Quinta-feira, 4 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Carlos Sperança

Uma coluna sem papas na língua - 20/02/08


Sucessão nas ruas

Uma coluna sem papas na língua - 20/02/08 - Gente de OpiniãoAno eleitoral e os políticos ficam mais animados, como pintos no lixo, fazendo conchavos, trocando juras falsas de fidelidade, e na medida no possível, azarando seus tradicionais adversários. Existem articulações já andando para definições importantes nos principais colégios eleitorais do estado.

Jogando bruto

Uma coluna sem papas na língua - 20/02/08 - Gente de OpiniãoNos bastidores, fala-se que o PTB, partido que vai abrigar o governador Ivo Cassol se prepara para jogar bruto nos maiores pólos eleitorais do estado. A intenção é conquistar a prefeitura de Cacoal com o ex-deputado federal Niton Capixaba e em Ariquemes, com o atual deputado federal Ernandes Amorim.

Penca de reforços

Uma coluna sem papas na língua - 20/02/08 - Gente de OpiniãoPelo menos nove deputados estaduais estão se preparando para anunciar  seu apoio ao pré-candidato a prefeito de Porto Velho Mauro Nazif (PSB). Alguns, diga-se de passagem são ligados a base de sustentação do governador Ivo Cassol. Trocado em miúdos: estão deixando Lindomar Garçon (PV) na mão...

Acordos alinhavados

Uma coluna sem papas na língua - 20/02/08 - Gente de OpiniãoNa base de sustentação cassolista muita gente entende que o nome escolhido deve ter mais credibilidade, ser mais verdadeiro. Recentemente, até o presidente regional do PSDC Edgar do Boi se queixava que dificilmente seu partido entraria num acordo com o representante do Partido Verde. 

Guerra a vista!

Uma coluna sem papas na língua - 20/02/08 - Gente de OpiniãoOs clãs políticos se dividiram em Ouro Preto do Oeste: o deputado estadual Ale Textoni (PTN-Bacia Leiteira) vai apoiar o nome do seu irmão Jaques Textoni ou do empresário Marcelino do Café a sucessão do prefeito Brás Rezende. Do outro lado,  ex-prefeito Carlos Magno (DEM) já se organiza para a disputa.

Boatos em Cacoal

Em Cacoal a dinastia Nery não gostou nem um pouco dos boatos dando conta que a vereadora Glaucione Neri (PSDC) sairia de vice na chapa do ex-deputado federal Nilton Capixaba (PTB) na sucessão da prefeita Sueli Aragão. Na verdade, Glaucione não quer ser vice de ninguém e se articula para entrar na parada pelo Palácio do Café.

Jogo de raposas

Uma coluna sem papas na língua - 20/02/08 - Gente de OpiniãoPara quem gosta de política é interessante acompanhar os desdobramentos das articulações em Ji-Paraná. O governador Ivo Cassol e o presidente da Assembléia Legislativa Neodi Carlos querem Joarez Jardim de vice do Prefeito José Bianco. Já, se depender de Bianco, seu vice continuará sendo o atual vice Assis Canuto e ponto final.

Forçando a barra

Uma coluna sem papas na língua - 20/02/08 - Gente de OpiniãoNo teatro político, Ivo faz cara feia e lembra que já ganhou uma vez de Bianco (ao governo em 2002) e não custa ganhar outra, em pleno quintal bianquista, desta vez apoiando Jardim. O desaforo foi grande, mas pelo que se vê Bianco, mesmo com a faca na garganta não arreda o pé: quer algum de mais confiança no Palácio Urupá. O que vai prevalecer, ninguém ainda sabe...

Orgulho ferido

Uma coluna sem papas na língua - 20/02/08 - Gente de OpiniãoOs deputados estaduais andam com o orgulho ferido. Aprovaram a realização de plebiscito na Ponta do Abunã, para a emancipação do distrito de Extrema e a justiça eleitoral deixou a coisa de lado, como se a coisa não fosse com ela. O Parlamento estadual vai voltar a carga já que tem vários deputados envolvidos com a proposta da emancipação.

Frentão em Pimenta

Uma coluna sem papas na língua - 20/02/08 - Gente de OpiniãoO PSB busca alianças em Pimenta Bueno para vitaminar a  pré-candidatura da ex-prefeita Ines Zanol. Os entendimentos seguem com vários partidos, mas o apoio mais cobiçado é de Brito do Incra, que vai ficar de fora nesta temporada pela disputa do Palácio Barão do Melgaço. É uma dupla de peso.

Do Cotidiano

Os níveis do agronegócio

Se indaga neste Brasil varonil como aproveitar todo esse potencial de riquezas deste país para que elas não se esgotem? Como assegurar a sustentabilidade, de forma que no futuro as novas gerações também possam extrair da natureza riqueza e desenvolvimento?

Toda contribuição será bem-vinda a esse debate. Neste momento enfocamos a contribuição do empresário Carlos Adílio Maia do Nascimento, diretor da Empresa Nacional de Tecnologias Limpas e integrante do Conselho Temático de Meio Ambiente da Confederação Nacional da Indústria. “Apesar do agronegócio já movimentar um capital maior do que o setor de petróleo”, diz ele, “ainda existe uma distorção importante que precisa ser corrigida na cadeia”.

Para Nascimento, a cadeia do agronegócio se divide em três níveis: “Antes da porteira, dentro da porteira e depois da porteira”. A seu ver, a distorção que se nota está exatamente na distribuição do capital entre os três níveis, pois o capital está ficando concentrado depois da porteira. E dentro da porteira, onde está o produtor, que é quem corre todos os riscos, está diminuindo o volume de capital. “Vê-se então uma concentração da renda para a agroindústria (o depois da porteira), e diminuição da renda para o produtor e para o antes da porteira também (o setor fornecedor de maquinário, equipamentos, mantimentos etc)”.

Isso ocorre porque o produtor é quem compra a máquina, o adubo, os agroquímicos. Assim, se o produtor está empobrecendo, o setor que é mantido por ele também está empobrecendo. As distorções desse cenário que Nascimento descreve magnificamente como “o antes, o dentro e o depois da porteira” precisam ser corridas, segundo sua receita, disciplinando a cadeia toda, entendendo que sua força depende da força do elo mais fraco: “A cadeia pode ser extremamente forte, mas se tiver um elo fraco, arrebenta ali”.

O Brasil pode produzir muito mais alimentos e não precisa substituir áreas com produção de comida por uma nova monocultura, da produção de álcool em quantidades absurdas. Atualmente. Ocupamos com agricultura apenas 47 milhões de hectares, quando temos um potencial de 170 milhões de hectares disponíveis para ser cultivados. Isso sem comprometer a Amazônia, Mata Atlântica, Pantanal ou áreas de preservação ambiental – apenas utilizando áreas apropriadas para fazer agricultura.

Essa lição, oferecida por um experiente homem de negócios, um agricultor consagrado e um especialista em tecnologias limpas, vem a calhar para a Amazônia, onde há um entrechoque entre a preservação a todo custo e o lucro a todo transe, quando na verdade é possível preservar e lucrar desde que haja sabedoria na condução do processo de desenvolvimento.

Uma coluna sem papas na língua - 20/02/08 - Gente de OpiniãoVia Direta

*** O programa de regularização fundiária de Porto Velho prevê a entrega de 11 mil escrituras em 2008 *** Mesmo sem romper com a administração do prefeito Roberto Sobrinho, o PC do B lançou seu candidato a prefeito em Porto Velho *** Os vermelhinhos querem demonstrar independência, mas continuam empoleirados no IPAM.    

Fonte: [email protected]

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

Gente de OpiniãoQuinta-feira, 4 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Senador Marcos Rogério na ponteira e Adailton Fúria e Hildon Chaves estão na briga pela segunda vaga

Senador Marcos Rogério na ponteira e Adailton Fúria e Hildon Chaves estão na briga pela segunda vaga

Sem ferrãoQuando até os direitos dos condenados são defendidos com apetitosas reduções de penas, como se viu no episódio da dosimetria (nome pomposo

O clima eleitoral ainda está longe de esquentar, as coalisões de Hildon Chaves e esposas concorrendo

O clima eleitoral ainda está longe de esquentar, as coalisões de Hildon Chaves e esposas concorrendo

Nó na borrachaO desenvolvimento da ciência diariamente põe abaixo antigas crenças, da mesma forma que remotamente comprovou que a lua, o sol e fenô

Super El Nino em Rondônia, Acre e Amazonas e a crise do leite

Super El Nino em Rondônia, Acre e Amazonas e a crise do leite

Voando altoQuem conhece a Amazônia, ainda que superficialmente, não desconhece a presença dos nevoeiros que pairam sobre a floresta. O que nem todos

Reforçando paliçadas, convenções partidárias de julho e buscando a ressurreição política

Reforçando paliçadas, convenções partidárias de julho e buscando a ressurreição política

Desafio geracional Se o tão temido El Niño gigante realmente vier e em sua passagem condenar as grandes árvores amazônicas haveria algum jeito de q

Gente de Opinião Quinta-feira, 4 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)