Quarta-feira, 20 de maio de 2009 - 10h12
Vencido o prazo da licença provisória para as obras preliminares da Usina de Jirau a empresa Energia Sustentável do Brasil cruzou os braços dos seus 3 mil empregados, enquanto aguarda a liberação pelo Ibama, da licença para a construção – licença definitiva – e que, segundo o Ministro Minc, deve sair nos próximos dias.
Apesar do contratempo, a empresa aguarda com o pessoal mobilizado, sem riscos de demissões e mantendo ativos os trabalhos como coleta de informações, sobre peixes e plantas, determinação e tratamento dos sítios arqueológicos. O canal de comunicação com o governo do estado, prefeitura municipal de Porto Velho e funcionários, continua aberto num clima de absoluta normalidade até por acreditar na promessa do ministro Carlos Minc.
Todas as obras autorizadas pelo Ibama a partir da liberação da licença provisória já foram executadas e, mesmo que uma renovação da licença viesse a ocorrer, nenhum outro serviço poderia ser feito, já que as novas obras dependem da licença final e que, em tese, só pode ser concedida pelo Ibama.
Ocorre porém, que o Ibama dividiu a responsabilidade que lhe caberia, ao permitir que o Estado de Rondônia e a Prefeitura de Porto Velho negociassem diretamente com o consórcio construtor – algo inédito – as compensações e o estabelecimento de medidas mitigatórias nos impactos sociais. Sem uma pauta definida pelos dois entes públicos, as negociações avançam de forma lenta e, a cada rodada, outros pleitos são colocados, estendendo-se a pauta e esticando-se o prazo para o se efetuar o fechamento.
Em visita a Rondônia para tratar do assunto Flona Bom Futuro (Clique e veja vídeo no Opinião TV), o Ministro arriscou um palpite de que até a próxima sexta feira a licença de construção da Usina de Jirau esteja enfim assinada.
Vale lembrar que o governadorCassol encontra-se viajando e que cabe a ele a palavra final, visto que parte da área onde será instalada a Usina – Reserva do Rio Vermelho – entrou como moeda de troca na questão da Flona Bom Futuro.
Ontem o ministro Carlos Minc optou por uma saída light e estratégica dando um prazo de seis meses para a desintrusão da área e a retirada dos criadores que têm mais de 300 cabeças, o que em parte reduz a pressão política que envolve o assunto. E na briga da maré com o rochedo, Jirau entrou na desconfortável condição de marisco.
Fonte: Léo Ladeia/Gentedeopinião
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