Porto Velho (RO) domingo, 15 de julho de 2018
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Luciana Oliveira

Que maldição compromete a gestão do tucano Hildon Chaves? Por Luciana Oliveira


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Fosse a prefeitura de Porto Velho uma das empresas do prefeito Hildon Chaves (PSDB-RO), diriam que alguém ‘enterrou uma cabeça de jumento’ no Palácio Tancredo Neves para sabotar sua gestão.

A expressão popular é usada quando um negócio não vai bem e ninguém sabe por que. Vem da lenda de que o acasalamento de égua com jumento resulta em animal problemático. É, portanto, um lugar amaldiçoado o que abriga uma cabeça de jumento enterrada.

Com mais de 65% dos votos e com aliados em duas mesas diretoras eleitas na câmara de vereadores, Hildon tinha tudo para não terminar o primeiro ano tão anêmico.

As reformas que encaminhou foram aprovadas nos primeiros dias de governo e muitos vereadores até confessaram nem ter lido.

Ao fim de um ano o prefeito tucano sequer conseguiu montar uma equipe para “cuidar da cidade” como prometeu tão romanticamente em versos aos eleitores.

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11 secretários já despencaram e há perspectiva de que mais um não resista até o fim deste mês.

O Globo divulgou que “os prefeitos eleitos com a promessa de adotar, no setor público, o padrão de eficiência da iniciativa privada estão entre os que mais registraram trocas de secretários e dirigentes em 2017. Nelson Marchezan Júnior, em Porto Alegre; Hildon Chaves, em Porto Velho; e Rafael Greca, em Curitiba, são os recordistas de baixas.”

O entra e sai comprometeu as ações de secretarias importantes como a Semad, Semed, Semusa, Emdur, Semagric, Semisb, Semtran, CGM, Semfaz e a chefia de gabinete que supervisiona tudo.

Até o vice-prefeito chegou a ser afastado ao se envolver no esquema de propinas JBS, segundo delator. É uma sombra que assombra Hildon.

A instabilidade com o secretariado arruinou o plano emergencial que comoveu os eleitores de Hildon.

É mais um prefeito que prioritariamente nomearia uma equipe com “qualificação eminentemente técnica”.

Mais um que garantiu como primeira urgência uma “Tomada de Contas Especial”.

Não bastasse a falta de uma equipe comprometida, capaz de planejar e executar, o tucano acumulou durante o ano o desgosto de eleitores por medidas impopulares, a inimizade com vereadores da base aliada e o descontentamento do empresariado que tanto ajudou a catapultá-lo da lanterna à vitória na corrida eleitoral.

“Porto Velho deixa eu cuidar de você?”, dizia o tucano durante a campanha.

Quem disse sim, hoje se pergunta como.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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