Porto Velho (RO) quarta-feira, 20 de junho de 2018
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Lucio Albuquerque

Festa do Divino...


A maior tradição religiosa da Amazônia Ocidental, a Festa do Senhor do Divino Espírito Santo, realizada no espaço rondoniense do Guaporé, atravessou o Oceano Atlântico, passou por Cuiabá, Cáceres, Vila Bela da Santíssima Trindade (todas cidades mato-grossenses), até ser trazida pelo morador Manoel Fernandes Coelho, com autorização do bispo e iniciada a devoção na Ilha das Flores, uma localidade que hoje praticamente desapareceu, entre as vilas de Rolim de Moura do Guaporé e Pedras Negras, sede da Festa de 2005. Mas toda essa tradição religiosa-cultural está ameaçada: falta praticamente tudo para que ela possa ser realizada. Previsão de duas mil a três mil pessoas com o detalhe de que a tradição manda que abrigo e alimentação sejam fornecidos pela sede aos visitantes. Por isso, se você puder colaborar, ligue para Dona Anita ou Sr. Dionísio, em Costa Marques, telefone (69) 651-2514 e o que você puder ajudar será de muita valia. O recado está aí, mas é bom conhecer algumas características que tornam a Festa do Senhor do Divino Espírito Santo no vale do Guaporé, fronteira brasileira com a Bolívia, diferente das demais que acontecem também em outras regiões do país. Na Festa no rio Guaporé não há luta de mouros contra cristãos nem cavalos. E ela se realiza mesmo em uma cidade diferente a cada ano, uma vez do lado brasileiro e outra vez do lado boliviano. Mas há outras diferenças. Aqui os símbolos maiores, a Coroa do Divino, o Cetro e a Bandeira são transportados numa romaria fluvial, de canoa mesmo, desde o Domingo de Páscoa até a quarta-feira anterior à Pentecostes, de vila em vila, são 49 paradas, no rio Guaporé até chegar à sede da Festa. Mas há outro fato interessante: a romaria sai da sede do ano anterior, em 2005 da cidade boliviana de Piso Firme no rio Paraguá, afluente da margem esquerda do Guaporé, até chegar à sede de 2005, Pedras Negras, vila eprtencente ao município de São Francisco. São muitas as diferenças: na igarité (canoa) que transporta os símbolos do Divino mulher não entra. Apesar de ter fiéis em todas cidades da região, a Coroa, o Cetro e a Bandeira do Divino só duas vezes saíram do Guaporé, descendo o rio Mamoré até Guajará-Mirim, uma delas para homenagear o centenário de nascimento do bispo Dom Xavier Rey (para muitos guaporeanos Dom Rey é uma espécie de santo) e para as comemorações da virada do milênio. Agora, que você conhece um pouco mais da Festa do Senhor do Divino Espírito Santo, que tal contribuir? Para isso, ligue para (69) 651-2514, falar com Dona Anita, em Costa Marques.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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