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Lucio Albuquerque

Histórias do Lúcio (VIII)


EMPOLGAÇÃO

O adolescente Enéas Rômulo Araújo consegue espaço para um programa na rádio Eldorado e o Bosco Gouvea lhe dá um nome artístico que em seguida se tornaria seu nome oficial (inclusive político, tendo ele sido vereador em Porto Velho e deputado estadual): Dalton di Franco.

O Dalton foi trabalhar no Alto Madeira como repórter policial, começando ali a escrever. Uma tarde ele entra na redação, aí por volta de 1979, quase gritando, repórter novo, cheio de gás e vibração, contando que a polícia havia prendido um estuprador no bairro das Pedrinhas e que o cara, momentos antes, havia estuprado uma garota.

‘Ele foi preso com a arma do crime na mão’, afirmava o Dalton, empolgado com o que pode ter sido seu primeiro grande caso durante a carreira como repórter policial.

Aí resolvemos fazer troça. ‘Dalton, quer dizer que o cara foi preso com a arma do crime na mão?’. E ele ‘Foi sim’. E nós: ‘Dalton, quer dizer que além de estuprador o cara é um grande tarado’. O Dalton: ‘Por quê?’.

‘Ora - se não me engano foi o velho Vinícius Danin quem explicou ao Dalton - se o cara estuprou e a polícia o prendeu com a arma do crime na mão, vai ver que, depois do estupro, o tarado ainda ficou se masturbando, foi aí que ele foi preso’.

Eleito deputado estadual (1991/95), Dalton chega.

Fonte: Lúcio Albuquerque

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