outro problema que só existe porque a fiscalização é inexistente. Policiamento? Uma viatura solitária dando a volta sem atentar para os problemas da desorganização de uso do Espaço, cada vez mais camelódromo do que atendendo sua finalidade.
Oficialmente a responsabilidade do local é do DER, cuja direção bem poderia ter resolvido vários problemas, como banheiros, sinalização, segurança. Uma alegação da desorganização gerada pelo camelódromo – em alguns casos vendedores colocam suas carretas em cima do gramado ou no meio da calçada, é porque isso seria de responsabilidade do setor de Posturas da Prefeitura, órgão cujos funcionários parecem estar, como o Hino Nacional, “Deitado eternamente em berço esplêndido”.
Considere-se dito!
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