Porto Velho (RO) sexta-feira, 22 de novembro de 2019
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Gente de Opinião

Antônio de Almeida

Queda de braços entre Poderes


O Poder Judiciário do Brasil, evidenciado pelo super-poder do Supremo Tribunal Federal (STF), potencializado com a obstinação do ministro Joaquim Barbosa — responsável direto, inquestionável, pelo resultado satisfatório do julgamento do Mensalão e, consequente, condenação de 25 acusados, com prisão de parte destes, com acertos e atropelos,  bombardeios  e críticas de juristas de vários quilates e dos próprios ministros-membros do colegiado do STF,

Por outro lado, o Poder Legislativo do Brasil, representado na pessoa do presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que busca, a todo custo, defender os interesses políticos de seus pares, e ameaça descumprir orientações do STF, quando promete colocar em votação a cassação do mandato do Deputado  licenciado, José Genuíno, ex-presidente Nacional do PT e, agora, preso na qualidade de réu do Mensalão. Em contrapartida, o presidente do Legislativo fala em aposentadoria para o mencionado parlamentar, diagnosticado por uma junta médica especializada, como sendo portador de uma “doença muito grave”, e tratativas estão sendo feitas para que o Deputado preso e enfermo passe a ter um tratamento diferenciado e adequado, com atendimento em prisão domiciliar.

Enquanto os poderes constituídos se conflitam e se desgastam, as consequências serão depositadas na conta da qualidade de vida da sociedade brasileira, que trabalhou para eleger o seu candidato, que produziu e gerou impostos que pagam os altos salários de políticos e magistrados,  que bancam as mordomias de ambos, extensivos aos seus funcionários dos mais diversos escalões, de ambos os poderes — que de acordo com a Constituição Federal são indispensáveis para que a população possa desfrutar de todos os benefícios, inclusive viver em paz, em harmonia e com segurança. Quando o cidadão necessita dos benefícios para atender suas necessidades básicas e de suas famílias — quando chega na hora H — onde estão estes benefícios? Cada um luta para defender seu “Status Quo”, para defender seus interesses pessoais, interesses políticos, interesses familiares, de seus pares, de seus grupos de amizade, e o povo que busque alternativas em outras plagas e tente se virar de quaisquer maneiras ou por outros meios.

█ Em raias inferiores, disputas internas de legendas políticas ganham contornos especiais e já existem torcidas organizadas para ver o resultado destes duelos, tendo como o exemplo mais clássico e maior relevância a guerra dentro do PSDB, com desgastes sem precedentes e desnecessários entre os tucanos. De um lado, o Senador Aécio Neves. Em uma segunda raia,  o ex-Governador de São Paulo, José Serra, que também disputa acirradamente para ver quem terá maioria na prévia que deverá ser realizada pela Executiva Nacional dos tucanos, numa verdadeira queda de braço, quando um dos dois deverá ser escolhido como virtual candidato à sucessão presidencial de 2014, mas com rachaduras profundas, capazes de fazer a transposição das águas da bacia amazônica para a região Nordeste e, assim, atender as necessidade de águas do povo carente deste bem de todos os estados secos do Brasil.

█ Pelas legendas do PSB + Rede de Sustentabilidade — (de Eduardo Campos e Marina Silva) a situação está difícil, mas o motivo maior é porque a aeronave de elementos heterogêneos não quer decolar — e está dando a lógica, óleo com água não se misturam, mesmo que se tente misturar e chacoalhar os dois elementos mas, após todo o esforço, as moléculas retornam separadas — e os 6% de intenções de votos do Eduardo Campos + os 16% de Marina Silva, agora colocados todos no mesmo saco, o IBOBE revelou nesta última pesquisa não estimulada que somaram apenas 7% das intenções de votos, quando os demais votos de levantamentos anteriores atribuídos a Marina Silva migraram para a candidatura do Planalto e para os tucanos.

█ Todos nós já conhecemos o desfecho das lutas entre os mariscos, que se grudam aos rochedos de corais e as ondas do mar. Sempre os mariscos saem perdendo e sempre saem quebrados. Quando os poderes constituídos se conflitam a sociedade faz o papel do marisco e o resultado já sabemos.
 

Antônio de Almeida Sobrinho

O autor é Engenheiro de Pesca , com Mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente e Conselheiro Administrativo do SESCOOP/OCB-RO, 2013/2017.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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