Quarta-feira, 13 de maio de 2026 - 07h31

Conta
a mitologia grega que o deus Esculápio tinha duas filhas: Higiene e Cura, cujo
nome original era Panaceia. A Higiene ficou lembrada mais por sempre lavar as
mãos e a Cura virou uma obsessão, desde os mais humanitários curandeiros aos
mais perversos mercadores. Os primeiros seguem a vocação médica e os outros
ganham dinheiro vendendo soluções mágicas ilusórias para as doenças, ora
travestidas de descobertas científicas, ora de fórmulas pseudorreligiosas de
duvidosa eficácia.
Muitos,
bons e maus, sonham com uma medicação capaz de curar todos os males – a
panaceia universal. A julgar pela variedade de indicações recebidas nos últimos
anos, a copaíba amazônica, embora também ocorra em outras regiões do país, é
séria candidata ao posto de panaceia universal.
Da
copaíba já se disse que serve tanto para curar os males da pele quanto
internos, com amplitude raramente vista em outras medicações antes anunciadas.
A versão mais próxima do Elixir da Vida, a poção que os feiticeiros vendiam aos
reis e outros nobres endinheirados oferecendo juventude eterna e cura para
todas as doenças. Embora não atestem a copaíba para tantas indicações quanto as
que se se espalham vulgarmente, comprovou-se que ela serve para combater a
Covid-19, segundo cientistas da Espanha, Egito e República Tcheca, após estudos
feitos no Brasil. Já será um excelente uso, a se confirmarem as experiências em
curso.
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A canibalização
A
direita e a esquerda estão num processo de canibalização em Rondônia. A linha
conservadora é forte, mais poderosa e tem três postulações disputando duas
vagas num previsível segundo turno. No entanto, a esquerda, projetando as candidaturas
ditas progressistas está dividia entre os postulantes do PT, PSB e PSOL com possibilidade
da centro-esquerda do MDB ainda fracionar mais o eleitorado do segmento.
Enfrentar os postulantes do bolsonarismo já é uma tarefa difícil num dos estados
mais conservadores do País e com a esquerda rachada as coisas ficam mais difíceis
ainda.
Sem impeachment
Como
aconteceu em episódios que também envolveram prefeitos anteriores, o pedido de
impeachment do prefeito Leo Moraes, solicitado pelo vereador Marcos Combate
(Avante) não prosperou e acabou sendo rejeitado na Câmara dos Vereadores de
Porto Velho. Primeiramente porque não tinha razão de ser, já que o atual prefeito
tem ampla aceitação na comunidade, em segundo lugar porque o mandatário tem a
maioria folgada no legislativo Mirim. Prefeitos anteriores também sofreram processos
de afastamento, mas nenhum deles criou asas ao ponto de cassação.
Ação civil
Mais
do que justificada a ação civil pública movimentada pelo Ministério Público
Federal contra empresas que praticavam sobrepeso nas rodovias federais de
Rondônia. É uma situação que exige mais fiscalização dos órgãos estaduais e municipais,
já que diariamente trafegam pela rodovia 364 centenas de caminhões entulhados
de soja e milho, muitos deles com excesso de carga danificando o piso asfáltico
e causando graves prejuízos. A rodovia 364 corta municípios importantes ao
longo da sua trajetória entre Porto Velho até Vilhena, em quase 700 quilômetros
em perímetros centrais como os de Ariquemes, Jaru, Ouro Preto, Ji-Paraná,
Cacoal, Pimenta Bueno. Pois é, não bastasse o pedagiamento.
Criando asas
Em
fase de expansão em Porto Velho, o Grupo Nova Era, que possui 39 unidades na
região Norte com mais de 5 mil funcionários vai ampliando para concorrer com as
principais redes de supermercados de Rondônia. A rede Nova Era tem sede em
Manaus. Por enquanto o grupo empresarial amazonense enfrenta como maior
concorrente o grupo Gonçalves, criado em Jaru nos anos 80. Também em fase de crescimento
o grupo Meta 21, este nascido em Porto Velho, vai ganhando corpo e projetando
novos empreendimentos. O ramo supermercadista é um dos que mais crescem em Rondônia.
Segurança publica
Com
a questão da segurança pública no centro da campanha eleitoral 2026, o governo
Lula está lançando um pacote de R$ 11 bilhões para combater as facções
criminosas e melhorar a situação da segurança dos brasileiros. Em Rondônia o
que está pegando é a infiltração do crime na política, nas prefeituras, além
disto temos recordes de feminicidios, além do tráfico de drogas que já está
causando até superlotação nos presídios do estado além dos conflitos no campo.
Mesmo com tudo isto, comparada a situação de São Paulo, Rio de Janeiro e
Salvador a situação de Porto Velho pode até ser considerada razoável. Nestas
capitais citadas e suas regiões metropolitanas a coisa já é dramática.
Via Direta
*** Comemorando 38 anos de emancipação política
e administrativa no último final de semana,
o município de Machadinho do Oeste mantem a expectativa do compromisso
do governo federal em construir a Usina Hidrelétrica de Tabajara que ainda enfrenta
alguns entraves ambientais e indígenas *** Tratados como indesejáveis em Porto Velho,
os moradores de rua poderão contar com passagem de volta aos municípios de
origem, como pretende projeto da vereadora Sofia Andrade (PL) *** Sabe-se que existem ações de municípios
do interior que já recruta os miseráveis nas rodoviárias e os remete para
entulhar as principais avenidas de Porto Velho. Temos uma verdadeira infestação.
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