Sexta-feira, 6 de setembro de 2019 - 16h11

Esta
semana estava eu esperando o início de uma reunião, sintonizei na CBN local e
começou uma entrevista do ministro Gilmar Mendes, STF, feito no estúdio,
suspeito que em Brasília, e como tenho interesse no que dizem essas
autoridades, ainda que eu tenha restrições a tais, fiquei escutando. Como a
reunião demorou acabei indo até ao fim.
Esperei
até ao final que um (pelo menos um...) dos três entrevistadores fizesse alguma
pergunta sobre o que consta no noticiário sobre o ministro, ou sobre dificuldades
que ele e seus pares têm em circular em público, mas fiquei só na vontade de
ouvir, apesar de uma recente pesquisa do Datafolha ter anunciado que a
confiança do brasileiro no STF estaria em 64%. Bom, quanto à credibilidade no
Datafolha nunca é demais lembrar o resultado da eleição de 2018.
Mas,
durante todos aqueles minutos, nenhuma pergunta que pudesse levar o ministro a
não ter a resposta de imediato. Fiquei assim frustrado. Não que eu esteja
dizendo que o ministro tenha culpa em algum cartório ou, melhor dizendo, como o
dito popular, “que tenha culpa no cartório”, um dito que, claro, nada tem a ver
com qualquer cartório, nem tampouco atribui a quem quer que seja culpabilidade.
Não me
incomodei com as respostas do ministro, afinal, pelo que entendi ele limitou-se
a responder àquilo que os três entrevistadores perguntaram, então ele agiu
certo.
Agora, o
que causou incomodação a este velho repórter foi justamente o conjunto das
perguntas. Lembrei uma vez que fomos convidados a uma coletiva e lá um
conhecido jornalista local tomou conta das perguntas, alegando ter outra pauta,
dando ideia a quem tenha um pouco de experiência que eram todas, ou em maioria,
encomendadas, como se o próprio entrevistado tivesse recebido antes a lista,
selecionado as que queria responder e devolvido a lista ao jornalista.
Até que
um de nós decidiu cortar. “Está bom, agora deixa a gente começar a entrevista”.
O corte pegou de surpresa o jornalista e
o entrevistado. E foi nesse momento que começamos, eu e os outros, a perguntar,
"esquentado", e muito a oitiva.
Voltando
à entrevista do ministro Gilmar Mendes, quando deram por encerrada a pauta
ficou um sentimento de que era a típica “entrevista chapa branca”, na qual o
que menos parecia interessar era aquilo que não estava no script, transformando
aquele tempo em rede nacional em algo que tenha deixado frustrado muita gente.
PESQUISA
Segundo o
site uol, citando como fonte pesquisa do Datafolha, a confiança do povo no STF
está em 64%, sendo 18% os que “confiam muito” e 46% os que “confiam um pouco”.
Não diz quantos “não confiam” (a notícia não citava os que “não sabem” ou que
“não responderam”). Bom, se agregados esses últimos ao "um pouco", então já seriam 82%, o que isso certamente
não iria tirar o sono de qualquer ministro, mas é bom sempre desconfiar de
pesquisas feitas pelos grandes (seria melhor usar o termo “mais badalados”)
institutos. Especialmente depois das eleições de 2018.
A ELEIÇÃO
DE 2018 E A IMPRENSA
É o tema
da Roda de Conversa que o Sindicato de Jornalistas pretende realizar dia 10 de
outubro. Será a primeira da série do projeto “Roda de Conversa”, que o Sinjor
vai realizar uma vez a cada mês. Depois do dia 15 serão abertas inscrições no
Sinjor. O tema interessa a jornalistas, estudantes e professores de comunicação
além de outras áreas.
HISTÓRIAS
DO LÚCIO
(Da série
“Histórias dos meus netos para eles contarem a meus bisnetos”)
O
BATIZADO DO YAN
Yan Lucas é nosso neto primogênito. Dentro da tradição católica, o Yan foi batizado alguns meses depois de nascer, em 2002. O batizado teve como padrinhos uma das minhas filhas e o marido de uma das irmãs do pai dele, na igreja de São Tiago Maior, depois Basílica de Nossa Senhora Aparecida, na Zona Leste.
O ato
religioso foi presidido pelo padre Enzo, um italiano cujo trabalho representou
muito para a melhora da condição social daquela região.
No
entanto, um fato acabou gerando uma situação difícil. Padre Enzo fez a imersão
do Yan numa espécie de tanque próximo ao altar-mor e a demora foi muito maior
do que as de outras crianças.
De
repente nossa filha Janaína saiu do banco e foi correndo praticamente retirar,
das mãos do sacerdote o nosso neto, que estava até com dificuldade para chorar.
Felizmente, sendo profissional de Enfermagem, ela soube agir e, temos certeza,
de que mais um pouco poderia ter consequências a demora na imersão.
Inté
outro dia, se deus quiser!
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