Domingo, 8 de abril de 2012 - 18h48

A vitória da ex-senadora Fátima Cleide no segundo turno das prévias do PT, neste domingo, projeta desde já uma aliança com o PMDB, indicando o vice. Tudo sob medida, já que o PMDB chutou suas definições para julho, esperando uma vitória da ex-senadora. Também é possível que o PDT, mais adiante, entre na coalizão.
Não se sabe como a facção liderada pelo prefeito Roberto Sobrinho conseguiu perder a parada. No primeiro turno Sobrinho jogou contra suas traves, lançando dois candidatos e rachando os votos da sua ala, facilitando o resultado para a ex-senadora. No segundo turno, mesmo comprovando ter ampla maioria no Diretório Municipal, com os votos dos seus dois ungidos, ele deixou passar ao segundo turno justamente a candidatura de Cláudio Carvalho – impedido de disputar as eleições caso vitorioso na escolha - já que teve suas contas rejeitadas pela justiça eleitoral. Com tantos equívocos, para dar e vender, não deu outra.
Tem coisa ainda para ser explicada mais a frente sobre o que ocorreu neste domingo, porque nunca na história das articulações políticas em Rondônia, se errou tanto neste campo. Sobrinho errou mais que o personagem Cebolinha de Mauricio de Souza, na sua eterna luta contra Mônica. Ou ele não é tão “cabaço” assim como ficou parecendo? Pode ser, cara pálida leitor, que Sobrinho foi obrigado – por instâncias superiores – a perder. Se foi isto, o prefeito engoliu goela abaixo, via Diretório Nacional, a candidatura de Fátima Cleide.
De qualquer forma a ex-senadora reverteu um quadro que lhe era desfavorável tanto no primeiro como no segundo turno. Sua vitória garante ao partido o que de melhor existe nos seus quadros para a difícil disputa a prefeitura da capital. Seu desafio agora será juntar os cacos da legenda - e ela esta disposta a esquecer todos os desaforos e agir como uma grande mãe petista - e seguir em frente.

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