Porto Velho (RO) sexta-feira, 19 de outubro de 2018
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Gente de Opinião

Antônio de Almeida

CHAPA TRIPLEX - Por Almeida


ESTRATÉGIA ÉTICA DO PT FAZER POLÍTICA

Por ironia do destino, a vida imita a arte e vice-versa, e, assim, o somatório de atalhos desaguam em mananciais de águas turvas que quando analisadas na lupa da ética nos dar a impressão de que esteja ocorrendo uma corrente de água cristalina, dando-nos a falsa impressão de se tratar de uma afronta ou um insulto ao poder judiciário —, ao se lançar um candidato à presidência da república julgado e condenado, em segunda instância, 100% inelegível, de acordo com a Lei da Ficha Limpa, sancionada pelo próprio ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto presidente  —  leia-se  8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4),  que aumentou a pena  de 9 anos em primeira instância  para 12 anos e 1 mês de prisão em segunda, no que tange ao Processo do caso do Triplex em Guarujá (SP).

Quando o ex-presidente Lula anunciou, em alto e bom som,  aos seus seguidores que ele seria o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) poucos entenderam a metáfora, utilizada através de uma linguagem emblemática, se assemelhando as estratégias adotadas na Arte da Guerra, por Sun Tzu, quando as técnicas utilizadas por os vermelhos somente mais tarde foram se revelando, até se chegar a fazer a leitura da Caixa Preta da Chapa TRIPLEX, encabeçado por Lula, mesmo no presídio na Polícia Federal, em Curitiba (PR), sendo imposto como vice-presidente, por ausência de um plano B,  o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e a co-vice-Presidente,  a ex-presidenciável, deputada estadual Manuela D’ávila (PC do B).

ESTRATÉGIA

Por enquanto o candidato a vice-presidente, Fernando Haddad, seguirá o script traçado para seu programa de campanha,  ocupando os horários da Propaganda Política Gratuita, no Rádio e na TV, com 2 minutos e 20 segundos, tempo suficiente para veicular e tentar convencer o eleitor de que o candidato Lula está sendo injustiçado e com esta estratégia angariar a adesão dos eleitores ainda indecisos.

Por outro lado, a militância petista está preparada para se mobilizar e por seus blocos nas ruas, como dantes sempre fizeram, a fim de se ampliar a densidade eleitoral do “pseudo candidato Lula” e, desta forma, irão preenchendo os horários e aproveitando todas as oportunidades disponíveis, pagas e gratuitas, nas redes sociais, com entrevistas, debates e demais meios de comunicação, possíveis e imagináveis,  e, assim,  levar o nome do candidato Lula, seguindo à risca as orientação do partido, ipso facto, e nunca negar de que o candidato Lula está mesmo pra valer e “será legitimo e verdadeiro”.

De acordo com a legislação eleitoral vigente no Brasil,  recomenda-se que os partidos podem substituir seus candidatos até 20 dias antes da eleição, isto é, até dia 17 de setembro, e é nesta data que o PT deverá substituir a “candidatura Lula” por Fernando Haddad e, consequentemente, Haddad, por Manuela D’ávila.
 
De acordo com os mais otimistas e ferrenhos defensores e ativistas do Partido dos Trabalhadores, (PT) se as eleições fossem hoje e contasse com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria bem provável que não houvesse eleição em segundo turno.

TEMPO DISPONÍVEL
 
De acordo com as fotos e o texto acima, temos estes candidatos com tempo disponível de até 15 segundos  e, portanto, não suficientes para apresentar e divulgar suas propostas e plataformas eleitorais para serem implementadas, caso venham a se tornar vitoriosos no próximo pleito, de outubro de 2018. Dente estes candidatos presidenciáveis se podem citar: Jair Bolsonaro (PSL); Guilherme Boulos (PSOL); Cabo Dacíolo (PATRIOTA); José Maria Eymael (DC); Vera Lúcia (PSTU); João Goulart Filho (PPL)  e João Amoêdo (NOVO).

Nesta eleição de outubro de 2018 uma coisa chamou a atenção, quando sete (7) candidatos à presidência da república, terão menos de 15 segundos de tempo disponível no horário da propaganda eleitoral gratuita, no Rádio e na TV, batizado como “padrão Eneas”, numa alusão ao então candidato à presidência  da república, Eneas Carneiro (PRONA),  que na eleição de 1989 satirizou o curto tempo disponível, com o bordão “meu nome é Eneas”.

Por outro lado, somente três (3) candidatos, com coligações com maiores números de partidos  e com maiores números de parlamentares eleitos na última eleição que compõem seus quadros, irão dispor de 85% do tempo disponível no horário da propaganda eleitoral gratuita, no Rádio e na TV, dentre eles tem destaques: o candidato Geraldo Alckmin (PSDB), com 5 minutos e meio em cada bloco de 12 minutos e 30 segundos; em segundo plano, encontra-se o candidato do PT (o TRIPLEX), com 2 minutos e 20 segundos; e, em terceiro lugar, o candidato do Planalto, Henrique Meireles, com 2 minutos.

Ao se comentar o óbvio de um marketing de uma campanha política, nos deparamos com os seguintes pontos chaves: i) o peso positivo da qualidade das estratégias utilizadas no decorrer da campanha política; ii) o montante de recursos financeiros; e iii) a capilaridade do uso da máquina pública, aliada à força do poder do financiamento de campanha, provam por A + B que tanto quanto maior forem os números de partidos aliados, maior será o volume de recursos financeiros disponíveis para serem empregados e, consequentemente, isto implicará no maior poder de barganha do candidato.
 
Visto por esta ótica, os candidatos Geraldo Alkmin (PSDB) e aliados de Centrão (PR, PRB, PP, DEM e Solidariedade), e candidato do PT (Chapa TRIPLEX) que juntos dispõem de 85% do tempo disponível da propaganda eleitoral gratuita e terão, obviamente, maiores probabilidades em aumentarem seus índices percentuais nas próximas pesquisas eleitorais, realizadas pelos órgãos de pesquisas eleitorais.

ÓBVIO ESPERADO

Da mesma forma, o contrário também se aplica. Para tanto, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) que vem despontando, até então, em primeiro lugar em todas as pesquisas de intenções de votos — quando não é incluído o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,  deverá sofrer uma queda abrupta nas próximas pesquisas eleitorais — ao considerar que este candidato dispõe apenas de 25 segundos para defender suas propostas e discutir suas plataformas eleitorais, com uma forte tendência em não disputar um possível segundo turno, fruto da força da mídia eletrônica, falada, escrita e televisada, sendo seguido por tantos outros, a exemplo da candidata Marina Silva (REDE), do candidato Ciro Gomes (PDT), Álvaro Dias (PODEMOS) e de todos os outros que pouca coisa poderão mostrar, ao considerar a exiguidade de tempo no horário gratuito do Rádio e TV, a não ser o de repetir aquele desgastado bordão utilizado pelo Dr. ENEAS, na campanha eleitoral de 1989, quando ele gritava em alto e bom som: “meu nome é ENEAS”.

PENSAMENTO: RACIOCÍNIO LÓGICO

Paradoxalmente ao poder de barganha do candidato que tiver maior volume de recursos financeiros e disponibilidade de tempo para falar no horário gratuito do Rádio e TV, estes 25 segundos apenas disponíveis para determinados presidenciáveis irão  proporcionar ganhos de dividendos  políticos: porque irão falar menos e reduzir o número de gafes e de agressões, proferidas e praticadas no Rádio e na TV, ao vivo e a cores e, consequentemente, ganhar o respeito e a admiração do eleitor e receber maior índice de intenções de votos.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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