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Gente de Opinião

Carlos Sperança

Uma coluna sem papas na língua 11/10/09


 

As alternativas

O governador Ivo Cassol já definiu três opções para escolher entre elas seu candidato a governador em 2010: o senador Expedito Júnior (PR), o presidente da Assembléia Legislativa Neodi Carlos (PSDC) e o atual vice-governador João Cahula atualmente no PPS, mas já buscando nova legenda.

Correndo trecho

Cassol já começou a correr trecho com seus três ungidos pelo estado afora. A corrida sucessória esta deflagrada e o nome que estiver melhor nas pesquisas entre Expedito, Caula e Neodi, em meados do ano que vem, terá sua benção para a peleja de 2010. Mais uma vez Ivo salta na frente na estratégia, enquanto a oposição ainda não se entende.

Em Abunã

Os cassolistas estrearam a composição de nomes, já com  vistas às eleições de 2010, em Abunã, numa grande concentração na semana passada. Como não poderia deixar de ser, desceram a lenha nos petistas, especialmente no prefeito Roberto Sorinho (entre os cassolistas ninguém tem medo de Fátima ou Valverde, pelo jeito).

Olho na concorrência

Enquanto começam a correr trecho no estado em busca de apoio, numa  espécie de prévias, Neodi, Cauhla e Expedito comemoram o racha petista entre os nomes de Sobrinho, Fátima e Valverde. Mais ainda: torcem para que não saia uma aliança PT-PMDB, o que tornaria a coalizão oposicionista mais forte para o embate sucessório.

Projetando Dilma

O encontro programado pelo presidente Lula com os prefeitos brasileiros, nada mais é do que um lançamento da pré-candidatura presidencial da ministra Dilma Roussef para 2010. Os petistas vão ficar bem atentos com a repercussão do nome da ungida do Palácio do Planalto, já que ela terá a difícil tarefa de enfrentar  o tucano José Serra no ano que vem.

Pobre contribuinte

Levantamento do Congresso em Foco demonstra claramente os abusos nos gastos da Câmara dos Deputados. Pobre contribuinte brasileiro! Só no ano passado o Poder Legislativo gastou com despesas dos parlamentares algo em torno de R$ 84 milhões. O valor representa um acréscimo de R$ 78, 5 milhões com relação a 2007.

A maternidade...

Para demarcar território – ou relatar a maternidade das obras, como queiram – a senadora Fátima Cleide (PT-RO) espalhou outdoors pela capital tratando da construção dos viadutos. Vamos ver se logo em seguida não se discutirá também a “paternidade”, como já ocorreu em casos da construção das pontes sobre o rio Madeira, que acabaram, não saindo.

As heranças

Ainda é grande a chiadeira de alguns prefeitos rondonienses, eleitos no ano passado e que tomaram posse em janeiro, com relação à herança que receberam dos seus antecessores. De Zé Rover em Vilhena, a Élson em Buritis e Romeu Reolon em Alto Paraíso, a choradeira é grande. Nada, no entanto, se compara com o abacaxi recebido por Alex Textoni em Ouro Preto do Oeste.

Mosca na sopa?

A disposição dos cassolistas debandarem do PPS, partido que foi ocupado para a disputa ao governo rondoniense em 2006, demonstra claramente que o presidente regional do partido, deputado federal Moreira Mendes não esta disposto a permitir que a agremiação se transforme em barriga de aluguel para os projetos do Palácio Presidente Vargas em 2010.

Criando asas

Com boa performance na Câmara Federal – é um dos mais atuantes – Moreira Mendes aos poucos vai cortando os laços umbilicais com o governo estadual, se tornando uma liderança independente. Bem postado no Vale do Jamari, onde bateu até o caudilho regional Ernandes Amorim em 2006, Moreira poderá ser atraído para o palanque da oposição em 2010. Seu passe esta valorizado nos meios políticos.  

 

Do Cotidiano

A bagunça fundiária

Uma coluna sem papas na língua 11/10/09 - Gente de OpiniãoPara tentar resolver o emaranhado de problemas relativos à regularização fundiária na região Norte, o governo Lula lançou o Plano Amazônia Sustentável-PAS. Visando dar o pontapé inicial no programa, veio a Rondônia o ministro de Assuntos Estratégicos Roberto Mangabeira Unger, que antes de chegar a Machadinho do Oeste – numa das regiões cheias de grilos onde ponteiam as madeireiras repletas de irregularidades – admitiu a existência de um caos fundiário na Amazônia. 

O desafio é enorme. Sabe-se que apenas 4 por cento das posses de terras na região têm situação jurídica esclarecida. Em Rondônia, enormes latifúndios foram grilados e as invasões de terras públicas se sucedem nos parques e reservas nacionais.

Mangabeira Under acredita que se a questão fundiária for resolvida na Amazônia será possível então, se instalar uma agricultura de alto valor agregado, pecuária intensiva e manejo sustentável.

É uma tarefa e tanto. O plano de Unber chegou a ser considerado utópico, mas sua execução sequer começou e o ministro se mostra disposto a levar um plano de regularização fundiária até o fim. Dos sete eixos que dividem o plano em regularização fundiária e zoneamento ecológico e econômico, em Rondônia será inicialmente atingida a região de Porto Velho e no Amazonas, a região sul do estado, polarizada por Humaitá.

Ao mesmo tempo em que vai se trabalhando na regularização fundiária, o governo da União vai adotar medidas contra o desmatamento, incentivos aos pequenos produtores que atuam nas zonas de transição entre a floresta e o cerrado, a reorganização da agricultura e da pecuária, a instalação e unidades industriais de transformação florestais, a implantação de transporte intermodal, além de recursos para ciência e tecnologia.

Num segundo passo, Mangabeira Unger pretende reunir governadores e secretários de estado para discutir uma estratégia de trabalho ao lado das forças do governo federal. Com um marco regulatório delineado, pretende-se levar adiante o plano.

Com Machadinho do Oeste, Rondônia conta com um laboratório para o lançamento do plano: ocorre que trata-se de uma região  que concentra toda problemática amazônica (desde a regularização fundiária, aos grilos, madeireiras irregulares etc), tanto para florestas, como de cerrados.

Via Direta

*** Já visitando as igrejas evangélicas, seu maior reduto, Nilton Capixaba não perde tempo *** Seu objetivo é retornar à Câmara Federal em 2010 *** Na falta de oposição no âmbito de Porto Velho, o ex-deputado Edson Gazoni tomou a iniciativa *** Ocupa com inteligência um espaço que deveria ser tomado por vereadores da oposição *** Quem anda sumido do pedaço é o ex-deputado federal Mirandinha.  

Fonte: Carlos Sperança / www.gentedeopiniao.com.br 
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* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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