Sexta-feira, 24 de outubro de 2008 - 01h39
As vitórias do prefeito Roberto Sobrinho na capital, do padre Franco em Cacoal, mais o crescimento do partido em pequenos e médios municípios do estado, encheram os petistas de esperanças para a tomada do Palácio Presidente Vargas para 2010. O partido em expansão, as obras no estado e a presença de Lula no palanque, transformam realmente o PT numa legenda de ponta para o próximo pleito.
Por outro lado, dificilmente os petistas terão ao seu lado o PMDB e o PDT, no mesmo palanque já que as agremiações também tencionam projetos solos para daqui há dois anos, e, além disto, o lado governista com o governador Ivo Cassol (sem partido) se lança ao seu maior desafio: eleger o seu sucessor, se eleger ao Senado e levar nas costas mais um senador, uma verdadeira façanha.
O PT com Roberto Sobrinho, Fátima Cleide ou Eduardo Valverde, o PMDB com Confúcio Moura ou Marinha Raupp, o PDT Com Acir Gurgacz, os governistas com Bianco, Expedito ou Cauhla, é apenas um quadro inicial, projetado para 2010, que pode ser alterado substancialmente já que todo mundo –menos os petistas – tem conversado com todo mundo.
Nos bastidores, se sabe que o prefeito eleito de Ouro Preto do Oeste Alex Testoni (PTN) aspira ser candidato ao governo em 2010. Ele estaria disposto até a ceder à prefeitura da Bacia Leiteira, num acórdão, para a peemedebista Joselita Araújo, tendo como escudeiros ao Senado Ivo Cassol e Valdir Raupp. A hipótese é improvável – ao meu ver até absurda - mas também, era absurdo e improvável que Raupp e Cassol se unissem para apoiar Testoni em Ouro Preto do Oeste, o que acabou ocorrendo.
Por causa de rivalidades tribais bem definidas entre o interior e a capital, Porto Velho não emplaca governador desde 1990. Com dois terços do eleitorado do estado, o interior rondoniense é colonizado por migrantes sulistas, mineiros e capixabas, é o dono da bola e tem sapecado mais senadores, governadores e maioria na Assembléia Legislativa.
Para alçar o Palácio Presidente Vargas, com chances de sensibilizar o eleitorado caipira, o PT ainda não criou um nome a altura de um Cassol, Bianco, ou Acir. E retirar Sobrinho do Palácio Tancredo Neves para disputar o governo, ao mesmo tempo ceder à prefeitura da capital ao PMDB, é uma operação de grande risco para os petistas, já que o povo do interior é bairrista e não vota em nome da capital. Os petistas tem a faca e o queijo, mas também enfrentam obstáculos quase intransponíveis para dar a grande bocada... CLIQUE E LEIA A COLUNA SEM PAPAS NA LÍNGUA DO JORNALISTA CARLOS SPERANÇA.
Fonte: Carlos Sperança/Gentedeopinião
csperanca@enter-net.com.br
Sábado, 7 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
Constata-se uma guerra entre alguns vereadores de Porto Velho com os secretários municipais
Ressuscitar ou protegerUma espécie de primo dos pombos que desaprendeu a capacidade de voar, o pássaro dodô foi considerado extinto há séculos e só

Hildon Chaves fazendo as contas e a representatividade eleitoral da capital
Trump assustaDepois da ação cinematográfica dos EUA de sequestrar Nicolás Maduro dentro do esconderijo mais protegido na Venezuela, o mesmo pode aco

Marcos Rocha é favorito na composição de chapas ao Senado
A bandeira das TRsNossa bandeira jamais será vermelha, sem dúvida, mas “Brasil” significa madeira avermelhada, da cor da brasa. A ibirapiranga é só

A candidatura de Expedito Neto pelo PT não colou
Peixões na redeQuando for contada no futuro a história da polarização Lula x Bolsonaro, uma das conclusões será que apesar de seus adeptos se vigia
Sábado, 7 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)