Sexta-feira, 17 de julho de 2020 - 09h07

Com uma missa virtual transmitida pelo face book a partir das 17 horas desta sexta-feira, a comunidade das Irmãs Marcelinas, administradoras do Hospital Jaime Aben-Athar, e mais três escolas, todos em Porto Velho, celebra a data da sua padroeira, Santa Marcelina, uma caminhada que na capital rondoniense foi iniciada em 1975 ao assumirem a administrador da Colônia de Leprosos “Jayme Abem Athar”, localizada no Km 17, BR 364, em Porto Velho, plena Floresta Amazônica.
Atualmente os atendimentos ambulatóriais e cirurgias eletivas encontram-se suspensos, inclusive enfrentamos um momento delicado. O hospital conta com ações que ajudam a somar em sua manutenção, devido à pandemia todos os eventos beneficentes foram cancelados, logo pensamos em uma saída para captar recursos, assim fizemos um leilão live show e pretendemos realizar mais como o anterior.
Aos 45 anos, superando muitas dificuldades, as freiras , com anos, muita dedicação, amor e zelo o trabalho das irmãs trouxe dignidade e respeito aos doentes em tratamento. Em 21 de março de 1993, a colônia passou a ser chamada Comunidade Santa Marcelina, em honra à Padroeira da Congregação das irmãs e por ser uma filial do Hospital Santa Marcelina de Itaquera – São Paulo.
Atualmente o Jaime Aben-Athar, aos 60 anos de instalado, contados desde a sua fundação em 1954, e há 45 anos sob a administração das irmãs a ex-colônia de leprosos transformou-se no Hospital Santa Marcelina, um complexo hospitalar com dois ambulatórios, mais de 35 consultórios, 156 leitos, um centro cirúrgico com 6 salas, centro auditivo e centro oftalmológico. Hoje é referência regional na qualidade do atendimento ao usuário do Sistema Único de Saúde – SUS, em saúde auditiva e visual e também no tratamento da hanseníase. Possui uma oficina ortopédica, única no estado, sendo a responsável pelo atendimento de toda a população de Rondônia, sul do Amazonas e parte do Acre.
Conheça melhor nossos serviços
As Marcelinas em Porto Velho atuam na saúde, no Hospital Jaime Aben-Athar e mais três escolas, todas em comunidades carentes. O Hospital é habilitado pelo Ministério da Saúde para prestar serviços de reabilitação física e auditiva, faz serviços de cirurgia e outros. A Oficina Ortopédica que funciona no complexo hospitalar, é o maior diferencial da unidade, lá são confeccionadas próteses, órteses, calçados adaptados e outros. Apenas na oficina ortopédica foram mais de 9 mil atendimentos realizados por ano.
Uma das novidades é a impressão 3D, que chegou ao mercado com excelentes resultados no que se refere a criação de projetos. Atualmente já é possível construir próteses e órteses a um custo muito mais baixo, possibilitando desta forma tornar mais acessível para pessoas que perderam algum tipo de membro de seu corpo ou está em processo de tratamento.
O público alvo são pessoas com deficiências físicas, como vítimas de acidentes de trânsito, acidentes de trabalho, hansenianos, diabéticos e outros. Adultos e crianças acometidas de doenças congênitas de pé, de coluna, de coordenação motora, bursite, tendinite, artrose, artrite e outros atendidos com órteses e pessoas com dificuldade de locomoção como idosos, obesos, crianças com problemas neurológicos, amputados ou pós-cirúrgicos que recebem meios auxiliares de locomoção como cadeiras de rodas, de banho, muletas e andadores.
Apesar da qualidade e reconhecimento pelo serviço a instituição atravessa séria crise financeira e necessita de doações para sobreviver, pior na fase atual na qual, devido à pandemia, houve suspensão dos atendimentos. O hospital aceita doações em dinheiro, alimentos ou doações de roupas, calçados, brinquedos ou móveis, que podem ser novos ou usados. Todos os produtos arrecadados são aproveitados na unidade ou vendidos em bazares beneficentes, e devido à Pandemia a carência foi ampliada pela impossibilidade da realização de eventos.
Galeria de Imagens
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