Quinta-feira, 30 de abril de 2026 - 07h36

As
guerras estúpidas, sangrentas e desumanas promovidas pelos EUA – nos casos
atuais, o republicano Donald Trump apenas repete seus antecessores democratas –
causam graves prejuízos em vidas, recursos naturais e afetam seriamente a
economia, afetando todos os povos da Terra.
Tão
ruim quanto as perdas que causam, as desculpas inventadas para promovê-las são
tão esfarrapadas que é inevitável procurar causas reais para os gastos de bilhões
de dólares em ações militares. A milionária ação de captura de Nicolás Maduro
na Venezuela foi justificada como necessária para a troca de regime. O resultado
de fato foi manter o regime, ajudar a oposição interna a Maduro a se livrar
dele e no fim das contas hospedá-lo por tempo indeterminado. O ataque ao Irã
teve a desculpa de evitar a produção de uma bomba atômica, mas não ataca a
Coreia do Norte, que a toda hora promove ostensivos testes nucleares.
Pode
parecer que a Amazônia está distante dos conflitos em curso, depois que a ação
na Venezuela se limitou a um assalto e a uma fuga, mas as consequências da guerra
no Irã já começam a pesar na mesa e no bolso também dos brasileiros, inclusive
dos mais escondidos habitantes da Amazônia toda vez que se pronuncia a palavra
“diesel”. Muito sofrimento já está em curso. A própria floresta tem recursos
para futuramente substituir o diesel, mas isso não será feito em horas, dias ou
poucos meses.
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Piores indicativos
Não
bastasse o estado de Rondônia figurar com os piores indicativos de feminicidios,
mortes em conflitos nas terras, de saneamento básico (abastecimento de água e
coleta de esgoto), Porto Velho se encontra entre as três capitais mais
prejudicadas na cobertura da educação infantil. A falta de creches na capital
rondoniense é uma das grandes queixas das mulheres trabalhadoras e ano após
ano, mesmo com aceno de promessas das esferas federais o cenário não muda.
Urgem esforços unindo as esferas municipais, estaduais e federais para que este
quadro seja modificado nos próximos anos. Em Porto Velho existem algumas
creches abandonadas ou inacabadas
que poderiam ser revitalizadas.
Preço alto
A
inexperiência da maioria dos seus membros, a falta de combatividade parlamentar
e a omissão da nossa bancada federal em Brasília, fizeram Rondônia pagar um
preço elevado em causas importantes para a região. Os constantes cochilos da
nossa bancada federal formada por oito deputados federais e três senadores,
tornaram possível a instalação de um dos pedágios mais caros do Brasil em
Rondônia. Nunca na história em nosso País um estado está padecendo tanto com
uma bancada federal que pelo visto só pensa no seu próprio umbigo. Temos
bandeiras importantes perdidas também, como a da tarifas de passagens aéreas. A
articulação da classe política rondoniense tem sido vergonhosa.
Primeiras sondagens
Com
base nas primeiras sondagens eleitorais a partir da definição dos candidatos ao
governo estadual em Rondônia é possível avaliar o momento da atual campanha. O
senador Marcos Rogério (PL) lidera a corrida ao Palácio Rio Madeira no
interior, onde estão concentrados dois terços do eleitorado rondoniense. O
ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves da Federação Progressista tem a ponteira,
e com boa vantagem sobe os concorrentes na capital e região metropolitana, onde
está um terço de todo eleitorado de Rondônia. Lembrando que Porto Velho tem
mais eleitores do que Ji-Paraná, Ariquemes, Cacoal e Vilhena, todos juntos.
A polarização
Diante
destas constatações, se vê um início de campanha polarizada entre o senador
Marcos Rogerio e o ex-prefeito Hildon Chaves. Rogério tentando crescer na
capital, que é seu calcanhar de Aquiles, Chaves buscando reforçar suas paliçadas
no interior do estado, onde tem mais dois rivais em campanha, o ex-prefeito de Cacoal
Adailton Fúria (PSD) e o candidato da Caravana Esperança, uma coalizão de esquerda
pilotada pelo candidato do PT, Expedito Neto. Neste momento da campanha, para Fúria
e Expedito Neto, se torna necessário quebrar a polarização Rogério/Hildon para
chegarem as convenções partidárias com mais força.
Uma tendência
A
expectativa do postulante Adailton Fúria (PSD) é que o governador Marcos Rocha,
com sua máquina chapa branca entre com força nas paradas garantindo a presença
do postulante pessedista num previsível segundo turno. Também tem como trunfo
um forte apoio em Cacoal e Região do Café. Já, no caso do candidato do PT, Expedito
Neto, sua esperança é colar seu nome ao presidente Lula que teria expectativa de
contar com até 30 por cento dos votos em Rondônia. Esta margem tornaria Neto um
nome mais competitivo. É importante lembrar que os adversários de Marcos
Rogério acreditam que o candidato que for ao segundo turno com ele leva a
parada, com uma união dos seus opositores e de uma rejeição que o representante
bolsonarista enfrenta em algumas regiões do estado.
Via Direta
*** Da atual bancada federal de Rondônia
temos um candidato a governador, que é Marcos Rogério (PL) e três candidatos ao
Senado, Silvia Cristina (PP), Fernando Máximo (PL) e Confúcio Moura (MDB) *** Todos são apontados
como candidatos de ponteira aos cargos disputados nas eleições 2026. No entanto,
o desgaste da bancada federal poderá afetar estas pretensões na reta final *** Nas próximas semanas começam as definições
das candidaturas 2026 com as homologações das nominatas nas convenções
partidárias *** O povo está urrando nos supermercados. O brutal pedágio
influenciando no custo de vida em Rondônia. É coisa de louco!
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