Sexta-feira, 24 de abril de 2026 - 07h20

No
sábado de 15 de março, como foi amplamente noticiado, uma equipe de fiscais do Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sofreu
uma emboscada durante ação de combate à exploração ilegal de madeira no sul do
Amazonas, área sempre associada a invasões, desmatamento e tráfico de recursos
florestais.
O
impacto dessa notícia na época foi grande o bastante para apagar uma informação
que veio a público no mesmo dia e teve mais repercussão no exterior que
internamente no Brasil: um estudo elaborado por cientistas do Instituto Federal
de Tecnologia de Zurique apontou que plantar árvores na Amazônia tem impacto
muito maior no resfriamento global do que reflorestamentos em outras regiões do
mundo. Nesse caso, surrupiar madeira na Amazônia é um crime ainda maior que o
previsto em lei.
Mais
árvores nessa região podem alterar padrões de vento e precipitação a milhares
de quilômetros de distância, tendo o poder de resfriar regiões distantes. Segundo
Nora Fahrenbach, especialista em ciência do clima e autora principal do estudo,
“ao focar nos trópicos, o reflorestamento se torna muito mais eficiente como
ferramenta de proteção climática”. Devido a isso, garante, “plantar na Amazônia
tem um efeito que nenhum plantio no norte do planeta consegue replicar”. Não
basta plantar ou proteger árvores para salvar o planeta, mas ajuda a melhorar o
clima.
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Com os presidenciáveis
Os
postulantes ao governo de Rondônia vão definindo seus alinhamentos com os presidenciáveis.
Expedito Neto (PT) e Samuel Costa (PSB) estão com o atual presidente Luís Inácio
Lula da Silva. Hildon Chaves (União Progressista), está optando por se juntar
ao presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) que deverá ser também do candidato do
ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria. Naturalmente, o candidato do PL, senador
Marcos Rogério (PL) está em dobradinha com o senador Flavio Bolsonaro, filho do
ex-presidente Jair Bolsonaro. As definições seguem durante a semana com outros
pré-candidatos ao CPA Rio Madeira.
Na beira do caminho
Pelos
mais variados motivos candidaturas robustas ao governo de Rondônia foram ficando
pelo caminho. O início de 2026 marcou a desistência do deputado federal Lucio
Mosquini na peleja, logo em seguida o ex-governador Ivo Narciso Cassol (PP) –
favorito na disputa – que teve a inelegibilidade mantida pela justiça eleitoral,
o deputado federal Fernando Máximo (PL) optou pelo embate ao Senado, o vice-governador
Sergio Gonçalves (União Brasil) acabou desistindo também depois que soube que
não assumiria a titularidade do Palácio Rio Madeira. O prefeito de Vilhena
Flori Cordeiro (Podemos) foi o último a anunciar desistência.
Muita revolta
O
projeto de lei do deputado federal Amon Mendel do vizinho estado do (Amazonas)
para extinguir os cargos de vereadores em pequenos municípios e instituindo os
cargos de conselheiros sem remuneração deixou os vereadores dos estados da Amazonia
revoltados. Em Rondônia são quase 20 municípios que seriam atingidos pela
medida. Os edis rebelados receberam o apoio do deputado estadual Laerte Gomes (PASD)
de Rondônia que criticou a medida. Gomes acredita que o projeto não vai criar
asas e se mobiliza para que os edis rondonienses de populações inferiores a 30
mil moradores não sejam prejudicados.
Chapa equilibrada
Ao
anunciar uma provável nominata de candidatos a Assembleia Legislativa pelos
Republicanos, o presidente estadual Aparício Carvalho enfatizou o equilíbrio da
composição que conta com lideranças destacadas, como o presidente da Assembleia
Legislativa do estado Alex Redano e lideranças emergentes como o vereador
Marcio Parcele, o mais votado em Porto Velho. A lista que será levada a
aprovação nas convenções partidárias de julho ainda conta com nomes da expressão
como da ex-deputada estadual Cassia das Muletas (de Jaru) e inúmeras expressões
evangélicas. Novas lideranças regionais também estão sendo lançadas pelos
Republicanos.
Ficou difícil
Com
a guerra no oriente médio, mais o brutal reajuste do querosene de avião, fica mesmo
difícil que o novo aeroporto do Vale do Jamari em Ariquemes, em fase de conclusão,
obtenha voos interestaduais, como os existentes em outros polos regionais do interior
de Rondônia como são os casos de Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena. E como as empresas
aéreas estão suspendendo centenas de voos no País por conta do elevado preço
dos combustíveis de aviação, os novos voos anunciados para Porto Velho já estão
ameaçados. A coisa só está piorando. Não bastava o pedagiamento da BR- 364!
Via Direta
*** Com as seguidas operações combatendo
o garimpo ilegal no Rio Madeira pela Policia Federal e Ibama, os garimpeiros estão
fazendo uma romaria para a Colômbia, Venezuela e Guiana *** Só em 2026 mais de
30 dragas e balsas já foram destruídas nos rios e igarapés de Rondônia *** Como
as andorinhas com as asas quebradas e cheias de dor os garimpeiros
rondonienses migram para o exterior *** O governador de Rondônia Marcos Rocha (PSD) ainda não se
pronunciou a respeito de insinuações que seu governo está acobertando escândalos.
Até deputados da sua base aliada já estão falando sobre possíveis casos
rumorosos.
Quinta-feira, 4 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
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