Quinta-feira, 14 de junho de 2012 - 14h13
Lúcio Albuquerque
Assinado pelo engenheiro Humberto Viana Guimarães, o site jb.com.br (Jornal do Brasil) edição deste dia 14, questiona a posição “ora, veja!” do governo brasileiro com os sucessivos problemas gerados por “hermanos” em investimentos brasileiros feitos em países da América do Sul, mais precisamente na Bolívia e na Argentina.
Lembra que por duas vezes, sem qualquer reação efetiva dos governos Lula e Dilma, o governo boliviano de Evo Morales deu duros golpes em dinheiro brasileiro investido na Bolívia, na Petrobras e na empresa OAS.
No caso da Petrobras o Brasil já havia enterrado quase 1,5 bilhão de dólares naquele país e, no caso da OAS, o BNDES entrou com mais de 300 milhões de dólares. Para Evo, Dilma é uma “mãe” para os bolivianos.
Nas duas situações o governo brasileiro fez de conta que não sentiu, da mesma forma como durante a visita à ilha dos irmãos Castro nossa presidente nada disse sobre direitos humanos ali, apesar de dias antes ter morrido um ativista, oficialmente em greve de fome na prisão.
Segundo o site G1.globo.com (31.1.12), o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Arnaldo Jordí, do PPS do Pará, “lamentou que o governo brasileiro tenha deixado a garantia dos direitos individuais fora da pauta de discussões em Cuba”. Mas, ainda conforme o site, ela criticou a Base de Guantánamo. Ah!, sim!
A nota do engenheiro Humberto Guimarães lembra que na Argentina, “Talvez, por saber como seria a reação do governo brasileiro, no dia 3 de abril, a província de Neuquén cancelou de forma arbitrária a concessão da Petrobras no campo de Veta Escondida”. E mais dinheiro brasileiro foi para o ralo.
Faz muito tempo que a diplomacia brasileira está atrelada mais a linhas políticas do que a defender os interesses brasileiros, inclusive o discurso de “direitos humanos”, tão comum por aqui, mas que, quando se vê em situação relativa no exterior, demora muito a se posicionar ou, então, faz de conta que não há nada de mais.
Uma explicação de tudo isso pode ser pelo discurso de se conseguir apoio para uma vaga ao Brasil no Conselho de Segurança da ONU. Será que vale a pena? O que isso vai nos custar? Em dinheiro e em humilhação internacional?
Sim, e o que é que o ex-presidente Ernesto Geisel tem a ver com essa coisa toda? Só para lembrar, o que é muito bem lembrado pelo engenheiro Humberto Guimarães: “E quando aqueles bolivianos fecharem a válvula, o que é que eu faço? Mando o Exército lá abrir?”, perguntava ele relativo à ideia de construir um gasoduto daquele país para trazer gás ao Brasil.
Pelo visto o governo brasileiro vai fazer de conta que está tudo bem, e dane-se o dinheiro brasileiro usurpado.
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