Sábado, 28 de abril de 2012 - 10h03
O comentário de hoje começou assim, um amigo ligando:
- Lúcio, você leu a coluna do Cláudio Humberto? Aquele cara só critica o Lula.
(Na semana passada o Cláudio Humberto postou uma nota citando que o Lula quando vai ser atendido no hospital em São Paulo não entra na fila e, por isso, alguns pacientes apresentaram queixa formal à direção daquele hospital).
Respondi que li e também entendo que, seja presidente da República ou gari, ele deve respeitar os direitos dos outros (vou escrever como o meu amigo continuou):
- Porra, Lúcio, mas é o Lula...
E eu: “E daí? Se há uma ordem a ser obedecida, em que ele pode caronear os outros?”.
A conversa parou. Até que neste sábado, ao entrar no Mercadinho do Um, dei de cara com meu amigo. “Dar de cara” é uma maneira de dizer que encontramos alguém. Mas meu amigo vinha com cara de “poucos amigos”, que é uma maneira de você dizer que está zangado.
Perguntei: “E aí, figura, zangado só porque o Flamengo foi bi-eliminado?”.
Flamenguista fanático, desses que endeusam os que jogam em seu time e não vêem méritos em ninguém mais, disse que não era nada de futebol. E foi “abrindo o jogo”, uma maneira de dizer que alguém relatou um fato.
- Lúcio, eu estou muito puto. Sabe que levei minha mulher para um hospital e, apesar dela estar com dores muito fortes, chegou uma pessoa que logo passaram a chamar de “doutora” e ela passou na frente de todo mundo? Não é de ficar muito puto? (“Ficar puto” é uma maneira de alguém dizer que está muito zangado).
Aí eu lembrei da “Lei de Gerson” (leia a seguir). E disse a ele que, em seu caso, não havia razão para ter ficado zangado.
- Porra, e por que não? Era você que estava nervoso porque sua mulher está quase gritando de dor?
E eu: “Lembra dos pacientes do hospital do Lula e que você criticou a coluna do Cláudio Humberto? Ora, se você achou errado os outros pacientes protestaram porque o Lula (segundo o colunista) caroneia os outros, por que reclamar do caso da sua mulher?”.
A LEI DE GERSON (*)
Lei de Gérson: retrata quando a pessoa "gosta de levar vantagem em tudo" pelo lado negativo de se aproveitar sempre em benefício próprio, danem-se direitos dos outros. A “Lei de Gerson” surgiu de uma propaganda dos cigarros “Vila Rica”, aí por volta de 1976 ou 1977. Nela jogador Gérson, da Seleção Brasileira de Futebol era o artista e anunciava o cigarro que, conforme o texto, era apresentado como o melhor e o mais barato.
Ao final Gérson soltava essa “pérola”:
“Gosto de levar vantagem em tudo, certo?”.
(*) Para os recém-chegados, aqueles que não tiveram a honra de ver Gerson, Garrincha, Pelé e coadjuvantes jogando, Gerson, atleta do Botafogo, foi campeão mundial no time do tricampeonato mundial que, para muitos, foi a melhor seleção de futebol de todos os tempos. Eu vi toda essa turma jogar várias vezes. Depois não teve mais graça ir ao estádio de futebol.
Inté outro dia, se Deus quiser!
Lúcio Albuquerque
Repórter / Membro da Academia de Letras de Rondônia e da Academia Guajaramirense de Letras
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