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Carlos Sperança

Raio térmico e os Nazifs perdendo espaço


Raio térmico e os Nazifs perdendo espaço  - Gente de Opinião

Raio térmico

Em outubro de 2022 foi uma fatalidade: cerca de 40 vacas tiveram suas mortes atribuídas à queda de um raio ao Norte de Goiás. Tempestades mais rigorosas trazem naturalmente raios mais frequentes. No inverno deste ano 1.071 bovinos, entre bois, vacas e bezerros, morreram no Pantanal mato-grossense por hipotermia, não suportando o frio incomum. Enquanto segue a batalha entre catastrofistas climáticos, que atribuem tragédias similares ao descuido com o meio ambiente, e negacionistas, que não veem relação entre a degradação ambiental e os rigores do tempo, acumulando frios extremos e incêndios de vulto, os prejuízos vão se acumulando, por descuido ou pelo acaso.

Sendo o negacionismo um caso típico de opinião que faz pouco do respaldo científico, cabe indagar aos cientistas o que está acontecendo de fato com o clima na Terra. Nesse sentido, há pouco veio a público estudo apontando para uma situação que vai jogar os negacionistas em grande sinuca: o fator prejudicial do estresse térmico severo, nada a ver com o acaso.

Segundo pesquisa publicada pela Environmental Research Letters, até o final do século mais de um bilhão de vacas poderão sofrer de estresse térmico se o aquecimento global continuar sem mudanças, causando danos para a fertilidade e a produção de leite, além de riscos à vida do animal. É um raio com a possibilidade de cair muitas vezes nos mesmos lugares.

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Perdendo espaço

Com os Nazifs perdendo espaço no partido, o professor universitário Vinicius Miguel assumiu o comando do PSB em Rondônia e deverá ser o candidato a prefeito da agremiação na eleição do ano que vem. A bem da verdade, o ex-prefeito e ex-deputado federal Mauro Nazif rejeitava disputar uma nova eleição a prefeitura de Porto Velho, mesmo sendo cobrado pela militância socialista. Mas terá vaga garantida pelo Diretório Estadual, se estiver disposto, a disputar uma cadeira a Assembleia Legislativa ou a Câmara dos Deputados no pleito de 2026. Como é hábito em Rondônia, o partido foi tomado goela abaixo e se o Dr. Mauro deixar o PSB a sigla  perde mais da metade da sua militância.

.Grandes desafios

Mesmo com os recursos cada vez mais curtos, com base na redução dos repasses constitucionais, do calote institucionalizado no pagamento do IPTU e de centenas de estabelecimentos comerciais fechados nos anos da pandemia e redução demográfica, Porto Velho tem o desafio nos próximos anos de enfrentar a falta de saneamento básico, desde o abastecimento de água tratada (menos a metade da população atendida) até a coleta de esgoto (cobertura de menos de cinco por cento da cidade). Além desta situação, temos a criminalidade crescente, com o narcotráfico reinando em comunidades populosas como Orgulho do Madeira, Morar Melhor, Cristal da Calama, etc.

Uma tradição

Ji-Paraná tem uma tradição de remeter a Assembleia Legislativa deputados estaduais que se destacaram no cenário estadual. Assim foi com José de Abreu Bianco (PDS) o mais votado na sua legislatura que se tornou presidente da casa de leis, parlamentares combativos como Mirandinha, Edson Fidelis e Jesualdo Pires, ou Laerte Gomes que também foi presidente do Legislativo e um campeão de votos da atual legislatura. Mas acompanho a ALE de Rondônia desde a primeira eleição e nunca vi uma largada tão eficiente de um parlamentar, como a da deputada Claudia de Jesus (PT-Ji-Paraná). A petista brilha num ambiente completamente bolsonarista.

Na aba de Lula

Algumas lideranças petistas rondonienses cresceram na aba de Lula, naquela onda da década passada, casos de Roberto Sobrinho, Fatima Cleide, Eduardo Valverde e Anselmo de Jesus. Destes quem só criou asas, foi Sobrinho que com uma baita administração se reelegeu com um pé nas costas. Fátima, Valverde e Anselmo de Jesus não conseguiram se firmar. Já, Claudia vem se firmando não só na região central, mas em todo o estado com uma grande atuação no Legislativo estadual. É onipresente nas questões mais relevantes do estado, sem precisar da aba de Lula.

Menor taxa

 Com seu agronegócio pujante, Rondônia ostenta a menor taxa de desemprego do país e o assunto foi destaque pela imprensa nacional durante a semana. Mas como este importante indicativo está refletindo na realidade do estado?  Cerca de 60 por cento dos seus 52 municípios estão no vermelho. A evasão populacional tem sido enorme –temos cidades despovoadas quase pela metade - e a migração de trabalhadores na construção civil, para frigoríficos, cooperativas tem sido expressiva nos últimos anos. E os médicos formados em Rondônia embalam o pé para o interior de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. 

Via Direta

*** Começando a semeadura da soja em Rondônia com uma grande expectativa da classe produtora para a próxima safra. O plantio da leguminosa se espraia dos campos do Cone Sul rondoniense, polarizado por Vilhena ao Vale do Jamari, cujo polo principal é a aprazível Ariquemes *** Com música ao vivo nos finais de semana, as unidades do Supermercado Araújo, com matriz em Rio Branco, vai ganhando espaço também em Porto Velho *** O grupo Arasuper também estuda projeto de expansão em território rondoniense ***O Festival de Praia vitamina a economia de Pimenteiras, na fronteira com a Bolívia. Com isto, as coisas já estão bem agitadas nas areias do Rio Guaporé.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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