Quinta-feira, 30 de abril de 2020 - 15h59

A
confusão que varre o Brasil por conta da Covid-19 e das escaramuças palacianas criou
muita incerteza. O país passou o ano de 2019 esperando zerar o déficit nacional
e confiando que iria crescer pelo menos 3% em 2020 e tudo se desvaneceu, menos a
previsão de mais fumaceira com queimadas.
Ficou
difícil, mesmo para as mentalidades mais otimistas, acenar com previsões
positivas no olho do furacão de uma crise, mas arrancar os cabelos e rasgar as
vestes nunca trouxe soluções. Elas vêm, sempre, do desenvolvimento da ciência. Também
no caso das queimadas, há a expectativa de que a ciência, cuja capacidade de
constatar e denunciar queimadas aumentou tanto, traga também respostas para
reduzi-las, via tecnologia.
Por
ora, entretanto, as evidências são de que o cenário de 2019 pode se repetir. A
expectativa de que uma ação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) possa conter os
incêndios criminosos não evita as queimadas aceitas para limpeza de áreas, correção
de pastagens e outros casos.
Ser
aceitas não significa isentas de causar poluição atmosférica e há padrões de
qualidade do ar fixados pela Organização Mundial de Saúde, mas enquanto a
ciência não inventar algo mais rentável, o fumacê corretivo continuará. Agora
com eventuais surtos de insuficiências respiratórias atribuídos mais à Covid-19
que à Seca-20. A estação dirá.
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Nossa economia
O
recuo na arrecadação do ICMS ameaça os municípios rondonienses já com problemas
para pagar o funcionalismo. Até os municípios maiores, como Porto Velho, Ariquemes,
Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena já se ressentem com a queda de tributos e também na
arrecadação do Imposto Predial Territorial Urbano-IPTU que mesmo com descontos
tem sido caloteado. Com parte do comércio já operando, os alcaides esperam uma recuperação
a médio prazo.
Salvando a pele
No
entanto, na área econômica, o estado de Rondônia se ressente menos dos reflexos
negativos do coronavírus, mesmo com a queda na arrecadação de impostos do
comércio e serviços. Ocorre que o agronegócio num todo, principalmente a
pecuária – com a exportação de carnes
para outros países – e o cultivo da soja ( majoritariamente para o mercado
chinês) tem compensado a queda na arrecadação. Com isto o capeta não ficou tão
feio em solo rondoniense. Temos uma luz ao final do túnel.
Haja festas
Seguem
as festas em Porto Velho mesmo com as restrições da saúde com a pandemia do
coronavirus. Não é a toa que a capital rondoniense tem curva ascendente e os
números tem mostrado isto e projetado uma desgraceira. Se a desobediência dos
ditames da OMS continuarem por aqui não haverá covas suficientes para atender a
demanda de mortos, mesmo com a ampliação do cemitério de Santo Antônio, o
chamado Tonhão II. Rondônia tem um dos piores índices de distanciamentos do
Brasil na pandemia. É lamentável.
Fora da peleja
Ao
contrário do que foi divulgado na coluna durante a semana, por fonte não
fidedigna como se comprovou, o deputado estadual Laerte Gomes (PSDB),
presidente da Assembleia Legislativa não vai disputar a prefeitura de
Ji-Paraná. Neste momento o presidente da Casa de Leis dedica seus esforços, com
os parlamentares, para combater a pandemia do coronavírus e administrar o Poder
Legislativo com austeridade. Com isto tem conseguido bons resultados, como o
pagamento rigosamente em dia do funcionalismo.
Dois projetos
O
senador Confúcio Moura (MDB-R) apresentou durante a semana dois projetos interessantes
no Congresso Nacional. O primeiro destinando aos recursos oriundos de
apreensões de drogas e lavagem de dinheiro para combater o novo coronavírus,
justificando a necessidade de mais verbas para a saúde. Já o segundo projeto
elaborado, garante a oferta de residências temporárias para mulheres e crianças
vítimas da violência doméstica. As matérias já em tramitação, precisam ainda passar
nas comissões técnicas do Senado.
Via Direta
*** Rolou gozações na aldeia sobre a
iluminação na BR 364: a reinauguração teria custado mais caro que a obra. Coisa
de louco!*** Os políticos “macacos velhos” estão voltando para a disputa das
eleições municipais de 2020 em Rondônia *** Os ex-prefeitos Ernandes Amorim em
Ariquemes, Carlos Magno em Ouro Preto do Oeste são alguns deles como Toninho
Geraldo em Presidente Médici *** Na
capital, a campanha deste ano está morna e sem definições, mas as especulações
em torno de novos nomes continuam enquanto se aguarda uma decisão do favorito Leo
Moraes (Podemos) que já admite preferir continuar na Câmara dos Deputados até o
fim do mandato ***Não seria causa de espanto, já que a prefeitura de Porto Velho
vem se tornando uma verdadeira catatumba
para os políticos *** Os primeiros dias
da reabertura do comércio em Porto Velho não foram dos melhores no centro
histórico *** Mas os dirigentes lojistas estão otimistas para o Dia das
Mães uma data infalível para o comércio rondoniense.
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