Terça-feira, 6 de outubro de 2020 - 08h49

Já
se sabe, na prática e da maneira mais difícil, sofrendo e arcando com sérios
prejuízos, o que não funciona no debate ambiental. Não funciona, por exemplo,
ganhar de graça e à toa, com um negacionismo ofensivo e arrogante, a inimizade
de um dos líderes mais influentes do mundo, caso do postulante democrata à
presidência dos EUA, Joe Biden. Mesmo que ele não vença a eleição, seu partido
tende a conquistar maioria nas duas casas do Congresso estadunidense, e em seu
partido Biden é o mais comedido e educado crítico do governo brasileiro.
O
que funciona é propor entendimento e cooperação. Há pouco o presidente Jair
Bolsonaro pediu à sociedade sugestões para o financiamento do programa Renda
Cidadã. É essa justamente a atitude necessária: que a sociedade apresente
opções e o poder político defina, com a aprovação do Congresso e sem a
judicialização que tudo trava, o caminho consensual ou capaz de receber maior
apoio da sociedade organizada.
O
que funciona é unir, como acabam de demonstrar mais de 80 entidades que se agregaram
para atuar em conjunto no sentido de estimular atividades produtivas baseadas
na preservação da biodiversidade na Amazônia. A Rede Lira (Legado Integrado da
Região Amazônica) é uma das ações excelentes observadas na região. Sem
polarização, insultos ou gritarias, a Lira aponta o caminho seguro e produtivo
a seguir. Unir é a melhor atitude.
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Novo adiamento?
O
início das chuvas, a falta de ferro e materiais de construção no mercado, podem
motivar novo adiamento na inauguração da ponte do Rio Madeira na Ponta do
Abunã. Os aterros, obras de arte e pavimentação das cabeceiras do lado acreano
– mais interessado na obra – estão prontas. Mas o lado rondoniense ainda está
por se fazer. O ministro da Infraestrutura Tarcísio Freitas mesmo assim
acredita que até dezembro o presidente Jair Bolsonaro vem para a inauguração.
Já a empresa que toca as obras chutou para fevereiro a conclusão.
Aliança cristã
De
volta as lides políticas depois de um retiro estratégico o vice-prefeito de Porto
Velho Edgar do Boi, que pensava em disputar a prefeitura da capital como
oposição ao prefeito Hildon Chaves (PSDB), desistiu da empreitada e resolveu se
aliar ao PTB do candidato Leonel Bertolim, indicando o vice na chapa pela Democracia
Cristã (DM), o ex-promotor público Ivo Benitez. O DM pelo menos conseguiu
aliança indicando vice, outras legendas nem isto.
Coisa antiga
Até
os urubus e pombos que infestam Porto Velho já sabiam que empresários que pagam
propinas documentam os eventos para evitar calotes de prefeitos e governadores.
Isto vem de longe, há décadas. O Fantástico tem mostrado isto, inclusive em
Rondônia, com operação desencadeada da PF depois das fitas gravadas pelo então
governador Ivo Cassol. Impressiona como os prefeitos rondonienses e deputados
envolvidos em recente ação policial não tomaram precauções no recebimento da
grana. Os patifes devem apostar na impunidade.
Pedra cantada
Se
a opinião pública acredita que diante do recebimento de propinas pelo deputado
estadual Eurípedes Clemente, o Lebrão, na Operação reciclagem em São Francisco
do Guaporé, poderá ser cassado, os caras-pálidas podem tirar o cavalinho da
chuva. No máximo um afastamento para acomodar as coisas. Lebrão sabe muito da
Casa de Leis e se abrir o bico complica a vida de muita gente e a coisa é tão complexa que até se convoca estranhos ao
Parlamento para requerer a punição, pois muitos deputados preferem ficar de
fora da parada.
Apoio escondido
Pelos
mais variados motivos, alguns apoios estão sendo renegados pelos candidatos a
prefeito em Porto Velho e sempre que podem escondem. No caso do prefeito Hildon
Chaves (PSDB), manter Expedito Junior fora do palanque é estratégico. Willians
Pimentel esconde o passado de fiel escudeiro de Valdir e Marinha Raupp. Cristiane
Matos não tem motivos para colocar Jaqueline Cassol na linha de frente da sua
campanha na capital. E assim caminha a humanidade...
Via Direta
***Que
palhaçada esta do roubo da máquina de asfalto. Governo e prefeitura não se entendem.
ainda mais em época de eleições *** O
candidato a prefeitura de Porto Velho Eyder Brasil (PSL) foi o primeiro a
enviar sua agenda de campanha para a coluna *** Não está dando mole, começa
pela manhã e vai até a noite em reuniões pelos bairros da capital **** As regiões mais populosas tem recebido
prioridade, mas ele tem bases firmes em redutos mais tradicionais, como Olaria,
Areal e São Cristóvão *** Rachando a esquerda, o PT vê o PSB e o PDT se
afastando do seu arco de alianças nas eleições municipais *** No entanto, os petistas já não abominam
alianças com partidos considerados demoníacos
até pouco tempo, como os Democratas, PSL etc *** Lula projeta o PT grande e crescendo em 2020 para ganhar asas em 2022,
mas já não tão a esquerda como
antigamente.
Terça-feira, 3 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
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