Segunda-feira, 14 de abril de 2014 - 11h07

Pesquisadores, estudiosos e historiadores da região amazônica, com ênfase especial ao que aconteceu nos últimos quase 40 anos em Rondônia, terão uma nova e boa fonte de informação no livro (*) livro do repórter andarilho Montezuma Cruz (ou Célio Caldieri Munhoz ou Astrôncio Morrote – esse último só sabe quem lia as tribunadas no jornal A Tribuna na segunda parte da década de 1970).
Hoje aqui, amanhã mais adiante, e no dia seguinte, quem sabe? Assim se pode definir a caminhada de mais de 30 anos do repórter Montezuma Cruz, sem qualquer dúvida o melhor de todos os que já passaram pelas terras de Rondon. Agora ele está lançando não um livro de memórias, ou uma autobiografia, mas uma parcela daquilo que viu, testemunhou, e do que escreveu.
É o livro Do jeito que vi, com suas 144 páginas, narrando as andanças dele pela Amazônia, Maranhão, os dois Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Brasília (aqui de paletó e gravata. Deve ter sido muito engraçado o Monte nesse traje brasiliense), pelas fronteiras brasileiras.
Felizmente o Astrôncio Morrote não vai limitar ao Do jeito que vivi tudo que vivenciou nessas andanças. Como cita o jornalista Epaminondas Henk, lembrando frase do próprio Monte inserida no livro: “Não há cronologia correta no livro. Selecionei alguns dos principais assuntos, de diferentes períodos, e infelizmente deixei ao largo histórias importantes que serão lembradas nos próximos dois livros, até 2015”.
A diferença do livro do Monte em relação a outros trabalhos de jornalistas quando enfocam a Amazônia, é que ele não veio à região para fazer uma matéria e voltou a seus pagos. O Monte vivenciou em repetidas vezes a região, tornou-se amazônida, conhece mais daqui do que a maioria dos que usam a Amazônia para discursos, e do que muitos dos que sempre viveram pelas barrancas dos nossos rios.
Ele narra situações que só vivenciou quem viveu aquelas épocas, como destaca o jornalista Carlos Gilberto Alves, editor da Rádio Jovem Pan, paulista, no prefácio. “Surgem nessas páginas coisas esquecidas, como o teletipo, a telefoto e até o telegrama. Um tempo em que os repórteres corriam aos aeroportos implorando para o passageiro, a aeromoça ou mesmo o comandante levarem o filme com as fotos necessárias à ilustração das matérias”.
(*) O livro pode ser adquirido ao valor de 33 reais depositados na conta 5424-0, agência 2636-0 do Banco do Brasil, já incluído o frete. Comunicar o depósito através do email [email protected], informando nome e CEP.
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