Quarta-feira, 15 de abril de 2026 - 07h36

Todo dia 15 de abril
é dia de lembrar do mais importante analista político que o jornalismo
rondoniense já produziu e que, 15 de abril iria bebemorar seus 77 anos, 33 dos
quais em Rondônia. Para lembrar a figura do PQ, pedi a jornalistas que com ele
trabalharam que fizessem um texto para lembrar dele, falecido em 2011.
MARA PRAGUASSU -
Paulo Queiroz e eu nos encontramos no Estadão do Norte. Foi lá meu primeiro
emprego como jornalista. Pura sorte. Leitor contumaz, generoso e companheiro,
aprendi com ele, um profissional que tinha prazer de orientar, ouvir, e
naqueles dias do final da década de 80 era uma estrela para nós por seu texto
primoroso e sua coluna sempre aguardada pelos que gostavam de acompanhar a
política.
PAULO RICARDO –
Iniciei no jornalismo conhecendo medalhões da área, a exemplo do Paulo Queiroz,
profissional de grande conhecimento e humildade. Quando terminava a coluna
Política em Três Tempo, no extinto jornal O Estadão do Norte, sempre mandava
para eu ler. Eu ficava até sem jeito, mas sempre dizia: "eu não escrevo só
pra mim. As pessoas têm que entender o que escrevo". Até hoje levo isso e
sigo seu exemplo.
Montezuma Cruz:
"Comadre, tu já é boa no rádio, será versátil aqui", disse Paulo
Queiroz à radialista Rejane Lima Verde, incumbindo-a de se familiarizar com o
noticiário internacional. Rejane não apenas aprendeu, como fechou diversas
edições do extinto O Guaporé, enquanto o chefe se deliciava nas noitadas do
Senado Bar, em frente ao jornal. Exibia seu talento na Coluna com retrato de
Bruna Lombardi (sim, era esse o nome), editava nossas matérias e descentralizava
sua obrigação diária, confiando o trabalho aos colegas de Redação. Ele era
assim.
Zacarias Pena Verde:
Em uma das movimentadas tardes na redação de O Estadão do Norte, na sede da Rua
Duque de Caxias, ao diagramar a coluna Política em Três Tempos, assinada pelo
brilhante Paulo Queiroz, li uma nota que criticava o governo, uma analogia ao
caos enfrentado pelo governante utilizando a obra do escritor irlandês Oscar
Wilde, "O Retrato de Dorian Gray", com uma vida de excessos, crimes,
corrupção, tornando-se perverso, enquanto sua aparência permanece impecável, no
retrato. Li o livro e vi que tudo que
Paulo escreveu fazia sentido.
ABDORAL CARDOSO – O
PQ era assim: Humilde, culto e cordial. Daqueles articulistas políticos argutos
e sagazes no enunciado de seus textos. Dava gosto lê-los e impressionava-me
sempre o estilo de redação, mesclando a linguagem culta e coloquial para tecer
seus enunciados e opiniões acerca dos temas abordados, para o deleite de uma
legião de leitores cativos. Obrigado, PQ, pela oportunidade e o
compartilhamento dos ensinamentos
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