Porto Velho (RO) sexta-feira, 19 de outubro de 2018
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Luciana Oliveira

Nota de Repúdio à desvalorização profissional dos interpretes de LIBRAS


Nota de Repúdio à desvalorização profissional dos interpretes de LIBRAS - Gente de Opinião

A Associação de Professores, Parentes, Amigos e Interpretes dos Surdos de Rondônia – APPIS em parceria com a Associação dos Surdos de Porto Velho – ASPVH, vem por meio desta, manifestar seu total repúdio ao ato do Governo do Estado de Rondônia e ao Campus Party, evento que acontecerá na cidade de Porto Velho entre os dias 01 e 05 de agosto deste ano, como primeiro evento da região norte evento esse reconhecido internacionalmente.

Pois para realização deste grandioso evento que necessita estar acessível a todos as pessoas com deficiência – PCD de acordo com o decreto 5626 de 22 de dezembro de 2005 e Lei 10098 de 19 de dezembro de 2000, no entanto ao tentar atender os Surdos que por ventura estarão no evento não demostraram o menor interesse para contratar interpretes de Libras devidamente habilitado.

No último dia 30 de julho enviou a Universidade de Rondônia um convite de voluntariado aos alunos do curso de Letras Libras aos quais respeitamos e acreditamos que logo estarão totalmente preparados para atuarem nos mais diversos setores atuando como excelentes TILS, porém para o momento lhes faltam experiência e o principal que é a fluência na língua e os organizadores ofereceram em troca do árduo trabalho a ser executado somente acesso VIP em troca do atendimento no stand relacionado ao Governo do Estado.

Tal ação desqualifica e desonra todos os profissionais interpretes e tradutores de Língua Brasileira de Sinais do Estado de Rondônia aos quais demandam de vários anos de investimento para se qualificar além de horas de dedicação para poder com maestria proporcionar a comunicação Portuguêsxlibras e librasxportuguês.

A profissão de interprete de Libras foi oficializada no dia 1º de setembro de 2010 através da LEI 12319 e tal profissional trabalha com referência em uma tabela devidamente homologada e reconhecida, não sendo pratica o trabalho voluntário para eventos oficiais e ou privados.

Pedimos ao Governo do Estado de Rondônia e principalmente a Organização do Campus Party que revejam sua postura de valorização profissional e atendimento legal as leis brasileiras no que se trata a acessibilidade para todos PCD’s que estarão ou não no evento.

Na luta por reconhecimento profissional e pela inclusão igualitária de todos, estamos juntos e somos um só corpo!

William Sestito​​​​
Vice Presidente APPIS​​​

Danilo Ramos da Rocha
Presidente ASPVH

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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