Segunda-feira, 12 de janeiro de 2026 - 08h20

Reza
a história que a Inglaterra foi incentivada pelo imperador Pedro II a dominar a
Amazônia. O comandante da armada britânica avaliou que lhe bastariam 150
fuzileiros navais para completar a tarefa. Isso não aconteceu, segundo os
nacionalistas, porque a resistência guerrilheira da Cabanagem pôs os
estrangeiros para correr e a soberania brasileira foi salva.
Hoje
se sabe que na verdade o rei Guilherme IV, que hoje seria chamado de
“esquerdista” por suas políticas sociais, preferiu deixar a região sob a
administração brasileira, que cuidaria de tudo para ele sem custos à coroa
inglesa. “Ao invés de tropa”, afirma o professor Lúcio Flávio Pinto, o reino
inglês “mandou seu banco e financiou o início da exploração da borracha”.
As
alarmantes notícias que chegam neste momento da Venezuela indicam que os EUA
estão em ação na área. O pretexto é prender o presidente Nicolás Maduro, a quem
acusam de estar ligado ao tráfico internacional de drogas. Nesse caso, seria
apenas uma ação focada e não um movimento de ocupação territorial.
O
presidente dos EUA, Donald Trump, não é do tipo que pretende pagar os custos de
administrar a Venezuela. O mais provável é que ao descartar Maduro conte com
prepostos internos para cuidar de seus negócios petrolíferos e minerais na
região. O mesmo que fariam o rei Guilherme ou sua sucessora, a rainha Vitória,
se ainda estivessem mandando no mundo.
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Redutos bolsonaristas
O
PT e os partidos da base aliada do presidente Luís Inácio Lula da Silva começam
a se articular para o enfrentamento com as lideranças conservadoras em estados
considerados currais do bolsonarismo, como Santa Catarina, Rondônia, Acre e
Roraima. Buscar um candidato a governador disposto a enfrentar a direita nestes
estados é um desafio. No caso de Rondônia já se sabe que o senador Confúcio
Mora (MDB) cotado para disputar o governo de Rondônia desistiu da missão para
optar pelo seu projeto de reeleição. Sabe-se que o postulante ao governo de Rondônia
vai emergir da chamada Caravana da Esperança, uma coalisão que reúne oito partidos.
Peleja ao Senado
Vejam
como está empolgante a disputa pelas duas cadeiras ao Senado em Rondônia. São
possíveis postulantes, o governador Marcos Rocha (União Brasil), o ex-senador
Acir Gurgacz (PDT), a deputada federal Silvia Cristina (PP), o senador Confúcio
Moura (MDB), o deputado federal Fernando Máximo (possivelmente pelo PL), a
ex-deputada federal Mariana Carvalho (União Brasil) o deputado estadual
Delegado Camargo (Republicanos), não se descartando ainda o senador Marcos
Rogério a reeleição (PL), o pecuarista Bruno Scheidt (PL) e o ex-prefeito de
Porto Velho Hildon Chaves. É muito tigre no mesmo capão. Havendo tantos bolsonaristas
rachando o eleitorado da oposição tem lá suas chances.
Nomes novos
O
caro eleitor se pergunta sobre possíveis nomes novos em ascensão na política
rondoniense. Para Assembleia Legislativa, sem dúvidas a vice-prefeita Magna dos
Anjos (Porto Velho), para Câmara dos Deputados, Joliane Fúria (Cacoal), para
disputa ao governo de Rondônia o coronel Braguin (Porto Velho), para Assembleia
Legislativa Viveslando Neiva (Cerejeiras substituindo o pai Ezequiel Neiva
inelegível), para Assembleia Legislativa em Porto Velho, vereador Marcio
Pacele, para Câmara dos Deputados Pastor Valadares (Porto Velho), também para
deputado federal Célio Lopes, com base na capital, assim como o sindicalista
Almir José, ambos do PDT.
Com esperança
Ainda
mantendo expectativa positiva para se livrar das amarras da inelegibilidade, o
ex-governador Ivo Cassol (PP) acompanha atentamente os movimentos em torno da
sucessão estadual. Com prudência, ainda não se posicionou, aguardando as últimas
apelações, não se comprometendo com nenhuma candidatura. Mas para a Câmara dos Deputados,
com certeza deverá apoiar a maninha Jaqueline Cassol, também filiada ao PP
depois de tantas encenações de rompimentos. Ivo está se coçando para entrar em
campanha e arrumar encrencas com adversários, sendo possível com petistas e o
senador Confúcio Moura (MDB)
Não se arriscam
Embora
pertencendo ao alto clero da Assembleia Legislativa e com capilaridade eleitoral
para se elegerem deputados federais, chama atenção o fato dos deputados Alex
Redano (Ariquemes), atual presidente da Assembleia Legislativa e do deputado Laerte
Gomes, ex-presidente da Assembleia Legislativa não entrarem nesta disputa a
federal. Alguns amigos próximos dizem que ambos esperam convites para serem
vices de algum candidato ao governo de ponteira. No caso de Laerte Gomes
sabe-se que mais cedo ou mais tarde também vai disputar a prefeitura de Ji-Paraná.
Via Direta
*** Não é possível entender porque o
Plano Nacional de Segurança não avança no Congresso Nacional. A polarização
forte contribui com o crime organizado que é o grande beneficiário pelo atraso *** Em Rondônia a Rede
de Farmácias FTP já se rivaliza com as outras duas importantes organizações farmacêuticas,
como a Drogasil e Ultrafarma. As grandes redes estão asfixiando as pequenas
farmácias em Porto Velho *** Os
municípios receberam a primeira parcela do repasse do Fundo de Participação dos
Municípios no último final de semana. Alguns prefeitos felizes outros chiando
já que o rateio se dá em função das populações dos municípios *** Tem cidade
com perdas demográficas e com isto recuo nos repasses.
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