Quarta-feira, 3 de dezembro de 2014 - 19h31
Lúcio Albuquerque
jlucioalbuquerque@gmail.com
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) cobrou da tribuna da Câmara, terça-feira, que se respeitem os parlamentares. Tudo porque um grupo de manifestantes protestava, das galerias contra seu discurso e dos que tentavam aprovar uma nova ordem do Palácio do Planalto, essa que pretende literalmente empurrar de goela abaixo a proposta que permite o descumprimento da meta fiscal de 2014.
A proposta é uma ideia da senhora Roussef para que ela possa apresentar à Nação um balanço positivo das contas do país, mas para isso tem de mudar a legislação, num típico exemplo de casuísmo que busca apenas atender àquilo que até o feirante que me vende bananas sabe: que as contas do Brasil vão de mal a pior.
Mas o que me chama a atenção é a deputada carioca, fiel constante das ordens emanadas do prédio vizinho à Câmara desde 2003, cobrar respeito. Isso me fez voltar a 1976 quando eu, recém-chegado a Porto Velho, fui abordado pelo vereador João Bento da Costa porque num texto para o jornal A Tribuna criticara o comportamento dele.
No caso a deputada neocomunista repete a cena do vereador (então) arenista: cobra respeito ao que usam a arma que podem para demonstrar sua não concordância com a atuação da parlamentar e, assim, vaiam a cena.
Àquela altura, já vão quase 40 anos, eu respondi ao vereador que só pode ser respeitado quem se dá ao respeito. No caso da deputada carioca e de uma parcela considerável daquilo que os comunicadores de antes chamavam de representantes do povo, é bem aplicada.
Não é preciso gostar ou não gostar desse ou daquele partido. Numa análise isenta não é difícil perceber que há muito tempo – e com uma aceleração de deterioração nas três últimas legislaturas, o que chamamos polidamente de “Parlamento brasileiro” vem deixando, e de forma muito rápida, de merecer o respeito do cidadão.
E isso se aplica também nos níveis estaduais e municipais. Há alguns anos, quando eu ainda cobria as sessões da ALE-RO ouvi de um deputado estadual em seu primeiro discurso a citação de que estou aqui para fazer o que o governador quiser. Na Câmara, pelo visto, a coisa também é assim. O radialista Everton Leoni, naqueles dias em que os nobres edis queriam apear do cargo o senhor Nasif, o dono da TV-Candelária, naquele programa do meio-dia à uma hora disse ter ouvido de dois vereadores que votariam contra o prefeito porque não teriam recebido apoio dele como candidatos a deputado estadual. Dias depois, o mesmo jornalista registrava a proposição de voto diferente daqueles interlocutores.
O Poder legislativo brasileiro há muito tempo deixou de ser um a casa legislativa efetivamente. São comuns suas decisões serem reformadas pelo Judiciário que, por sua vez, também deve melhor postura à Nação, vide os casos recentes dos mensaleiros condenados que ganharam alforria – o que, pelo visto, não acontece com outros presos, alguns com crimes muito menos danosos à Nação do que os cometidos pelos amigos do rei.
Inté outro dia, se Deus quiser!
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