Segunda-feira, 11 de maio de 2026 - 07h53

A
divisão entre esquerda e direta perdeu sentido com a Inteligência Artificial no
cotidiano das pessoas e empresas. A direita se finge de antissistema e a
esquerda se finge de liberal, cada uma copiando da outra o que dá mais engajamento.
As eleições servem para alternar as duas, cada vez mais parecidas uma com a
outra, dando razão ao Visconde de Albuquerque, que nos tempos do Império já
dizia que nada mais se assemelha a um conservador que um liberal no poder.
Logo, eleições não mudam nada porque o sistema é feito para se manter com ou
sem elas.
Nesse
quadro, mantém-se o atraso relativo: todo progresso obtido aqui logo estará
superado por dois passos que as sociedades mais evoluídas terão dado. A melhor
forma de vencer a ilusória disputa entre “esquerda” e “direita” é buscar
bandeiras de consenso na sociedade, deixando de lado o que é alvo de pendenga e
focando em objetivos gerais.
Uma
lição de como se faz o melhor vem de ser dada pelo Projeto Safari Brasil, que
mira o desenvolvimento do turismo. Envolvendo quase 200 etnias e comunidades
tradicionais, o ponto de partida é unir interesses na criação de rotas
integradas de turismo dentro da Amazônia com foco no desenvolvimento
sustentável e na valorização cultural da região. Sendo um objetivo de todos,
não há oposição. Se houver oposição é porque não há consenso. A melhor política
é saber chegar a ele.
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Um cavalo de Tróia
Agora
tudo está as claras e a coisa desgasta ainda mais a candidatura ao governo
estadual do ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) ungido do governador
Marcos Rocha. O candidato do PT ao governo estadual, Expedito Neto já não
esconde mais que seu pai, Expedito Junior, coordenador também da campanha de Fúria
votará no seu filho no pleito deste ano. Já se sabia que toda família, amigos,
aliados de Expedito Pai estavam na campanha de Expedito Neto. Expedito Junior
então seria uma espécie de cavalo de Tróia na campanha de Fúria? O pior é que
Expedito Pai é quem manda no PSD e Fúria teria dificuldades em chutá-lo da sua
coordenação de campanha.
Novos deputados
Existem
boas expectativas do surgimento de novas lideranças em Rondônia nas eleições
2026, como são os casos de Célio Lopes (Porto Velho), Joliane Fúria (Cacoal) a
Câmara dos deputados, bem como a volta de antigas lideranças como dos
ex-prefeitos Jesualdo Pires (Ji-Paraná), Carlos Magno (Ouro Preto do Oeste),
Mauro Nazif (Porto Velho) além do ex-ministro Amir Lando que disputam
igualmente cargos eletivos a Câmara Federal e Assembleia Legislativa. Um embate
entre novas e antigas lideranças, mas oxigenando a política rondoniense que
busca qualidade nos quadros legislativos.
A interiorização
O
ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (União Progressista) que vai ponteando
as intenções de votos na capital na busca do governo de Rondônia, busca a interiorização
do seu nome, onde predominam os postulantes adversários do porte do senador
Marcos Rogério (PL), favorito na peleja e o ex-prefeito de Cacoal Adailton
Fúria, bem postado nas regiões do Café e Zona da Mata. Chaves precisa da interiorização
já que dois terços do eleitorado rondoniense estão localizados nos municípios interioranos.
Tem coisa que ajuda. Ele já morou em Cacoal, Vilhena e Pimenta Bueno e acredita
que isto colabora no seu projeto.
Prefeitos na peleja
Exceto
o então prefeito de Porto Velho Jeronimo Santana (MDB), o primeiro prefeito eleito
pelo voto direto na capital rondoniense no advento da criação do estado, a maioria
dos prefeitos locais não conseguiu se eleger ao governo do estado. Foi assim
com os ex-prefeitos Jacob Atalhah, Chiquilito Erse, José Guedes e Carlinhos
Camurça. O atual prefeito de Porto Velho Leo Moraes também tentou chegar ao
governo estadual, mas também levou pau. Já, prefeitos do interior bem-sucedidos
nas suas administrações municipais chegaram ao poder, casos de Valdir Raupp
(Rolim de Moura), José Bianco (Ji-Paraná), Ivo Cassol (Rolim de Moura) e Confúcio
Moura (Ariquemes).
Vices destacados
Na
história política de Rondônia, Ji-Paraná tem sido protagonista na escolha de
postulantes de candidatos a vices governadores. São os casos de Orestes Muniz (vice
de Jeronimo), Assis Canuto (vice de Oswaldo Piana), Airton Gurgacz (vice de
Confúcio Moura). A capital também emplacou vices governadores, entre eles o
então deputado federal Aparício Carvalho que foi destacado vice de Valdir Raupp,
bem como o deputado federal Miguel de Souza, vice de José Bianco e o ex-deputado
estadual Daniel Pereira, que também foi vice de Confúcio Moura e depois assumiu
o governo do estado.
Regionalizando
Como
muitos prefeitos, governadores e deputados com vocação bolsonarista estão
“roubando” a paternidade de obras federais, o governo Lula está regionalizando
suas peças publicitárias. O povão vai ficar agora bem informado, que a ponte
binacional em Guajará Mirim, na fronteira com a Bolívia, é obra federal, que a
rodovia Expresso Porto ligando a BR 364 aos pontos de embarques de grãos, a
portogrão, na região portuária em Porto Velho também tem origem nas verbas
federais, além de outras obras em andamento pelo interior de Rondônia. Mas tem
desgastes também para serem desfeitos, como o pedagiamento na BR 364 e a falta
de conclusão da rodovia 319, ligando a capital rondoniense a Manaus.
Via Direta
*** Deputados do baixo clero da
Assembleia Legislativa de Rondônia encontram dificuldades para emplacar a
reeleição. A competição com lideranças emergentes é enorme *** Os boatos em torno
de um rombo no orçamento do governo de Rondônia não se confirmaram. Por
enquanto o governador Marcos Rocha está limpinho da silva *** Porto Velho teve verdadeiros dilúvios na semana passada enfrentando
o transtorno das alagações típicas do inverno rondoniense. Ajeitar tudo isto
vai muito tempo *** O desaparecimento de jovens na capital rondoniense tem
que ser melhor investigado pelas autoridades. Temos casos considerados
insolúveis.
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