Sábado, 5 de junho de 2010 - 06h48
| Há 25 dias do encerramento das convenções partidárias e a corrida sucessória estadual ainda apresenta uma carrada de indefinições. Veja um panorama geral das possíveis candidaturas, que por serem muitas e de regiões diferentes, já sinalizam para uma eleição em dois turnos em Rondônia. |
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Nosso eleitorado
Com quase 1,2 milhão de eleitores, Rondônia vai eleger seu governador pelo voto direto pela sétima vez. O primeiro governador eleito pelo estado foi Jerônimo Santana em 86; o segundo Oswaldo Piana em 90; o terceiro Valdir Raupp em 94; o quarto foi José Bianco m 98; e a partir de 2002, só Ivo Cassol na cabeça, reeleito em 2006.
Influência dos migrantes.jpg)
Detentor de dois terços do eleitorado, o pujante interior rondoniense tomou conta do poder desde 94. O interior é habitado majoritariamente por migrantes paranaenses, gaúchos, catarinenses, mineiros e capixabas, enquanto na capital, Porto Velho, predominam os rondonienses da gema, os migrantes paraenses, amazonenses, acreanos, com forte influência da migração nordestina, especialmente dos cearenses e paraibanos.
Capital X Interior
Desde 1994, quando Valdir Raupp galgou o Palácio Presidente Vargas, sede do governo estadual, que a capital não emplaca um governador. Já virou um tabu eleitoral. Ocorre que é enorme o bairrismo dos migrantes do interior, que são sulistas e que fazem até campanha para votação nos candidatos locais. Nem campeões de votos de Porto Velho como Chiquilito Erse, conseguiram romper esta barreira. Abaixo os pré-candidatos.
João Cahulla (PPS –Rolim de Moura)
O atual governador disputa a “reeleição”, depois de substituir Ivo Cassol. É o pré-candidato da coalizão denominada Frente Popular Progressista, que reúne nove partidos e tem como sua maior arma, o apoio do ex-governador que ainda é um dos políticos mais populares no estado. A maior dificuldade de Cahulla tem sido manter a unidade de uma aliança tão grande onde todos querem indicar o vice.
Eduardo Valverde (PT –Porto Velho)
O petista Eduardo Valverde tem como fator propulsor na sua campanha o apoio do presidente Lula e do prefeito Roberto Sobrinho, o petista mais popular no estado. É uma candidatura que ainda não decolou, mas nos últimos anos o PT tem se revelado um partido de chegada. Seu maior problema é ganhar no interior, muito bairrista.
Acir Gurgacz (PDT–Ji-Paraná)
O senador da BR entra na peleja com forte respaldo na região central do estado e tem como carta na manga a fidelidade de Ji-Paraná - onde já foi prefeito. Lá, na eleição ao Senado fez 70 por cento dos votos. É forte também na capital onde emplacou 31 por cento dos votos em 2006. Desafio maior: melhorar a performance no Vale do Jamari, no Cone Sul e Vale do Guaporé.
Expedito Júnior (PSDB- Rolim de Moura)
Abriu a jornada liderando a corrida sucessória. Foi o primeiro candidato a entrar em campanha. Além de pontear na sua base, as regiões do Café, Zona da Mata, e Médio Guaporé, ele tem um bom desempenho nas demais regiões. Dificuldade: tem a maior rejeição entre os candidatos e com isso pode perder fôlego na reta final.
Confúcio Moura (PMDB -Ariquemes)
O ex-prefeito esta fazendo o dever de casa para galgar uma vaga ao segundo turno: esta bem posicionado nas regiões do Vale do Jamari e Bacia Leiteira e entrou bem no eleitorado de Porto Velho, onde penetra forte na seara do concorrente petista Eduardo Valverde. Desafio: manter a boa largada. Os concorrentes já estão no seu encalço.
Candidatos de Vilhena
Vilhena é a cidade que poderá patrocinar dois candidatos na temporada: o ex-prefeito Melki Donadon (PHS), considerado um balão de ensaio para ser vice de algum candidato ao governo de ponta, e Rosangela Cipriano (PSOL), um nome ainda pouco conhecido no restante do estado.
Do Cotidiano
As grandes disputas
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Desde a criação do estado e as primeiras eleições gerais que a capital e o interior de Rondônia medem forças no campo político. Além da predominância interiorana, na eleição de mais governadores, ela se dá também, na eleição de mais senadores, deputados estaduais e até de presidentes da Assembléia Legislativa.
Competentes, os políticos caipiras, além de se manterem fortes em suas bases, acabam com o tempo firmando redutos também na capital, como foram os casos de Bianco, Raupp, Cassol, Acir, Confúcio, Expedito etc.
Com a força da maioria dos eleitores, o interior tem emplacado a maioria dos presidentes da Assembléia Legislativa. A rigor, apenas Oswaldo Piana e Amizael Silva, conseguiram a proeza de faturar o cobiçado cargo no parlamento estadual. Sidney Guerra (Jaru), Marcos Donadon (Vilhena), Silvernani Santos (Jaru), Natanael Silva (Ariquemes), Carlão de Oliveira (Alta Floresta), e atualmente Neodi Carlos (Machadinho do Oeste) representam o poderio na roça.
A maioria dos senadores eleitos, desde 82, galga Brasília através do interior. Claudionor Roriz, Galvão Modesto, Ronaldo Aragão, José Bianco, Ernandes Amorim, Expedito Junior, Valdir Raupp e Acir Gurgcz.
Na Assembléia Legislativa a disparidade é enorme. Mesmo com seus quase 280 mil eleitores, a capital conta com apenas cinco representantes, sendo os 19 restantes, todos com bases interioranas. O que chama atenção municípios pequenos garantindo representatividade nos últimos pleitos, casos de Ministro Andreazza, Cerejeiras, Presidente Médici, Alta Floresta, mais recentemente Machadinho do Oeste, Montenegro, Urupá e São Miguel do Guaporé.
A capital tem raras vitórias contra o interior. Numa delas, aconteceu na grande “Batalha do Rio Madeira”: Nos idos 80 o governador Jerônimo Santana, queria se transformar num JK amazônico e mudar a capital de Porto Velho e construir uma nova capital do interior. Graças às articulações de Amizael Silva, com o apoio de Silvernani Santos, que a coisa não vingou. No mais, os políticos da capital não têm derrotado os interioranos nem em campeonatos de cuspe a distância há duas décadas...
Via Direta
*** Com o contingenciamento de recursos no orçamento da União pergunta-se como ficarão obras de peso em Rondônia como viadutos, pontes etc? *** Afinal, sempre que pinta os cortes no Ministério do Planejamento, Rondônia paga o pato *** Na agenda política deste final de semana o PMDB de Confúcio Moura se reúne em Ji-Paraná e o PC do B de Davi Chiquilito em Porto Velho.
Fonte: Carlos Sperança.
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