Porto Velho (RO) domingo, 20 de outubro de 2019
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Antônio de Almeida

PISCICULTURA EM TANQUES - REDE: ALTERNATIVA INTELIGENTE


PISCICULTURA EM TANQUES - REDE: ALTERNATIVA INTELIGENTE - Gente de Opinião

ALTERNATIVA INTELIGENTE

A bacia hidrográfica do estado de Rondônia tem um potencial significativo e ajustável à prática da piscicultura em tanques-rede, podendo, perfeitamente, quintuplicar  a produção de pescado estadual e, desta forma, colocar o Estado como o maior produtor de pescado no ranking nacional e, assim, se tornar o maior polo produtor e exportador de pescado do Brasil.

Se podemos produzir até 200 kg de pescado por metro cúbico de água não se justifica pescador artesanal passar fome na Amazônia. (A.A.S)

Para que o prezado leitor tenha a verdadeira noção do potencial que o sistema de produção de pescado em tanques-rede dispõe observe a imagem abaixo e faças uma comparação e uma reflexão sobre a atividade da piscicultura em tanques-escavado  x piscicultura em tanques-rede:

1.    PISCICULTURA EM TANQUE-ESCAVADO:

                                                                     

 Neste sistema de criação de peixes em tanques-escavado, com as dimensões de 50,0 m x 100,0 m, com 5.000,0 m²,  povoado com uma densidade de 1,0 peixe/m², no total de 5.000 alevinos da espécie tambaqui,  com uma produção de 5.000 kg de pescado, no período de 8 meses de cultivo.

 

2.    PISCICULTURA EM TANQUE-REDE:

                                                                                                        

Neste sistema de criação de peixes em tanques-rede, com as dimensões de 5,0 m x 5,0 m x 2 m = 50,0 m³ de água, povoado com uma densidade de 120 peixes/m³, no total de 3.000 alevinos da espécie tambaqui,  com uma produção de 6.000 kg de pescado, no período de 10 meses de cultivo, na sub-bacia hidrográfica do baixo rio Candeias, município de Candeias do Jamari-RO.

Por que o sistema de cultivo de peixe em tanques-rede ainda não deslanchou em Rondônia?

RESPOSTA: Esta resposta é do conhecimento de muitos e o setor produtivo de Rondônia ainda não despertou para a verdadeira causa, até porque ainda não foi revelado o verdadeiro segredo-mistério do não incentivo à piscicultura em tanques-rede no Estado. Quando a atividade despontar e cair na preferência dos piscicultores, dos produtores rurais e sitiantes que dispõem de propriedades rurais e água de em quantidade e em qualidade isto será igual água descendo ladeira, não haverá que a segure. Vejamos!.

·         Durante a administração do Governador Confúcio Moura (2010-2014 e 2014-2018), estivemos em duas oportunidades em audiência com o Ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), então ministro Marcelo Crivella, quando falou-se da viabilidade da piscicultura em tanques-rede e da necessidade da liberação de recursos financeiros para aprovar os Projetos elaborados pela COOPAPEIXE, em parceria com o Governo de Rondônia e, posteriormente, em companhia do atual Secretário de Agricultura, Evandro Padovani, e com a participação de alguns membros da bancada Federal de Rondônia, em audiência com o então ministro da Pesca e Aquicultura Hélder Barbalho — quando naquela oportunidade entregou-se, em mãos para aquele ministro, quinze (15) Projetos de Produção de Peixes em Tanques-rede e até a presente data não se obteve os resultados esperados.

·         Com o advento da Lei 4.895, de 25 de novembro de 2013, a atividade de criação de peixe em tanques-rede no estado de Rondônia atende prontamente a cinco prioridades do Governo Federal: produção de alimento, com geração de emprego e renda; inclusão social; segurança alimentar e preservação de recursos pesqueiros;

·         Com os estudos realizados para a elaboração da Dissertação de Mestrado Sub-bacia hidrográfica do baixo rio Candeias e a viabilidade da piscicultura em tanques-rede, defendida junto a Universidade Federal de Rondônia como parte das exigência para obtenção do título de Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente, em 2016;

·         Após a conclusão dos trabalhos de prestação de Assistência Técnica junto ao Projeto Técnico-Econômico: Unidades Produtivas Comunitárias para Criação de Tambaqui (Colossoma macropomum, Cuvier, 1818), sob a coordenação da Centrais Elétricas do Brasil S.A, de 2001 a 2003, alcançando resultados exitosos e sendo ganhador   dos Prêmios:

ü  PRÊMIO MÁRIO COVAS, PREFEITO EMPREENDEDOR, promovido pelo SEBRAE, Edição 2003/2004 – Recebido pela SEDAM, ELETRONORTE e Prefeitura Municipal de Candeias do Jamari.

ü  PRÊMIO GESTÃO E CIDADANIA 2005, promovido pela Fundação Getúlio Vargas, em parceria com a Fundação FORD e o BNDES, recebido pela SEDAM e ELETRONORTE;

ü  PRÊMIO CHICO MENDES DE MEIO AMBIENTE, ano 2005, Categoria Negócios Sustentáveis, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente – MMA – Governo Federal, com a réplica do projeto UPCTR, em operacionalização no rio Pacaás Novos, afluente do rio Mamoré, no município de Guajará-Mirim;

ü  CONDECORAÇÃO DO VATICANO:  BENÇÃO APOSTÓLICA DO PAPA JOÃO PAULO II, concedida a Antônio de Almeida Sobrinho, pelos relevantes serviços prestados aos pescadores da região amazônica, em 2003.

Após ganhar o Prêmio Mário Covas, promovido pelo SEBRAE, Edição 2003/2004 – Prefeito Empreendedor —, o projeto bateu um recorde regional em produtividade na criação de tambaqui (Colossoma macropomum, Cuvier, 1818) em tanques-rede — 135,54 kg de pescado por metro cúbico de água, em torno de 135 mil vezes a produtividade natural do rio Candeias, do ambiente natural onde foi  instalado o projeto.

 

 

PENSAMENTO DA SEMANA

        Na concepção de alguns políticos de Rondônia — que sempre prestaram grandes desserviços a população — o adágio popular “quando uma coisa é repetida à exaustão, provavelmente não quer dizer coisa alguma” se encaixa muito bem, e para eles tudo isto que estamos fazendo se constitui como perca de tempo e mais uma trabalho sem relevância que para eles não interessa. Se é bom para o povo, obviamente que não será bom para seus interesses mesquinhos.

 

Antônio de Almeida Sobrinho escreve semanalmente nos seguintes Portais de Notícias:


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