Segunda-feira, 2 de junho de 2014 - 00h13
A cartilha, pelo que ouvi e li nos noticiários, trata desde uso de camisinha até da água para tomar. Segundo a emissora de rádio, a coisa é mesmo draconiana tal o nível das recomendações e, querem saber mesmo, até que eles têm razão. Não só eles, mas também outros governos que se preocupam com o bem-estar de seus cidadãos.
Aqui faço um apêndice. É bom lembrar que durante a construção da ferrovia Madeira-Mamoré, governos de países europeus teriam chegado a criar obstáculos à contratação de seus patrícios para vir trabalhar aqui, numa obra que, conforme a lenda, ainda repetida até por gente que faz palestra para estudantes, “cada dormente representa um homem morto na construção” da EFMM. A mentira propõe ter havido um holocausto: seriam mais de 500 mil mortos, conforme o professor Abnael Machado de Lima, que considera a afirmação um absurdo.
Mas nas relações internacionais é comum que um país contraponha a fatos como essa tal cartilha com uma espécie de “troco”. Mas eu não acredito que nossas autoridades maiores tomarão qualquer atitude nesse sentido, haja vista as evidências claras que estamos vivenciando. Nem quero me estender sobre tal.
No entanto, apenas como sugestão, ofereço alguns itens que bem poderiam ser inseridos em cartilha brasileira destinada aos nacionais que vão ao país que pretende ser o “xerife do mundo”. Vamos lá:
Explicação: é que têm uns camaradas por lá que parecem confundir o chefe daquela Nação com algum búfalo trotando nas pradarias. E aí pode sobrar para você, como sobrou para aquele governador quando Kennedy foi fuzilado, lembram?
Explicação: Os caras são paranóicos. Eles pensam que estão detonando uma bomba de verdade. Lembram daquele brasileiro que, “de brincadeirinha” disse que sua bagagem continha uma bomba? É bom prestar atenção.
Explicação: Têm uns caras por lá que adoram ficar praticando tiro-ao-alvo em quem estiver ao alcance da sua arma. Ainda há alguns dias houve outro caso assim.
4 – Se eles não querem que seus cidadãos se hospedem abaixo do 3º andar, é bom os brasileiros procurarem do 3º para baixo.
Explicação: É que lá já atiraram dois aviões lotados em dois espigões.
Com relação a álcool e drogas não há o que reclamar. Mas quando eles colocam isso em documento oficial de recomendação vendem para nós a ideia de que a coisa, no controle de DST e uso de drogas, por lá, está pior que por aqui.
Encerro aguardando contribuição de leitores.
DATAS DE RONDÔNIA
1 a 3 de junho
Dia 1 – Em 1948 – O governador Frederico Trotta assina o decreto 83, criando a Biblioteca Pública “Raimundo Morais”, inaugurada no mesmo dia (Antonio Cantanhede, Achegas para a História de Porto Velho)
Dia 2 – Em 1776 – Começa a construção do Real Forte do Príncipe da Beira, hoje na região do município de Costa Marques (Francisco Matias – Pioneiros – Ocupação Humana e Trajetória Política de Rondônia)
Dia 2 – Em 1909 – À frente de uma comitiva formada por militares e cientistas, Rondon inicia, na serra da Juruena (MT), a caminhada para a Serra do Norte e o Rio Madeira (Amilcar Botelho de Magalhães, Pelos Sertões do Brasil)
Dia 3 - Em 1908 – O presidente da Província de Mato Grosso, Generoso Paes de Leme Ponce, assina a lei 484 criando o município de Santo Antonio do Rio Madeira (Esron Menezes, Retalhos para a História de Rondônia)
Inté outro dia, se Deus quiser!
Lúcio Albuquerque
Quarta-feira, 3 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
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